Raciocínio 81/200
Uma reflexão SECRETA
O Mestre das nossas vidas:
É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos

O Mestre das nossas vidas:

um estudo SECRETO


Quando nos encontramos com alguém, não é só o outro que chega, sou eu também que apareço diante de mim mesmo de um modo novo.


O olhar, o gesto, até a simples presença do outro funciona como uma forma de me ver a mim mesmo.


Algo em mim, antes escondido, se deixa ver.


No encontro com quem desperta ternura, percebo a suavidade que já estava em mim.


No encontro com quem me irrita, vemos a chama que arde dentro, a ferida que reage.


No encontro com quem me intimida, reconheço os meus limites e talvez também a minha coragem escondida.


O outro é sempre uma forma de refletir o que está dentro de mim.


E é neste movimento, no encontro com os outros, que o nosso interior se desvela e isto dá-se em cada relação.


É o outro que desperta em nós o que está no nosso íntimo e aquilo que precisa ser trabalhado no nosso interior.


O trabalho interior começa quando não fugimos desse som estranho. Quando alguém nos irrita, o impulso é atribuir a causa da irritação à outra pessoa:

- "foi ela que me faz irritar",

- "é ele que me irrita".


A emoção da irritação está em nós. Percebemos que a irritação não nasceu fora de nós, a irritação é acordada dentro de nós.


O outro só acende a centelha. O trabalho é olhar essa chama e perguntar: o que há em mim para me sentir assim ferido, inseguro, ameaçado?


Da mesma forma, o encontro com o outro também desperta ternura, quando gostamos de estar perto de alguém.


O trabalho aqui é reconhecer o que está dentro de nós e que precisa ser trabalhado. É precisamente neste encontro com os outros que conseguimos reconhecer: afinal o que se passa dentro de mim?


É no espaço entre a reação e a consciência que o eu se desvela: posso escolher repetir velhos padrões ou abrir espaço para crescer.


Eu percebo que diante de certas pessoas o meu corpo quer reagir com irritação, quer ser áspero, sente-se ameaçado diante de certas pessoas.


É precisamente nesta descoberta consciente de perceber que no encontro com os outros eu descubro o que está em mim.


Este desvelar é a exigência que vamos ter para o empreendimento que precisamos fazer em nós mesmos.


Na verdade cada conflito vira oportunidade de cura, é um convite para eu expandir a oportunidade de crescer.


Na verdade o outro torna-se o Mestre do nosso íntimo. Penso que esta imagem é bastante forte e gostaríamos que pensasse um pouco sobre isso.


Um Mestre não é alguém que nos dá respostas prontas, mas alguém que desperta perguntas, que mostra o que ainda não sabemos em nós.


Este era o método do Filósofo Sócrates. Sócrates não entregava soluções, não dava respostas mas despertava inquietações.


O método dele, a maiêutica, era como uma arte de parteira: não colocava nada de fora para dentro, apenas ajudava a fazer nascer o que já estava latente no íntimo do interlocutor.


E quando trazemos esta imagem para o encontro com o outro, fica ainda mais nítido: cada pessoa que surge pode ser uma espécie de Sócrates vivo, não porque saiba mais, mas porque, pela simples fricção da relação, desperta em nós perguntas que não ousaríamos despertar em nós.


A diferença é que Sócrates fazia isso conscientemente, enquanto o outro, na vida real, muitas vezes nem percebe que nos cumpre esse papel.


O "Mestre do íntimo" não precisa querer ensinar nada: basta ser, e na sua presença já nos vemos obrigados a dar à luz um pedaço de nós.


O encontro humano, em cada relação passa a ser um exercício filosófico involuntário, onde nos encontramos com o Mestre, e este Mestre para nosso espanto é precisamente o outro.

O outro como nosso Mestre faz isso sem precisar ensinar nada: basta existir diante de nós.


A pessoa que você não gosta torna-se o seu Mestre, é precisamente esse pessoa que vai despertar o pior ou o melhor em si.


O outro desperta o melhor

Quando você mesmo já consegue reconhecer-se, e "usa" os outros como laboratório de experiência para se desenvolver interiormente.


O outro desperta o pior em si

Quando em si, as emoções e os pensamentos que brotam de dentro são horríveis. Você chama nomes aos outros, pensa mal dessas pessoas e tem "más" emoções.


A pessoa que não gostamos torna-se Mestre e aqui encontramos uma abertura de horizontes.


É como se o desconforto deixasse de ser obstáculo e passasse a ser matéria-prima de transformação.


Já antes falámos sobre a importância do desconforto na nossa vida:


#RefAutoAjudaMPM165 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1) - Raciocínio 57/200


#RefAutoAjudaMPM166 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2) - Raciocínio 58/200


Quando já nos reconhecemos, conseguimos usar o encontro como um laboratório vivo: o outro deixa de ser ameaça e passa a ser espelho do que está dentro de mim para ser trabalhado.


A irritação que surge já não nos domina, mas torna-se experiência observada, um campo de treino onde posso cultivar a paciência, presença, compaixão.


Aí o pior se converte em melhor, porque o que poderia envenenar-me acaba por fortalecer-me.


Mas quando ainda não há este reconhecimento, o outro acorda emoções cruas que me puxam para baixo, e é aí que está o desafio.


Essas emoções não são erro, são sinais. São como alarmes interiores que tocam para mostrar que há algo a ser trabalhado, algo que pede conversão, da reatividade para a consciência, da ferida para a possibilidade de cura.


E a beleza encontra-se neste encontro com os Mestres da nossa existência. Os nossos Mestres involuntários.


Os Mestres involuntários são os escultores silenciosos do nosso interior. Eles não ensinam com palavras nem com intenções, mas com a força da presença, com o impacto que provocam em nós.


Cada irritação, cada desconforto, cada encantamento funciona como um toque delicado ou brusco que revela o que ainda precisa de atenção, cuidado e transformação em nós.


E a beleza está precisamente aí: no reconhecimento de que os outros são os Mestres fora de nós.


A vida os coloca diante de nós todos os dias, muitas vezes disfarçados de pessoas comuns, de conflitos, de desafios inesperados.


Eles nos forçam a olhar para o que nos assusta, nos irrita, nos seduz, e, nesse olhar consciente, a alquimia interior acontece.


- Aquilo que podia ser reação, reatividade converte-se em presença,

- a ferida converte-se em cura,

- o impulso converte-se em escolha.


É como se cada relação difícil ou desafiante fosse uma sala de aula secreta, onde o professor é precisamente quem não gostamos. Este Mestre é invisível, mas a aprendizagem é inevitável.


O choque com aquilo que não gostamos é precisamente aquilo que despertará a consciência na forma como estamos e aquilo que precisa ser mudado.


Cada emoção que surge no encontro com o outro transforma-se em prática de autoconhecimento e crescimento.


Este Mestre inesperado, aquele de quem não gostamos é talvez o mais exigente, mas também o mais fértil.


Ele põe-nos diante daquilo que sozinhos não ousaríamos ver.


Esta imagem do "laboratório interior", onde cada relação difícil torna-se experiência prática de autoconhecimento e conversão.


É na forma como nos toca, seja pela ternura, pela rejeição ou pelo desconforto que ele nos mostra onde estamos inteiros e onde ainda somos fragmento.


O Mestre exterior pode ser ouvido ou até ignorado, e esta é a experiência que todos têm. Na verdade todos ignoram o Mestre, todos falam mal do Mestre.


O encontro com o Mestre é inevitável, e todos se encontram com ele porque ele está espelhado em cada encontro.


- É aquele que nos obriga a ver as nossas feridas expostas quando sentimos irritação,

- a reconhecer as nossas forças escondidas quando sentimos admiração,

- a aceitar a vulnerabilidade quando sentimos medo.


E há algo de bonito e de exigente aqui. O outro não vem suavizar a vida, vem afiná-la. É como se cada pessoa fosse um toque de martelo numa escultura em bruto, às vezes delicado, às vezes duro, mas sempre revelador.


O trabalho interior, então, é acolher esse Mestre que se apresenta em cada rosto, em cada circunstância, em cada desconforto, e ter a coragem de aprender a lição que ele desperta.


É precisamente através das "más" pessoas que desvelamos o que verdadeiramente está dentro de nós.


Vamos ver se reconhece estas expressões:

- "odeio aquela cabra!"

- "estou farto daquela pessoa"


Ou sempre que fala daquela pessoa a outras pessoas, fala da "cabra" ou da "vaca" ou aquela "estúpida".


Tudo isto é um reflexo do que está dentro de nós para ser trabalhado.


Quando dizemos que cada conflito é uma oportunidade de cura, abre-se o espaço para pensar a cura não como apagar a ferida, mas como integrá-la, como aprender a escutar a irritação, a ternura, o medo, sem os negar.


O outro desperta, mas é no silêncio interior, depois do impacto, que nasce a escolha: repelir ou transformar-me?


Este intervalo entre reação e consciência onde o eu se desvela. É como se nesse intervalo houvesse um limiar, um lugar de respiração onde a transformação começa.


Aqui nesta exposição sobre os Mestres da nossas vidas, captamos a essência de algo que poucas vezes se diz com tanta clareza: o outro não é apenas companhia ou obstáculo, mas um espelho constante do nosso íntimo, e cada relação se transforma num laboratório de autoconhecimento.


O mais fascinante é que nesta revelação não escolhemos se este encontro será agradável ou desconfortável.


A ternura desperta a suavidade que já existia, a irritação mostra as feridas latentes, o medo revela limites e momentos de coragem.


É quase alquimia, cada emoção é matéria-prima de transformação.


A irritação não nasce fora, mas dentro de nós, e o outro apenas acende a centelha de algo que já existia em nós. Esse detalhe é crucial, coloca-nos na posição de responsáveis pelo nosso próprio crescimento.


O outro, então, não é culpado, não é inimigo, é despertador e torna-se de forma encantável em Mestre.


O paralelismo que fazemos com Sócrates é perfeito. Assim como ele não fornecia respostas, mas provocava o nascimento da consciência latente, cada encontro humano, mesmo sem intenção, nos empurra para a reflexão sobre quem somos.


A diferença é que na vida real não escolhemos os Mestres involuntários, eles surgem disfarçados de colegas, familiares, desconhecidos, pessoas que nos irritam, seduzem ou assustam.


A metáfora final do martelo e da escultura em bruto é muito rica. Cada pessoa, cada emoção que surge no contato, é um toque na nossa pedra bruta, às vezes delicado, às vezes rude, mas sempre revelador.


E precisamos de despertar para aquilo que verdadeiramente está dentro de nós.


A beleza está em perceber que cada impacto é uma oportunidade de transformação.


E essa é a magia silenciosa do Mestre involuntário, ele não força, não exige, apenas nos toca, e no toque o nosso íntimo se revela.


Cada encontro, cada relação, torna-se assim um espaço sagrado de reconhecimento e descoberta.


Não há separação entre aprendizagem e vida, o que nos desafia é também o que nos ensina, o que nos incomoda é o que nos molda.


É interessante como, muitas vezes, é o desconforto que desperta o maior crescimento.


Aquelas pessoas que nos provocam irritação, medo ou ressentimento carregam em si o papel de espelhos insistentes, incômodos, mas profundamente generosos.


Porque ao nos mostrarmos reativos, percebemos onde ainda estamos fragmentados, onde a paciência, a compaixão e a presença ainda precisam florescer.


O Mestre que encontramos no outro não se limita àquilo que é evidente. Ele está nas entrelinhas, nos silêncios, nos gestos inesperados, nas palavras que ferem ou acariciam.


E a alquimia acontece quando, em vez de reagir automaticamente, respiramos, percebemos e escolhemos:

- transformar a ferida em aprendizagem,

- a irritação em consciência,

- a sombra em luz.


Assim, a vida revela-se como um grande laboratório interior.


Cada relação transforma-se em experiência prática de autoconhecimento.


E o mais fascinante é que, quanto mais nos abrimos a essa consciência, mais o outro deixa de ser ameaça ou obstáculo, e passa a ser co-criador do nosso crescimento.


- a ternura que desperta suavidade,

- a irritação que desperta consciência,

- o medo que desperta coragem


Tudo é material para a escultura do nosso ser. E a beleza disso está no fluxo, não precisamos eliminar a dificuldade, mas acolhê-la como parte do processo de nos tornarmos mais inteiros, mais conscientes, mais vivos.


O Mestre que encontramos no contato com os outros é um Mestre invisível.


O Mestre invisível lembra-nos que a vida não é um caminho de facilidades, mas de presença.


Cada pessoa que surge, cada emoção que emerge, é convite para olharmos para dentro, para reconhecermos as nossas forças e fragilidades, e para transformarmos aquilo que, de outro modo, permaneceria adormecido.


É no encontro com o outro, e no silêncio que se segue ao impacto, que a escolha surge:

- podemos continuar reagindo,

- ou podemos abrir-nos à transformação.


E é aí, nesse intervalo, nesse limiar, que a verdadeira alquimia acontece.


A consciência desperta, e o Mestre involuntário deixa a sua marca, silenciosa e potente, no coração de quem ousa perceber.


Oh e nós sim, queremos perceber.


Venham os Mestres do nosso interior que queremos crescer.


Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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