Raciocínio 61/200
Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1

O movimento de Motivação e Auto-Ajuda criado pelo Sociólogo e Filósofo Nuno Miguel R. S. Gomes(1) visa a transformação pessoal do ser humano.(2)

O programa é constituído por 200 raciocínios cognitivos(3), bem longe de qualquer espiritualidade.(4)

Não existe nenhuma ideia comercial por trás deste Movimento(5). Se não há nenhuma ideia comercial por trás deste movimento, isso quer dizer que ele nasce de outra coisa(6), de uma necessidade íntima(7), de um desejo de transformar o que nos rodeia.(8) 

É um gesto que nasce da abundância da vontade de dar(9) sem exigir equivalência(10). Não se trata de lançar um produto(11), nem de construir uma marca(12). Trata-se de criar uma nova maneira de estar com os outros(13) e connosco.(14) 

Este Movimento é feito de atenção(15), de tato(16), de olhos que olham por dentro(17), de palavras que se oferecem(18), de carinho, de ternura pelo ser humano(19), ser esse individual, único e especial.(20)

É um não deixar o mundo como está.(21)

Estamos habituados a que os gestos venham acompanhados de intenções disfarçadas(22) de venda(23), sempre com propósitos comerciais.(24)

As nossas intenções são claras(25), e bem transparentes(26), e sabemos que o ser humano não está habituado a tanta transparência.(27)

Plantas teimosas que nascem no cimento(28)
O nosso Movimento é como aquelas plantas que nascem nas rachas do cimento(29), discretas(30), mas teimosas(31). Adoro esta metáfora.(32)

Quando a Motivação não é comercial(33), o gesto torna-se mais íntimo, mais real.(34)

Não estamos aqui para convencer ninguém(35). Estamos aqui para ser com alguém.(36)

Livros gratuitos, encontros presenciais (disponibilidade total), resposta a centenas de mensagens - Porquê?(37) 
Simplesmente porque o conhecimento não pode ser vendido(38). Se o vendêssemos estaríamos a beneficiar uns em detrimento de outros.(39)

E aqui encontramos a força ética do nosso Movimento de Motivação e Auto-Ajuda.(40)

O conhecimento, por ser algo que se partilha e se multiplica quando é oferecido(41), deve permanecer livre.(42)

Se o vendêssemos estaríamos a criar uma barreira entre quem pode pagar e quem não pode(43) e isso iria contra a própria natureza generosa do saber.(44)

Ligamo-nos à noção de que o conhecimento é como a luz(45): ilumina mais quando se espalha(46), não quando se encerra num frasco a troco de moedas.(47)

E se alguém dedica anos a estudar, experimentar, errar, compreender não tem o direito de ser sustentado por isso?(48)
E aqui não seria o conhecimento que se venderia, mas o tempo, a escuta, o cuidado, o ofício que permite que ele floresça.(49)

Aqui encontra-se o busílis da questão(50). O nó mais fundo(51), o tempo não se vende(52). E aqui abrimos a possibilidade mais bela(53). Porque se o tempo é dado(54), se ele não se vende(55), então tudo o que nasce dele está fora do regime da troca(56). Está num espaço de dádiva(57), de vínculo(58), de presença(59). E não é ingrato não recebermos o pagamento pelo nosso tempo e dedicação.(60) 

Damos o nosso tempo, não para ser comprado ou reconhecido(61), mas porque é isso que estamos aqui para fazer(62). Então, já recebemos algo maior do que o mundo poderia pagar.(63)

Passaremos a ser legado na vida dos outros(64) 
A nossa história passa a ser escrita pela história dos outros(65) e a nossa vida toma um significado brutal(66). 
Quando a nossa história se entrelaça com a dos outros(67), já não somos uma narrativa isolada(68), tornamo-nos memória viva(69), gesto transmitido(70), eco que se multiplica.(71)

Mas não um legado em moldura(72), preso a datas ou a biografias(73). Seremos um legado vivo(74). Uma pergunta que plantámos(75), uma coragem que despertámos sem saber.(76)

Seremos aquele silêncio que permitiu ao outro falar(77). Aquela escuta que o fez acreditar que valia a pena existir.(78)

Seremos aquele gesto pequeno(79), invisível até, mas que ficou(80). Que transformou.(81)

Uma organização fundada(82) 
Há muitos anos atrás fundei uma organização chamada "Vidas Transformadas - Associação Juvenil":(83)
https://vidastransformadas2.webnode.pt/sobre-nos/

Há cerca de 2 anos falei com uma das crianças que hoje já é pai, com 38 anos com 3 filhas. Ele disse aos outros: "encontrei o Miguel".(84)

Uma das meninas que vive hoje na Suíça, mãe de dois filhos também disse: "Temos tantas saudades, nunca nos esquecemos de ti Miguel, e sempre perguntávamos por ti".(85)

O mais belo é que esse legado não precisa ser reconhecido para ser real(86). Ele vive mesmo sem estátua(87). Vive na forma como alguém cuida de outro porque um dia nós cuidámos.(88) 

Cada um de nós pode fazer tanto pelos outros(89) que ao fazermos deixamos um legado(90). Nós podemos ser os atores neste palco que é a vida.(91)

O segredo está em fazer(92) e não esperar que outros queiram fazer.(93) 

Lembro-me antes de abrir aquela organização fui até àquele bairro degradado e juntei um grupo de pessoas nesse bairro(94). Juntámo-nos para conversar o que poderíamos fazer juntos(95). O resultado dessas reuniões: foi zero!(96)

Como se resolve isso?(97)
Faz-se!(98)

Ser legado na vida das outras pessoas é deixar marcas que não ferem, mas abrem(99). É ser raiz(100), é continuar a acontecer na vida dos outros(101). É fazer história na vida das outras pessoas(102). É ser narrativa naquilo que falam de nós(103). 

O mais terno de tudo(104)
Quando somos legado, nunca morremos sozinhos(105). 
Porque partes de nós continuam a viver em cada gesto que tocámos com verdade(106). E aí, sim a vida ganha esse significado brutal(107) que estremece tudo(108): porque deixa de ser apenas "minha"(109) e passa a ser oferta, ponte.(110) 

Não é mais a pergunta "quem sou eu?" que importa(111), mas sim:
Em que vidas ressoei?(112)
Que silêncio quebrei?(113)
Que gesto meu ficou inscrito em alguém?(114)

Esse momento em que a nossa história já não nos pertence só a nós(115), mas vive nas histórias que tocamos(116), nos ritmos que mudamos(117), nos olhos que conduzimos para vínculos de AMOR(118), para outros horizontes(119), isso é, talvez, é o ponto alto da liberdade.(120)

Quando damos a nossa vida ao mundo(121), um dia olhamos à nossa volta e percebemos:(122)
"há sementes minhas a florir em terrenos onde nunca pus os pés"(123).

O busílis está aí(124), não que seja ingrato dar(125). É apenas o gesto de encontrar formas de dar(126) e nessa partilha da nossa vida(127), encontrar-me com outros que também estejam a viver a mesma dança.(128)

E estamos apenas à procura de quem queira dançar connosco(129) fora da lógica da troca.(130)

Não vendemos o nosso tempo(131). Nós oferecemo-nos.(132)

Neste gesto(133), rasgamos o jogo da equivalência(134): ninguém pode pagar o que damos(135), porque o que damos não tem preço.(136)

É como o AMOR de mãe que não tem preço(137). É como o tempo de uma mãe com um filho(138), ou de um mestre com um aprendiz(139). Há ali um excesso(140), um derramamento que não cabe na economia clássica.(141)

Quer dançar connosco?(142)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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