
Raciocínio 76/200
Somos amorais com os outros:
O poder da agulha
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
Acredito na amoralidade do outro(1). Existe moral sim, mas é um exercício interno(2), não uma rede lançada sobre o mundo.(3)
Há um código sim, meu, íntimo(4), afiado pela atenção(5) que guia o que penso, o que digo, o que faço.(6)
Mas este código não se estende como julgamento sobre o outro(7), porque o foco está no centro de mim mesmo apenas e exclusivamente, na minha própria coerência.(8)
É como caminhar com uma agulha virada para mim(9)
A agulha não aponta para fora para picar quem erra(10), a agulha apenas está direcionada para mim mesmo(11), para me picar quando eu erro, na forma como conduzo a minha vida:(12)
- aquilo que eu falo, como me expresso,(13)
- o que penso dos outros(14)
- e como o meu agir pode afetar os outros.(15)
É uma agulha de vigilância íntima(16), e esta agulha aplica-se apenas a mim mesmo(17). Não para me punir(18), mas para me ajudar a acordar.(19)
O nosso Experimento Social é apenas para aqueles que acordaram(20) e que querem estar neste estado de alerta: de LUCIDEZ.(21)
É por isso que somos um Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda(22). Este Movimento é apenas para aqueles que entendem o que é viver num "estado de alerta"(23), e isto, não é para todos, mas para quem realmente escolhe viver desperto.(24)
Voltemos para a metáfora da agulha para entendermos melhor a sua profundidade.(25)
Quando me firo com esta agulha(26), não é para sangrar(27), é para lembrar-me de ajustar o passo(28), afinar as palavras que digo(29), como as digo(30), alinhar o gesto com a essência que quero viver.(31)
Esta agulha não se usa como arma no mundo(32). No entanto todos os que estão fora do nosso Experimento Social, usam a agulha nos outros(33) e a agulha deles está virada para fora(34) e por isso excluem-se deste Movimento.(35)
Se compreender que a agulha apenas está virada para si e não para os outros(36), então isto irá transformar as suas relações TODAS.(37)
A sociedade vive com a agulha apontada para fora(38). Este é o erro da humanidade.(39)
Nós apenas vivemos com a agulha apontada para nós mesmos.(40)
E aqui há uma diferença brutal(41). Na verdade aqui há uma REVOLUÇÃO interna de carácter.(42)
Quando a agulha aponta para fora, então o nosso Experimento Social falha(43), porque ele é um vínculo de análise sobre mim mesmo apenas.(44)
Nós não caçamos erros alheios(45) e a nossa própria vida não pode ficar contaminada pela necessidade de vigiar e corrigir o outro(46). Já falámos sobre isto, lembra-se:(47)
Raciocínio 47 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
Raciocínio 66/200 - Não chame ninguém a atenção: uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
O que falámos naqueles raciocínios, que é uma revolução nos relacionamentos(48) - "não chame os outros à atenção"(49), e isto significa exatamente que não andamos atrás dos erros dos outros.(50)
Se queremos andar atrás de algum erro, então o foco é só num lado, e esse lado, é o nosso lado.(51)
Quer procurar erros?(52)
Procure em si mesmo!(53)
Se procurar erros em si mesmo você irá transformar todas as suas relações(54) e você mesmo irá transformar-se.(55)
Aqui é o lugar do nosso Experimento Social. Aqui encontramos o cerne do nosso Processo.(56)
Quando a agulha é mantida virada para dentro(57), algo muda no alicerce(58). Não há energia desperdiçada em julgamentos que não nos pertencem(59), e essa energia regressa para alimentar presença(60), clareza e responsabilidade pessoal.(61)
É aí que a revolução interna acontece(62), porque a relação com o mundo deixa de nascer da crítica(63) e passa a nascer da lucidez: a minha lucidez.(64)
É esta lucidez que nos transforma neste Experimento Social.(65)
Eu abro a minha visão sobre mim mesmo e coloco-me no centro das minhas ações, pensamentos e palavras.(66)
Esta lucidez coloca a agulha virada apenas para mim(67), não para me ferir, apenas para me manter num estado lúcido.(68)
E esta mudança silenciosa é talvez mais transformadora do que qualquer livro escrito.(69)
Eu me transformo sendo lúcido comigo mesmo(70), vigiando os meus atos(71), vigiando as minhas palavras e pensamentos.(72)
A agulha não se volta para os outros(73), não coleciona culpas alheias(74). Só aqui fazemos uma revolução na nossa relação amorosa(75). E aqui encontramos o amor consciente e maduro.(76)
Perceba isto: em casa não tenho nada a apontar(77). Fora de casa não busco os erros alheios(78). Se não o faço nem fora de casa, então em casa aprofundo esta minha lucidez(79), tornando o meu leito um lugar de maior liberdade(80). Se entender isto, então atingi o objetivo deste Experimento Social.(81)
A verdadeira revolução na relação amorosa é este lugar onde a conexão pode ser livre, autêntica e profunda.(82)
E isto aplica-se a TODAS as relações(83). Sem ter uma agulha apontada para os outros(84), tudo muda(85), o centro do meu foco muda(86). A agulha está apenas apontada para mim.(87)
Isso liberta as relações de cobranças, expectativas sufocantes(88), e abre caminho para uma conexão genuína(89) onde o outro está inteiro consigo mesmo, e por isso inteiro para nós.(90)
Quando esta mudança acontece numa relação, o efeito irradia para todas as outras relações.(91)
Quanto mais me pico(92), mais o meu caminho se desenha sem necessidade de levantar a mão para julgar quem passa por ele.(93)
Qual é o foco da minha atenção?(94)
Eu mesmo!(95)
A moralidade interna não pretende governar ninguém(96), mas sustentar-nos.(97)
É uma vibração de manifesto íntimo(98), a agulha que não se vira para fora é como uma bússola voltada para dentro(99), sem se distrair com o mapa alheio.(100)
Esta amoralidade(101) para o mundo(102), acompanhada de moralidade interna(103), é uma escolha radical.(104)
Diferentemente de Kant(105) (um filósofo alemão, 1724–1804)
Queria que a moral interna fosse universalizável(106), ou seja, que qualquer máxima válida para mim teria de poder ser válida para todos.(107)
A minha ideia de amoralidade perante o mundo liberta-se dessa exigência de universalização(108), mantendo a coerência apenas dentro de nós mesmos(109), mesmo que o resto do mundo funcione noutra lógica.(110)
Deixo de medir os outros com a régua que guardamos para nós.(111)
É um pacto de liberdade com os outros(112) porque não os julgo, nem os meço, nem faço nenhuma exigência aos outros.(113)
Não uso essa medida como arma contra quem passa.(114)
E aqui há uma TERNURA REVOLUCIONÁRIA na relação amorosa(115), porque no silêncio profundamente pessoal(116), sem tribunais nem juízes externos(117), a firmeza de uma ética que não se impõe(118), apenas se habita.(119)
E aqui nasce uma REVOLUÇÃO INTERNA(120), dentro de nós(121) e que se exterioriza na relação com os outros.(122)
Deixamos de ser juízes(123), carcereiros de culpas(124), recolectores de erros(125), e viramos o foco da nossa atenção só para nós mesmos, para os nossos erros.(126)
Se entendermos isto transformamos o mundo à nossa volta(127) e estabeleceremos excelentes relações.(128)
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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