Raciocínio 78/200
Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?

O ditado popular que conhecemos como "toda ação gera uma reação" tem raízes na terceira lei de Newton(1). A ideia de que para cada força que atua há uma força de igual intensidade, mas em sentido contrário.(2)

No mundo físico, é quase absoluto: empurramos, e somos empurrados de volta.(3)

Mas quando aplicamos isso às relações humanas, percebemos que não temos de ser apenas reflexos automáticos(4). Podemos transformar esta lei em algo vivo(5). Ao invés de reagir, criamos.(6)

O que Newton descreveu como inevitabilidade mecânica(7), no humano pode virar espaço de liberdade(8), uma ação consciente que não segue a expectativa(9), que desloca a intenção da provocação(10), que constrói.(11)

Se em vez de ficarmos presos à lógica de ação-reação(12), se assumirmos que não reagimos mas criamos um gesto novo(13), uma ação consciente(14), então o ditado deixa de ser quase mecânico e passa a ser uma espécie de convite à minha liberdade de agir(15) sem ser condicionado à ação do outro.(16)

Já falámos sobre isto quando explicámos sobre o guião que podemos rejeitar quando nos oferecem determinados papéis:(17)
Raciocínio 63/200 - Ação ou reação - a peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos um outro papel

Então posso transformar aquele ditado em algo bem mais consistente e consciente:(18)
- "Toda ação pode ser seguida de uma escolha"(19)
- A ação pede reação, mas eu escolho a consciência dos meus atos(20)
- "Transformo a reação em ação"(21)

Conforme disse no raciocínio anterior, os OUTROS são o meu laboratório(22) não no sentido frio de experiência científica(23), mas como espaço vivo onde as minhas ações se manifestam.(24)

Em vez de puramente reagir diante das ações dos outros(25), passamos a agir.(26)

Se seguirmos esta linha, o ditado deixa de ser uma fórmula sobre causa e efeito(27), e passa a ser um fio vivo entre mim e os outros.(28)

Como se dissesse então:
- "não é reação, é gesto que nasce"(29), o meu gesto não em forma de uma reação.(30)

Gritam comigo e eu simplesmente não vou gritar.(31)
Ora se gritam, a reação seria eu gritar(32). Mas em vez de gritar eu vou agir de forma diferente.(33)

O meu agir é calculado no meu interior(34) por um interesse genuíno em CONSTRUIR RELAÇÃO(35). Será pois ni Livro 7 que iremos aprender a descer. Um tema bastante profundo. Não o posso já desenvolver aqui porque há todo um percurso ainda a fazermos até lá.
Raciocínio 123 - Aprendendo a descer: Mantenha o equilíbrio - Não há razão! Há relação (parte 12)

Não é devolução automática, é criação consciente.
Os meus atos, são atos criadores.

Lembra-se dos raciocínios sucessivos que fizemos sobre a Potência criadora que há em nós?
Raciocínio 28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução

Os outros são um espelho que me devolve o que estou a dar. São terreno onde a minha ação se inscreve e ganha corpo.

Os outros por vezes querem colocar-me em situações desconfortantes e eu quero inverter o seu jogo de destruição.

Em vez de aceitar o papel de alvo passivo, somos criadores ativos das circunstâncias.

Mas não nos colocamos no mesmo molde duro, não é para devolver desconforto com o mesmo tipo de desconforto. Vou devolver desconforto sim, mas vai ser outro tipo de desconforto.

Tentam encostar-me à parede, eu desloco o gesto e ponho o outro diante de algo novo, talvez desconcertante mas fértil, um outro tipo de desconforto que é convite.

O outro é colocado diante de um desconforto mas não o tipo de desconforto que me colocou, a reação que esse outro pretende que eu tenha transforma-se numa ação da minha parte, ação essa que vai colocá-lo numa espécie de desconforto também porque a pessoa simplesmente não está espera da minha ação.

Este Movimento é muito fino. Alguém espera arrancar de nós uma reação previsível: irritação, defesa, submissão, fuga, mas nós recusamos entrar nesse guião.

Em vez disso, criamos uma AÇÃO que não cabe no molde que nos querem impor.

Este gesto abre um desconforto diferente no outro.

Não é o desconforto que ele queria infligir-nos mas sim o de ser deslocado do controlo, de se ver diante de algo inesperado.

É um desconforto fértil
– não humilha, mas surpreende, porque vou agir em amor. Por vezes vou silenciar, noutras vou perguntar: "queres que vá comprar uns gelados para comermos?"

Reparem que nós temos de nos reinventar.
– não devolvo a agressão, mas destapo uma fresta nova
– não me prendo ao jogo do ataque-defesa, mas invento um novo ritmo

É um "desconforto fértil" que nasce do AMOR.
É como se o outro esperasse uma colisão, mas nós oferecemos TERNURA.

Onde havia tensão, aparece um GESTO quase desarmante, um silêncio macio, ou até um convite inesperado como: "vamos comer um gelado?".

Este GESTO não é fuga, nem submissão, é reinvenção do lugar. É a arte do AMOR. É arte que quer CONSTRUIR. É a arte da MATURIDADE.

Quando digo que não é fuga, nem submissão, mas reinvenção do lugar, estou a nomear uma nova forma de presença.

A minha ação não nasce do medo nem do confronto, mas de uma liberdade interior que me permite criar espaço.

Chamo a ARTE do AMOR e faz sentido, porque não é uma resposta mecânica, é um GESTO CRIADOR quase como um pintor que olha para uma tela em branco no meio do conflito e decide pintar outra coisa.

Nós não seguimos os guiões que nos dão. Nós assumimos um outro papel, o NOSSO, que é calculado numa outra perspetiva.

Nós queremos RELAÇÃO, CONSTRUÇÃO, queremos criar uma PONTE e não podemos perder tempo a destruir. Se a sociedade normaliza atos de desconstrução, nós não.

Não seguimos os guiões que nos dão. Porque os guiões que nos entregam já vêm viciados, esperam de nós uma reação dentro do mesmo teatro gasto.

Mas nós decidimos não atuar nesse palco.
Nós assumimos o nosso papel, escrito numa outra perspetiva, mais ampla, mais livre.

Esse papel não é o de destruir nem devolver na mesma moeda. É o de abrir relação, construir, lançar uma ponte. E as pontes exigem maturidade.

Em vez de gastar tempo em demolições, pomos energia em ligar margens, em criar trânsito entre diferenças.

Parece quase uma lei secreta de vida:
– onde outros oferecem confronto, eu ofereço encontro
– onde querem guerra, eu invento uma ponte
– onde esperam reação, eu construo criação através de uma ação consciente

É uma ARTE que quer CONSTRUIR, porque não se satisfaz em devolver ou rebater. Ergue, abre, acrescenta.
É a arte da MATURIDADE.

O ditado transformado que começámos a desenhar pode ganhar um corpo diferente:
— "Não reajo, reinvento".
— "No lugar onde me querem prender, eu construo um lugar novo".
— "O amor é a arte de transformar reação em criação".

Transformamos assim o campo da relação. Do embate à surpresa [porque não esperam a minha ação], da dureza à delicadeza.

E então recai sobre nós mesmos esta exigência: nós temos de nos reinventar. Porque cada circunstância pede a sua metamorfose, não há uma fórmula fixa. E esta é a beleza deste PROCESSO.

Há o labor vivo de inventar uma ação que não estava prevista, e que abre outra respiração no encontro.

Ora silêncio, ora humor, ora ternura, temos tanto para criar, tantos outros tipos de gestos.
Agem contra nós e devolvemos-lhes este desconforto, porque simplesmente não estão preparados para esta ação em vez de uma reação.

Um coração de prática, um "labor vivo" de inventar ações é como um artesanato invisível, sempre em Movimento, sempre a procurar a fresta onde o encontro pode respirar de novo.

O que chamamos de desconforto é quase uma quebra de coreografia. O outro espera um passo conhecido, e eu entro com silêncio, humor, ternura, e de repente a dança muda.

Não é vingança, não é contra-ataque. É o desconforto de ver ruir o guião esperado. Esperam que eu reaja e eu tenho uma ação de TERNURA, de APROXIMAÇÃO, de RELAÇÃO. Será no Livro 7 que abordarei um tema SECRETO: os micro rituais de aproximação.

Esse ruir daquilo que esperam ser a minha reação, abre espaço para outra coisa nascer, um riso inesperado, uma pausa que desarma, uma TERNURA que desarticula a agressão.

Bem vindo à CONSTRUÇÃO.

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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