
Raciocínio 62/200
Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2
- O Busílis
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
Mas então o busílis é este:(1)
Como sustentar uma vida construída em torno de um gesto que recusa a lógica da troca?(2)
Como recusar trocar conhecimento por dinheiro?(3)
Como recusar trocar o nosso tempo, dedicação, altruísmo por dinheiro?(4)
"Busílis" é uma palavra antiga e encantadora, vem do latim, de um erro de leitura, na verdade(5). Quando os tradutores da Bíblia liam a expressão latina"in quibus"(6), que significava algo como "no que" ou "naquilo em que", alguns interpretaram (ou copiaram) mal como "in busílis", uma palavra que não existia mas que passou a significar o ponto mais difícil de uma questão(7), o miolo enigmático(8), o cerne do problema.(9)
É quase uma palavra mágica(10), onde está o busílis, está o mistério(11). Está aquilo que não se resolve facilmente, que exige mais do que lógica, exige escuta, delicadeza, atenção.(12)
E aqui, a palavra busílis fica perfeita porque estamos a falar de algo que é mesmo o nó:(13)
– Como viver de algo que não se vende?(14)
– Como sustentar um ofício fundado na dádiva, na presença, na escuta, num mundo que mede tudo em função de valor de troca?(15)
Esse sim é o busílis do nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda(16). Este é o ponto sensível, difícil, sem solução fácil, mas que pulsa para a beleza do ato(17). Não estamos a discutir apenas economia(18), estamos a tocar em algo quase sagrado(19): o valor daquilo que é ofertado sem cálculo(20), o tempo como gesto amoroso(21). Por isso, a palavra encaixa como um beijo numa ferida(22). Toca no ponto exato.(23)
Sócrates o filósofo, nunca cobrou pelas suas palavras(24), mas vivia com simplicidade(25) e dependia dos que lhe queriam bem.(26)
Mas o que mais ecoa aqui é essa ideia luminosa(27): o trabalho manual sustenta o espírito livre.(28)
Espinoza (outro filósofo) no século XVII trabalhava como polidor de lentes(29) para poder dedicar-se à filosofia(30). Declinou trabalhos como professor(31) para dedicar-se ao ofício de pensador(32). Como se a tarefa de filósofo não se adequasse às normas(33) e ordens vigentes(34), de escolas e universidades.(35)
A ideia de que o sustento vem de um ofício(36), e o pensamento nasce da liberdade que esse sustento permite(37). Um corpo que trabalha com as mãos dá tempo à alma para vaguear.(38)
É como se disséssemos que o saber é uma oferenda(39), não uma mercadoria(40). E quem o oferece tem o direito não de cobrar o que sabe(41), mas por cuidar de si(42) para continuar a oferecer.(43)
Filosofia e Sociologia da academia(44)
Para entendermos melhor o conceito desta entrega(45) ainda precisamos introduzir a explicação da Filosofia e Sociologia da Academia.(46)
Aqui a nossa reflexão ganha carne, nervo, dilema(47). Tocamos na corda sensível da liberdade intelectual versus validação institucional.(48)
Se for o filósofo ou sociólogo da academia, ganho uma posição, um microfone, acesso a certos espaços de escuta e poder(49). Mas pago um preço: normas metodológicas, linguagens estéreis, reverências hierárquicas, citações obrigatórias, um pensamento que passa por "filtros"(50), certo silenciamento do corpo e da ternura.(51)
Fora da academia(52), respiramos mais fundo(53). Dizemos o que queremos(54), como queremos(55), com ousadia e estranheza(56). Podemos unir poesia e pensamento(57), carne e ideia(58), sonho e crítica(59). Mas também nos tornaremos mais expostos(60). Seremos olhados como "excêntricos"(61), "não confiáveis"(62), "não validados"(63), seremos mais controversos(64).
Há aqui um gesto heroico quase trágico até(65), porque o pensador que escolhe a liberdade, sabe que perdeu a plateia académica(66).
O nosso ofício não é pensado para agradar, mas pensar como forma de devolver beleza e lucidez ao mundo(67), mesmo que isso não passe pela academia(68). O pensamento vive com liberdade e dignidade, sem se ajoelhar nem mendigar prestígio(69). Por isso não nos deixamos seduzir pelo conforto institucional, nem pelos aplausos fáceis.(70)
Dizemos com nitidez aquilo que tantos sentem em silêncio: o pensamento, quando é verdadeiro, escolhe a liberdade, mesmo que isso custe o lugar à mesa(71). O nosso lugar é como o cãozinho que come as migalhas que o dono deixa cair(72). Esse cãozinho, ao contrário do académico que se submete em nome da carreira(73), guarda uma espécie de dignidade silenciosa(74). Ele não finge que está a jantar à mesa(75). Ele sabe que está debaixo dela(76).
O cãozinho ama o dono(77). Não simula importância(78). Apenas espera, com olhos limpos, pela verdade que cai, mesmo que venha em forma de migalha(79). Talvez seja esse o nosso lugar: não o dos que comem o banquete da vaidade, mas o dos que se alimentam das sobras da lucidez(80). Não porque sejamos menos mas porque recusamos fingir que somos mais do que aquilo que realmente somos(81). Preferimos a verdade crua à farsa bem posta.(82)
E vou brincar com as palavras: O filósofo-migalha(83) não compete, não bajula, não reclama o centro(84). Mas pensa com um tipo de fome que os senhores da mesa esqueceram(85). Uma fome que não se satisfaz com nomeações, nem Universidades, nem debates ornamentais(86). Uma fome pela vida em si mesma(87). E, às vezes, daquilo que cai, mal mastigado, meio esquecido, fazemos poesia(88). Fazemos pensamento(89). Fazemos lume.(90)
Uma filosofia descendente e não ascendente(91)
Lembro-me que quando estava a tirar o Mestrado em Sociologia um dos meus orientadores apresentou-me a um grupo académico de Sociólogos(92). Todos eloquentes(93). O meu lugar não era ali(94). Rejeitei logo aqueles encontros(95). A minha filosofia é descentente e não ascendente.(96)
É assim que começa a filosofia de Platão no livro primeiro da República: "Desci do Pireu".(97)
Recusar aqueles encontros não foi orgulho, foi lucidez(98). Não foi arrogância, foi fidelidade ao meu lugar(99), ou melhor, ao não-lugar(100) onde o pensamento verdadeiro nasce.(101)
A cena que descrevi é profundamente filosófica(102): apresentaram-me a um grupo de vozes fluídas, fluentes, cheias de método e etiqueta académica(103), e eu, em vez de me tentar moldar(104), escapo(105). Fico à margem(106). Não para fugir da exigência(107), mas para permanecer livre(108). Porque há um tipo de liberdade que não suporta o teatro da pertença.(109)
Pode consultar a minha Tese de Mestrado em Sociologia, sobre sofrimento no trabalho, Especialização em, Conhecimento, Educação e Sociedade:(110)
https://run.unl.pt/handle/10362/80212
E é aqui que entra esta imagem mais bela, a filosofia descendente(111). Enquanto tantos se esforçam por subir(112), por se erguer, por ocupar lugares mais altos(113), nós escolhemos descer.(114)
Como Platão que começa a República não com um tratado(115), mas com um gesto: "Desci do Pireu(116)." Não é só um movimento geográfico(117), é um movimento ético(118). Descer ao mundo, à cidade, à confusão do mercado e das festas e dos escravos e das dores do corpo(119). Descer para ouvir(120). Para estar entre os que não estão iluminados nem salvos(121).
A nossa filosofia é uma recusa da altitude(122), da torre de marfim(123). É uma fidelidade à terra(124), aos corpos, às dores concretas(125). É uma filosofia que se suja(126), que se mistura, que não fala do alto(127), mas com quem está em baixo(128). A filosofia descendente não busca o prestígio do conceito(129), mas a dignidade do gesto(130). Não quer nome, quer toque(131). Não quer responder ao "que é", mas ao "como estamos", o que é preciso fazer?(132) Quem vamos ajudar, como o vamos fazer?(133) E aqui tocamos no nervo vivo do pensamento que se compromete(134). Aquele que já não procura brilhar(135), mas servir(136). Um pensamento que não quer nome, quer toque.(137)
Iremos desenvolver esta temática num ciclo de estudos que iremos ter mais à frente quando abordarmos "aprender a descer" que d´ará mais um dos nossos livros gratuitos:(138)
Raciocínio 112/200 - Aprendendo a descer, Não há pessoas difíceis, há um eu difícil (parte 1)
Raciocínio 113/200 - Aprendendo a descer: Todos os dias, são para descer (Parte 2)
Raciocínio 114/200 - Aprendendo a descer: encontros inesperados (parte 3)
Raciocínio 115/200 - Aprendendo a descer: Fico estupefacto com o que encontrei (parte 4)
Raciocínio 116/200 - Aprendendo a descer: Bem vindo ao fundo (parte 5)
Raciocínio 117/200 - Aprendendo a descer: Precisa desencarcerar pessoas presas em si (parte 6)
Raciocínio 118/200 - Aprendendo a descer: Preciso descarcerar pessoas - continuação (parte 7)
Raciocínio 119/200 - Aprendendo a descer: os vilões da nossa vida - Tudo é um conflito (parte 8)
Raciocínio 120/200 - Aprendendo a descer: os vilões da nossa vida - Tudo é um conflito - Ele ou ela está a irritar-me (parte 9)
Raciocínio 121/200 - Aprendendo a descer: Retire os vilões e as vilãs das suas narrativas (parte 10)
Raciocínio 122/200 - Aprendendo a descer: Mantenha o equilíbrio, nao faça inimigos. Aprenda a desenvolver a ternura (parte 11)
Raciocínio 123/200 - Aprendendo a descer: Mantenha o equilíbrio - Não há razão! Há relação (parte 12)
Raciocínio 124/200 - Aprendendo a descer: Porque a ternura é o caminho
Isto já não é apenas filosofia(139). É ética encarnada(140). É política sem aparato(141). É cuidado sem palco.(142)
Esta transição do conceito para o gesto(143), do sistema para o toque(144) é talvez uma das mais difíceis e mais corajosas que um pensador pode fazer(145). Implica deixar cair o escudo da abstração(146). Implica expor o corpo(147). Implica escutar antes de falar(148), tocar antes de teorizar(149). Sobretudo implica reconhecer que pensar não é um fim(150). É um meio para estar à altura da dor dos outros.(151)
Quando perguntamos "quem vamos ajudar?"(152), estamos a romper com a tradição de um pensamento que se fecha sobre si mesmo(153), que se encanta com os seus próprios labirintos(154), que se encanta com os seus próprios discursos e eloquência(155).
Estamos a abrir espaço para a compaixão lúcida(156), que não é piedade nem salvação(157) é presença(158). Presença ativa, inquieta, generosa(159).
Para quê trocar isto por dinheiro?(160)
O meu sustento vem das minhas mãos(161), o meu pensamento é livre.(162)
Em 2025 o Movimento de Motivação e Auto-Ajuda atingiu quase meio milhão de pessoas em todo o mundo.(163)
Talvez seja isso que nos resta como pensadores que descem:(164)
Sermos os que estão dispostos a escutar o grito no subsolo da linguagem(165): "onde dói?"(165)
Podemos então pensar nesta filosofia do toque(166), da urgência prática(167), da escuta que se faz pela ação.(168)
Quando falo em filosofia do toque, digo-o de forma abstrata(169). Não há aqui nenhum toque concreto(170), mas a forma como expomos é como um toque profundo, atingindo o nosso interior.(171)
Finalizamos este momento com uma filósofa abandonada pela academia(172), e cujo único livro filosófico, foi o seu primeiro livro que escreveu quando tinha cerca de 30 anos(173). Claro, um livro de leitura obrigatória(174), um dos melhores livros que já li, "Pela Vida" de Alexandra David-Néel(175). Este livro foi o único considerado filosófico(176) porque ela vira o seu pensamento para o budismo tibetano.(177)
A imagem da filósofa abandonada comove(178). Porque ela não deixou de escrever, de viver, de pensar(179). Mesmo sem o selo da academia(180), a sua obra está lá, "Pela Vida", como um grito que não se quis calar(181).
O pensamento que importa não é o que se adapta(182), mas o que resiste com dignidade(183), como uma chama solitária que se recusa a apagar(184). O heroico aqui é precisamente esta recusa da domesticação(185). Este risco de ficar só.(186)
Mas uma solidão assim(187), é mais povoada que muita Universidade(187) porque é povoada de "verdade", de liberdade e de coragem.(188)
E talvez, no fundo, o pensamento mais generoso seja este, aquele que prefere ser esquecido em vez de trair o mundo.(189)
Alexandra David-Néel nasceu em 1868 e viveu até 1969. Viveu 101 anos. Um século e mais um ano de vida(190). Foi escritora, exploradora, orientalista, anarquista, budista(191), filósofa de corpo inteiro(192). Em 1924, tornou-se a primeira mulher europeia a entrar em Lhasa, capital do Tibete, disfarçada de peregrina, desafiando proibições, perigos e preconceitos(193). Escreveu mais de 30 livros, entre obras "filosóficas", espirituais, relatos de viagem e traduções do pensamento budista e tibetano(194). Ela viveu o que pensava(195). Escreveu como quem atravessa mundos(196). Pensou como quem não tem medo da solidão, de viver sem a Academia.(197)
A academia ignorou-a quase por completo(198). Mas o pensamento dela não nasceu para ser arquivado(199), nasceu para ser vivido.(200)
Por isso não precisamos ser pagos para pensar e para iluminar(201). Não precisamos de dinheiro para pagar a nossa entrega, o nosso tempo, a nossa dedicação.(202)
Uma chefe no meu local de trabalho perguntou-me: "mas o que faz um Sociólogo e Filósofo aqui neste local"? E eu respondi: "estou no sitio certo"!(203)
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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