Raciocínio 56/200
A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas. Primeiro quero descrever algumas abordagens teóricas sobre a teoria.

Teoria dos Habitats (em Ecologia)(1)
Está relacionada ao modo como os organismos ocupam espaços específicos que oferecem condições ideais para a sua sobrevivência, reprodução e interações com outras espécies.

Em Urbanismo ou Planeamento Territorial(2)
No contexto urbano, a teoria dos habitats também se usa para pensar como os seres humanos ocupam o espaço. Cidades, bairros, casas, espaços públicos e tudo isso forma "habitats humanos", com diferentes níveis de qualidade de vida, acessibilidade, segurança, verde, etc. A ideia é que o espaço molda o comportamento e vice-versa. É uma abordagem próxima de disciplinas como arquitetura sustentável, psicogeografia e planeamento ecológico.

O nosso habitat interno (no dentro de nós)(3)
Se formos mais longe, ao nosso habitat interno filosoficamente também poderemos pensar em habitats interiores(4), os lugares onde nos sentimos emocionalmente seguros(5), os contextos que nos nutrem por dentro(6), os ambientes que favorecem o florir da nossa "alma".(7)

Às vezes, um habitat não é um lugar físico, mas um conjunto de condições simbólicas(8): relações de afeto(9), rotinas de cuidado(10) entre outras condições que nos fazem pensar que estamos no habitat certo.(11)

Esta teoria diz que não conseguimos florescer em certos meios(12) e que conseguimos noutros(13). Numa leitura mais humana e simbólica, diz-nos que não florescemos em qualquer lugar(14). Só florescemos onde há condições certas, internas e externas.(15)

Há ambientes onde murchamos e outros onde desabrochamos.(16)

O ambiente emocional(17), relações onde somos vistos(18), tocados(19), acarinhados(20) ou relações onde nos apagamos(21), nos calamos(22), nos perdemos.(23)

Simplificando:(24)
"Se não estamos a florescer, talvez não haja nada de errado connosco. Talvez só estejamos no habitat errado."

Em vez de nos forçarmos a ser quem não somos(25), em contextos que nos secam(26), podemos buscar ou construir o nosso próprio ecossistema emocional, mental, físico, relacional, onde haja sol bastante, espaço para as raízes, e amor como água.(27)

Gostaríamos de analisar alguns pontos neste âmbito e que despertam a minha atenção para um saber agir sobre a nossa realidade, em vez de um constante reagir.(28)

Não somos a favor da teoria do habitat(29)
A nossa filosofia é sempre um eterno retorno ao amor(30), à prática do bem(31), a horizontalizar relações(32), a não entrar em conflitos diretos(33), a um agir sobre o que acontece(34) mas sempre de forma pensada, calculada(35), sempre visando a construção da relação(36), sempre criando pontes e não abismos.(37)

A nossa filosofia curva-se diante do AMOR como raiz de tudo(38), um retorno à ternura(39), ao gesto cuidadoso(40), à construção paciente da vida e das relações.(41)

É também um retorno à consciência(42) de que o conflito direto, a violência, o corte abrupto quase nunca são férteis.(43)

Mesmo quando a nossa "alma" é jardim(44), mesmo quando temos flores para oferecer(45) e há lugares que não nos recebem.(46)

Há solos que não nos absorvem(47). Há climas que nos queimam ou nos gelam.(48)
Não porque somos fracos(49), ou errados(50), ou "não evoluídos o suficiente"(51), mas porque o ecossistema relacional, cultural ou emocional ao nosso redor não é compatível com o que somos.(52)

A nossa filosofia já tem a resposta(53)
Não é fugir em desespero(54), nem cortar pontes em raiva(55), nem tentar forçar flor em solo infértil.(56)
É um agir com intenção(57), preservar a integridade do AMOR dentro de nós mesmos(58) e ao mesmo tempo proteger o nosso florescer(59). Porque a nossa existência também é sagrada(60). O nosso desabrochar importa.(61)

Aqui nasce a nossa coragem de nos movermos sem quebrar(62), um recolher sem nos fecharmos(63). É impossível não florescer se tivermos certas formas de proceder(64).

A teoria dos habitats, aquela ideia de que só florescemos em ambientes "certos"(65), para nós, tem de facto, algo de limitador(66), como se fôssemos plantinhas frágeis(67) que só vingam num microclima específico.(68)

O que propomos vai mais fundo(69)
Sugerimos que certas qualidades internas podem sobrepor-se ao meio(70), como se a força de dentro pudesse virar o jogo.(71)

O habitat será um reflexo das qualidades que cultivamos(72), ou seja, talvez não seja só mudar o meio ou resistir-lhe(73), mas influenciá-lo(74), reconfigurá-lo por dentro(75), como a flor que cresce nas calçadas de pedra e parte o cimento.(76)

Dizer que é impossível não florescer se tivermos certas qualidades(77). Isso arrepia-nos de tão ousadia da nossa parte.(78)

Mas que qualidades são essas, para nós?(79)
E florescer é o quê, exatamente?(80)

- Porque há flores que florescem no deserto?(81)
- Porque há flores que conseguem florescer nos nossos passeios?(82)
- Mas será que florescer é sempre visível?(83)
- Ou pode ser um tipo de força interior, silenciosa, mas real?(84)

Se estou num solo arenoso eu posso adubar(85), posso criar as condições.(86)

Se o rio que flui dentro de mim vê uma pedra, não vejo um obstáculo, eu contorno esse obstáculo e o meu rio continua a fluir.(87)

Quando sentimos algo que nos toca, que nos inquieta ou até que nos desafia, não reagimos para ferir.(88)

Lembrem-se que estamos num processo de construção de vidas(89), e isso fazemo-lo em AMOR, com ternura.(90)

Quando agem contra nós(91)
Devolvemos com mais lucidez, mais amor, mais profundidade.

Dizemos interiormente:(92)
- "espera"
- "eu ouvi-te"
- "senti-te"
- "e agora levo-te mais fundo"

E aqui entra o nosso "contra-ataque" do bem, da ternura, do nosso carinho, da nossa construção(93). É um Movimento de quem não aceita a superficialidade como destino.(94)

Nós não somos superficiais(95), nós acolhemos com AMOR(96), com a nossa entrega genuína, de profundo interesse em construir uma ponte nas nossas relações seja em que habitat for.(97)

Não precisamos de microclimas desenhados à zona de conforto(98) socialmente delineada por aqueles que não querem engajar uma transformação interior(99). Requer de mim mesmo um esforço brutal para me dar bem com todos(100) e de forma horizontal.(101)

Para ser genuíno nos meus sentimentos preciso sim mudar-me(102)
Mudar o meu interior para estender a minha mão a todas as pessoas(103), independentemente se é o mendigo com quem tenho o prazer de oferecer uma refeição, e de almoçar com ele e um profundo interesse na sua história.(104)

Temos tanto a aprender uns com os outros.(105)

- É o jeito doce de quem transforma tensão em diálogo;(106)
- dúvida em abertura;(107)
- possível conflito em caminho partilhado.(108)

Queremos construir(109)
Lembre-se queremos construção de relações(110), muitas relações(111), para que terminemos os nossos dias com vidas que influenciámos, que transformámos.(112)

Podemos fazer tanta diferença em cada vida(113), que um sorriso, uma palavra afável, uma pequena brincadeira, podem fazer tanta diferença.(114)

Nós não precisamos de ambientes férteis para florescermos(115)
Nós mesmos somos produtores de habitats(116), onde as ideias crescem sem medo(117). Onde até os desacordos são férteis(118). Onde tudo pode florescer(119), mesmo as sombras, se as tratarmos com carinho.(120)

E se nos puxam um pouco mais para baixo para a "sombra"?(121)
Então podemos brilhar!(122)

A sociedade está convicta que só nos desenvolvemos em microclimas.(123)
Não acreditamos nisso!(124)
- Acreditamos na coragem;(125)
- Acreditamos em muita luta;(126)
- Acreditamos em muito esforço;(127)
- Acreditamos em silêncio quando queremos também magoar e também ferir;(128)
- Acreditamos no AMOR como contra-ataque.(129)

A sociedade acredita que o engajamento só se faz com aqueles com quem temos afinidade.(130)
Não acreditamos nisso!(131)
Se acreditarmos nisso o nosso experimento social termina aqui.(132)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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