Raciocínio 52/200
Relações horizontais e não verticais:
a autoresponsabilidade - parte 2

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2

O caminho que propomos mantem a ponte aberta(1), sem perdermos a ponte que nos mantém ligados(2). Não podemos estar constantemente a destruir relações(3). Simplesmente não evoluímos emocionalmente.(4)

O investimento emocional que estabelecemos e vimos no raciocínio anterior é unilateral(5) porque somos nós quem construímos(6) e mantemos a ponte mesmo não havendo reciprocidade.(7)

Quando introduzimos o conceito reciprocidade fazemo-lo para que entenda que o que se pretende é um caminho unilateral.(8)

A ponte não se mantém porque existe reciprocidade(9). A ponte mantém-se apenas porque eu invisto em unilateralidade.(10)

Sou eu quem preserva a relação(11), não quero destruí-la(12), e então sou eu que garanto a abertura(13), mesmo quando o outro lado não faça nada para isso.(14)

É muito importante que entenda o conceito de unilateralidade(15). Se o compreender todas as suas relações serão transformadas(16). Você entrará num caminho de PAZ com todas as pessoas(17), e terá relações SUPER saudáveis.(18)

Unilateralidade(19)
É a escolha consciente de manter a ponte aberta independentemente da resposta do outro.(20) 
- não é troca,(21)
- não é expectativa,(22)
- não é reciprocidade.(23)
- É uma decisão interna, apenas nossa.(24)

Ser unilateral não é agir porque o outro merece(25), responde ou corresponde(26). É agir porque eu escolho não destruir a relação(27), mesmo quando o outro nada faz(28). O outro não precisa fazer nada(29), nem eu preciso de fazer qualquer exigência.(30)

Eu preciso que entenda isto(31). Se entender a sua vida vai alterar-se por completo(32). Eu faço a ponte(33). Sou eu de forma unilateral que construo sempre independentemente se o outro é uma pessoa "difícil".(34) 

O outro não precisa fazer nada(35), e eu não preciso exigir nada(36). 

A unilateralidade é isso: 
- não é cobrança,(37)
- não é ajuste de contas,(38)
- não é negociação emocional. (39)

Eu mantenho a ponte sem pedir que o outro caminhe(40), e sem transformar o meu investimento numa exigência disfarçada.(41) 

Quando não há exigência:
- não há frustração;(42)
- não há ressentimento;(43)
- não há luta por validação.(44)

Eu faço a minha parte porque escolho fazê-la(45), não para provocar resposta(46), mudança ou reconhecimento.(47) 

A ponte que eu construo com todas as pessoas não é um convite(48), nem uma pressão(49). É apenas um espaço disponível(50). E é aí que nasce a paz(51), quando a relação deixa de ser um campo de expectativas(52) e passa a ser um lugar de liberdade.(53)

Repare, eu faço isso com todas as pessoas(54). E essa é a beleza do processo(55). Adoro pessoas difíceis(56), porque elas fazem com que me desdobre em mil estratégias(57) para eu mesmo não ultrapassar o meu limite(58). Esse limite de que falo é o respeito que tenho de manter sem invadir o espaço do outro(59). O meu limite é não exigir nada(60) e deixar a outra pessoa livre.(61) 

Por favor tem de entender isto e transformará todas as suas relações.(62)

Na unilateralidade:
- eu invisto sem exigir retorno;(63)
- eu preservo a ligação sem depender do comportamento alheio;(64)
- eu não abandono a ponte só porque o outro não caminha nela;(65)
- a paz vem de mim, não da resposta do outro.(66)

Portanto, unilateralidade não é submissão(67), não é ingenuidade(68) e não é dependência emocional(69). É maturidade emocional:(70) a capacidade de manter vínculos(71) sem se perder neles(72) e sem precisar quebrá-los para me proteger.(73)

É exatamente isso que transforma relações: quando a minha estabilidade deixa de depender da reciprocidade do outro.(74)

Não precisamos de pedidos de desculpa(75)
A outra pessoa não precisa pedir desculpa(76). A maior parte das relações são feitas com esta troca de pedidos de desculpas(77). Eu fico amuado, deixo de falar contigo para que me peças desculpa.(78). Se o outro faz isso: no problem, eu peço desculpa(79). A questão é o que eu faço(80), como eu vou agir(81), que estratégias vou usar para criar mais aproximação(82) e deixar por completo os atos de afastamento.(83) 

Uma situação acontece, e seremos sempre nós a irmos pedir desculpas(84) porque a relação é um investimento da minha parte(85). Eu invisto na relação(86), não alimento ruturas.(87) 

As relações alimentam ruturas(88). Nós não as alimentamos.(89). O processo começa e acaba em mim(90).

Uma situação acontece, um conflito surge, e seremos sempre nós a dar o primeiro passo para reparar(91), para pedir desculpa, para não deixar a rutura crescer.(92)

Nós não alimentamos ruturas.(93)

Saia dos ciclos de cortar e colar(94)
Nós investimos na relação(95), nós acreditamos na ponte(96), e não queremos alimentar quebras(97), nem ciclos de cortar e colar(98). Precisamos compreender esta dicotomia de cortar e colar(99). Eu corto, e a outra pessoa cola(100). A outra pessoa corta e eu colo.(101)

Perceba que alimentar ruturas é precisamente o que todos fazem(102). Ficam horas sem se falarem(103) e muitas vezes até dias(104). Ficam amuados há espera de um pedido de desculpas.(105)  

Não defendemos este tipo de relação(106) porque estaríamos a defender a reciprocidade(107), e apenas acreditamos em relações unilaterais(108), por muito que ainda não entenda.(109)

A outra pessoa corta, eu colo rapidamente(110). Se eu corto, eu colo rapidamente(111). Eu não preciso esperar que a outra pessoa cole(112), eu mesmo tenho essa iniciativa porque eu invisto na relação.(113)

Não queremos defender relações baseadas na expectativa de reciprocidade mecânica(114), em que cada um repara a rutura do outro de forma alternada.(115)

Não espero que a outra pessoa venha reconstruir a ponte(116), eu mesmo a reconstruo(117), porque o investimento é meu(118), a aposta é minha(119), a responsabilidade de manter a ponte aberta parte de mim(120). É a isto que chamo de unilateralidade.(121)

E assim saímos do jogo de retaliações(122), do orgulho(123), da espera passiva(124).

Porque a ponte, para mim, vale mais do que a disputa.(125)

Exercício 1
Releia milhares de vezes a frase anterior.

Sendo assim vimos no raciocínio anterior o conceito de unilateralidade.(126)

Explicámos também o conceito de reciprocidade e que não buscamos uma relação recíproca(127), por muito que ainda possa não entender este conceito na sua plenitude.(128)

Queremos introduzir ainda o conceito de autoresponsabilidade(129) e relacionar com horizontalidade e com reciprocidade.(130)

Autoresponsabilidade
O foco da nossa atenção é o eu mesmo(131). Eu não vou controlar aquilo que é do outro(132), nem mesmo chamá-lo à responsabilidade.(133)

Se mantivermos atenção constante ao nosso agir, falar e pensar, acabamos por cultivar mais serenidade e clareza(134), porque não desperdiçamos energia onde não podemos intervir.(135)

Eu posso intervir em mim mesmo(136), não vou perder tempo nenhum em querer mudar a outra pessoa.(137)

Quando falamos em autoresponsabilidade precisamos invocar a filosofia de Emmanuel Levinas(138) que centra o seu pensamento na ética da alteridade(139), ou seja, na responsabilidade infinita diante do outro(140). Para ele, o rosto do outro me convoca eticamente(141), obriga-me, antes mesmo de qualquer escolha consciente.(142)

É uma ética radical da responsabilidade(143): eu sou responsável pelo outro de forma incondicional.(144)

Já a autoresponsabilidade, no sentido clássico (por exemplo, de assumir seus próprios atos, palavras e pensamentos)(145), aponta para o dentro de mim mesmo(146), cuidando do meu próprio campo de ação.(147)

Horizontalidade — porque todos têm o mesmo valor.(148)

Unilateralidade — porque a minha ação de manter a ponte não depende do outro, parte da minha autoresponsabilidade.(149)

Não busco reciprocidade — porque não preciso dela para justificar o meu gesto(150). Eu sou o guardião da relação porque quero ser, não porque exijo retorno.(151)

É uma visão profundamente consciente:(152)
- A minha parte faço eu.(153)
- A minha escolha de investir não depende da resposta da outra pessoa.(154)
- Eu cuido da ponte porque faz sentido para mim(155), não porque o outro merece ou retribui.(156)

Defendo relações horizontais(157), sem poder que eu exerço sobre a outra pessoa(158), nem submissão do outro ao que acho(159). Eu liberto o outro no seu agir(160). E olho para mim mesmo(161), para os meus atos(162), palavras, pensamentos, sempre na perspetiva de construção da relação.(163)

Mantenho a ponte unilateralmente, por autoresponsabilidade(164), sem esperar reciprocidade(165), porque o meu investimento não depende de quem está do outro lado.(166)

Se a outra pessoa corta, eu colo.(167)

Se eu corto, eu colo também.(168)

Porque sou eu quem zela pelo valor da relação(169) e não preciso de autorização para amar ou reconstruir.(170)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)


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