Raciocínio 85/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação

Começarei um estudo novo que estará disponível no nosso Livro 5 gratuito, com 15 Raciocínios, uma temática SECTRETA

Sou eu que me tenho de aproximar: um timing de ternura.

Vivemos uma vida de afastamento quando nos descentramos do interesse pelos outros. É um egoísmo sórdido. Já antes expliquei que a cura para a solidão passa por focarmos a atenção nas outras pessoas, e em TODAS as pessoas, sem excluirmos ninguém. A solidão é quando estamos desfocados a aguardar que os outros nos vejam. A cura para a solidão é o inverso.

Quando já antes disse que é o inverso, esta temática foi desenvolvida


É um reconhecimento da responsabilidade delicada que todos podemos ter e que resultará numa relação mais harmoniosa.


É um abrir espaço para um timing juntos.


Eu posso não gostar de assistir séries [filmes] mas ao fazê-lo com a pessoa que amo, eu abro espaço para a ternura.


O gesto de abrir espaço não é de despersonalização. Não se trata da série em si, mas da possibilidade de um tempo partilhado, de sintonizar o compasso.


O que poderia ser banal ou até desinteressante, ganha densidade porque se transforma em um lugar de ternura.


É quase como se estivesse a dizer: "não é a série que importa, és tu". E nesse gesto, o simples assistir torna-se um ritual íntimo, um timing criado a dois, um território onde a presença vale mais que o conteúdo.


Podemos transformar rotinas em ternura. E aqui na verdade fazemos uma transformação em nós mesmos e na relação.


A rotina, pode ser reencantada quando a olhamos como ocasião de ternura.


Não é tanto a tarefa que muda, mas o modo como a vivemos: ao lavar a loiça juntos, ao partilhar um silêncio na cozinha, ao dobrar roupa, ao caminhar lado a lado até ao mercado, aquilo que era simples repetição passa a ser gesto de presença, de cuidado mútuo.


E isto porque o fazemos num ato de consciência porque substituímos a nossa vontade de não querer fazer algo porque não gostamos de o fazer e o convertemos num timing de ternura.


A ideia aqui será converter o que não gostamos de fazer em micro atos de ternura.


É uma reprogramação da nossa vontade para gerar ternura no outro, na relação.


Temos de perceber que ganhamos mais em colocar o outro no centro da nossa atenção. E isto quando os nossos gestos são de aproximação ao invés de afastamento.


Ao escrever este texto deparei-me com mais atos de afastamento na minha pessoa do que atos de aproximação. E ao perceber encontrei-me. Verifiquei então que nos momentos a seguir encontrei uma série de gestos de aproximação, que resultaram em ternura na relação.


O ato de consciência cria um intervalo, um "timing de ternura", entre o impulso de recusar e a ação de fazer algo juntos.


Esse intervalo é um espaço onde a vontade se dissolve e se converte em cuidado, em presença, em algo que toca o outro ou a nós próprios de forma delicada.


A transformação acontece em dois planos:

- dentro de nós, porque treinamos a delicadeza e a abertura,

- e na relação, porque a atmosfera muda, fica mais suave, mais íntima, mais cúmplice.


É como se descobríssemos que a ternura não se reserva só aos grandes momentos, mas que pode habitar o comum, o quotidiano.


O afastamento nasce quando nos centramos apenas no nosso mundo interior, esquecendo o ritmo e os desejos de quem está ao lado.


Criamos uma sombra pesada, um egoísmo que não é só vaidade, mas uma espécie de recusa em partilhar o sopro da vida.


Comecámos este texto da seguinte forma: "Vivemos uma vida de afastamento quando nos descentramos dos interesses dos outros. É um egoísmo sordido".


Ao nomearmos isso de "sórdido", estamos a falar não de culpas, mas da sensação amarga de desperdício: como se deixássemos morrer a chance de encontro por algo tão pequeno como a obsessão com o próprio eu.


- eu nao gosto deste tipo de filmes

- eu não quero dessa forma

- eu não perfiro assim


Sao tudo rituais de afastamento. E o que queremos são micro rituais de aproximação, onde a ternura ganha relevo, onde nós somos os atores conscientes produtores de uma excelente relação.


As pequenas barreiras que levantamos sem nos darmos conta.


Quando falamos de micro rituais de aproximação, há algo de mágico: cada gesto, cada palavra, cada escolha consciente transforma-se numa ponte, numa forma de ternura que nos liga a nós próprios aos outros.


Na minha relação, eu não gosto de assistir certo tipos de séries. Mas quando sou convidado a assistir eu preciso converter a minha vontade.


Este é um SEGREDO: a nossa vontade precisa ser convertida, não como uma submissão, mas como um gesto de encontro, quase como virar o rosto para receber a luz de outro ângulo.


Na relação é um exercício de alquimia, não é só ver uma série, é deixar que o convite do outro nos toque, e nessa conversão nasce uma terceira vontade, não a tua nem a dele, mas algo que se abre entre vocês.


E nós precisamos aprender a converter a nossa vontade ao outro. É nesta conversão que se dá a iluminação do nosso interior.


E aqui tocamos num ponto muito luminoso, a verdadeira luz não vem de insistirmos no que já queremos, mas de atravessar esse gesto de conversão.


Quando a nossa vontade se dobra e se entrega, não se perde, antes encontra um espaço novo dentro de si, uma clareza que não teria se ficasse rígida.


Essa aprendizagem de converter a vontade ao outro é como aprender uma língua secreta.


Cada vez que traduzo o meu querer, nasce uma possibilidade de encontro, e nessa passagem a minha interioridade acende-se.


É precisamente aqui onde entra o "timing de ternura". Não se trata de negar o que sentimos ou fingir gostar.


Trata-se de transformar a nossa resistência em algo que se entrega com cuidado e presença.


Ao converter a nossa vontade, não estamos a perder a nossa autenticidade, estamos a criar um micro ritual de aproximação.


Cada gesto, cada olhar, cada atenção que colocamos nesse momento deixa de ser tolerância e torna-se ternura ativa.


Precisamos que entenda que a palavra tolerância nao existe no nosso movimento de Auto-Ajuda. Esta palavra contem em si um esforço passivo, de algo que suportamos sem prazer.


E aqui é exatamente o oposto do que procuramos criar: um gesto vivo, consciente, onde a atenção e a presença se transformam em ternura ativa.


Aqui, não há espaço para "aguentar" ou "suportar", só para a entrega intencional, para a ação que gera calor, ligação e cuidado.


O meu agir é consciente. Cada olhar ou gesto deixa de ser um ato de sacrifício e torna-se um ato de criação relacional, um micro ritual onde a ternura ganha relevo.


É aí que a relação se enriquece. O que parecia um simples ato de assistir a uma série transforma-se num espaço de presença, de cuidado, de construção conjunta.


Portanto, todos os momentos na minha relação em que sou convidado para algo, eu os aproveito intensamente para o cultivo de micro rituais de ternura ou de aproximação.


Estamos a educar a nossa vontade para que não reaja apenas ao que prefere ou evita, mas para que seja capaz de gerar aproximação, cuidado e atenção em cada instante.


- Que tal irmos a este restaurante?

- ao invés de dizermos: "mas eu não gosto desta comida, ou deste restaurante (rituais de afastamento) eu digo: "excelente ideia amor!"'

E serei autêntico porque pretendo criar micro rituais de aproximação onde a ternura é a figurante.


Cada convite, cada momento que poderia ser apenas cumprido por obrigação, torna-se terreno fértil para cultivar micro rituais de ternura.


A vontade, treinada assim, aprende a encontrar prazer e significado mesmo no que inicialmente não escolhia, porque o foco deixa de estar no "eu não quero" e passa a estar no "como posso fazer deste instante algo de valor para nós?".


Convites simples como:

- olha ouve este musica aqui no telemóvel (estou a ser convidado a ouvir algo que eu sei que não gosto);

- olha estou a assistir um drama no telemóvel que é excelente (e eu naquele preciso momento estava a escrever um texto como este. Paro o que estou a fazer e converto a minha vontade em ternura).


É como passar de "não quero/perferi não" para "faço isto com cuidado, com presença, para que a relação floresça".


Aqui, a consciência é a chave: não é apenas fazer, é fazer com atenção, com intenção, com aquele brilho que torna o ordinário extraordinário.


Fazer os momentos com intenção faz com que tornem-se conscientemente intencionais. Cada gesto, cada olhar, cada palavra carrega propósito.


A intenção transforma a experiência: aquilo que poderia ser banal ou apenas tolerável passa a ser uma criação ativa de ternura e de conexão.


E aqui não se trata de planeamento frio, mas de uma presença viva, que pulsa com atenção e cuidado.


Na prática, isso significa que a minha vontade deixa de reagir automaticamente e começa a responder com consciência, abrindo espaço para que cada momento se torne um micro ritual de aproximação.


Sendo assim cada ato consciente torna-se quase uma pequena obra de arte relacional, onde nós somos simultaneamente atores, diretores e espectadores atentos.


Não são as circunstâncias externas que definem a qualidade de um momento ou de uma relação, mas sim a intenção com que nos aproximamos delas.


A intenção é o motor invisível que colore, aquece e transforma tudo à nossa volta.


Quando abordamos uma situação com consciência e propósito, ela deixa de ser neutra ou aleatória e passa a ser um espaço vivo onde algo acontece.


Cada gesto, cada palavra, cada silêncio carregado de atenção contribui para criar uma atmosfera particular, uma vibração de ternura, de cuidado, de presença.


A intenção é o que dá forma à realidade relacional: não é só o que fazemos, mas como fazemos, com que energia, com que atenção.


É por isso que micro rituais de aproximação funcionam: eles não precisam de grandiosidade, apenas de uma intenção clara.


Um olhar, um toque, um comentário, pequenos atos, mas carregados de propósito, que transformam a relação, reforçam a conexão e criam um ambiente onde a ternura e a atenção são sentidas.


Se o outro na relação dá uma gargalhada, esse é um bom momento para convertermos a nossa vontade.


Aqui está um exemplo vivo de como a intenção atua como transformadora. A gargalhada do outro é um convite, uma abertura, um gesto que pulsa ternura e leveza.


Nesse instante, a nossa vontade, mesmo que inicialmente resistida ou indiferente, pode ser convertida. Deixamos de reagir apenas ao que escolhemos ou evitamos e passamos a responder com atenção e presença.


É um momento em que a consciência entra em ação, transformando uma situação simples numa oportunidade de conexão.


A nossa vontade não é suprimida; é treinada para alinhar-se com o fluxo relacional, para multiplicar a alegria e a ternura.


Se o outro está a rir então eu posso aproveitar esse momento para duplicar a risada.


Se o outro está a rir, esse é um momento de abertura natural, de energia leve e contagiante. Ao duplicar a risada, não estamos apenas a imitar, mas a amplificar a alegria, a transformar o gesto espontâneo do outro num micro ritual de aproximação.


É um ato consciente de presença: a nossa vontade, em vez de se fechar ou reagir indiferente, escolhe entrar no fluxo do outro, multiplicar a energia positiva e criar uma atmosfera de conexão.


Nesse instante, a relação não é apenas vivida; é ativamente cultivada.


A risada deixa de ser só uma reação: torna-se um gesto de ternura compartilhada, um ponto de encontro onde a intenção molda a experiência, tornando cada momento mais rico, mais vivo, mais caloroso.


Cada gesto espontâneo do outro, cada sinal de abertura, torna-se um ponto de encontro onde nós podemos intencionalmente gerar aproximação, cuidado e calor.


Queremos fazer aqui uma ressalva. Todos estes gestos são apenas meus. Eu sou o diretor desta produção.


Esta ressalva é fundamental. Todos estes gestos, micro rituais, intenções, são meus nascem da minha intenção consciente, do meu cuidado, da minha vontade treinada.


Eu sou o diretor desta produção, o criador da atmosfera, o maestro silencioso que escolhe como cada instante se desenrola.


O outro pode participar, reagir, rir, abrir-se, mas a energia que transforma o momento em ternura ativa vem de mim.


É a nossa intenção que dá forma, que dá cor à relação, que decide onde colocar atenção e calor.


Cada gesto nosso é, assim, um ato consciente de criação relacional, um micro ritual cuidadosamente encenado pela nossa vontade iluminada pela ternura.


É neste micro instante que o ordinário se torna ritual, e a relação se enriquece silenciosa mas profundamente.


Pequenas escolhas conscientes podem alterar profundamente a atmosfera e a qualidade das interações.


Somos assim diretores conscientes.


Cada dia torna-se um palco e cada interação um pequeno ensaio de ternura.


Imagine que todos os momentos do quotidiano, um café juntos, uma gargalhada, um convite para ver uma série, até um simples gesto de tocar a mão do outro são cenas à nossa espera.


Como diretores, nós escolhemos:

- onde colocar atenção,

- como amplificar a presença,

- como transformar uma reação simples numa oportunidade de conexão.


Cada micro ritual torna-se, assim, um ato deliberado:

• Um sorriso ou uma risada que duplicamos, amplificando a alegria.

• Um olhar atento que transforma um instante banal em presença viva.

• Uma pequena ação de cuidado, que mesmo discreta, cria atmosfera de ternura.


E o mais bonito é que, ao sermos conscientes da nossa direção, o espaço relacional inteiro muda de vibração.


Não há necessidade de exigir ou controlar o outro [o tipo de relação na sociedade] porque a nossa intenção molda o momento, cria calor, aproxima e gera prazer partilhado.


O outro é o centro da nossa ação [e aqui encontramos a centralidade do nosso movimento de Motivação e de Auto-Ajuda].


E assim descobrimos que somos os diretores da nossa vida e a intenção que colocamos nas situações tornam-se o nosso palco de ternura.


A intenção que colocamos não é apenas um detalhe:

- é a luz que ilumina a cena,

- a música que define o tom,

- o ritmo que dá vida ao gesto.


Cada momento, por mais simples ou rotineiro que seja, pode tornar-se uma coreografia consciente de cuidado e presença.


A risada, o olhar, o toque, a atenção, tudo se torna parte dessa produção íntima, onde a ternura não é acidental, mas cultivada, encenada com a nossa precisão e delicadeza.


E aqui está a beleza, ao percebermos que somos diretores, descobrimos também que temos liberdade.


Liberdade de transformar:

- qualquer instante em espaço de conexão,

- de amplificar a alegria,

- de criar atmosfera,

- de fazer da vida um palco onde a ternura é a protagonista.


Nós somos os diretores da nossa vida.

[Texto escrito na ilha de Malta]


Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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