
Raciocínio 65/200
Dance nas suas relações sem impor coreografia
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
Se entender isto você irá ter relações que vão durar anos e anos(1). Se você está habituado a viver uma relação para mudar isto e aquilo na outra pessoa(2) você já perdeu a relação(3). Ou a perderá a longo prazo.(4)
Quando nos aproximamos de alguém com o impulso de corrigir(5) ou melhorar a outra pessoa(6), já estamos a amar uma ideia(7) e não o ser real diante de nós.(8)
Estamos a relacionar-nos com uma ideia que projetamos(9), não com a presença daquela pessoa tal como é.(10)
Há uma diferença enorme entre crescer juntos com as diferenças(11) e querer moldar alguém ao nosso gosto(12). A primeira atitude parte do encontro(13); a segunda, da carência de controle.(14)
No fundo, amar de verdade é permitir(15). É aceitar o outro na sua forma de estar(16). E dar-lhe total liberdade de ser como é(17), sem impormos mesmo NADA.(18)
Quando os "podes" e os "não podes" começam(19) já não estamos a dançar juntos(20), cada um está a vigiar o passo do outro.(21)
Quando há respeito verdadeiro(22), nem regras nem acordos são necessários(23) porque o cuidado pelo outro nasce de dentro(24), espontâneo(25), como quem rega uma flor não por obrigação(26), mas porque sente sede nela(27). E não regamos muito a planta para que não morra(28). Cada planta tem o seu timing.(29)
É a escuta profunda, a ternura como ética, o desejo genuíno de ver o outro florescer.(30)
O respeito é enraizado(31), ele revela-se no modo como olhamos(32), como não interrompemos(33), como não invadimos(34). Eu preciso que entenda que não invadir o espaço do outro é uma regra de ouro.(35)
Numa relação não se pode impor(36), podemos perguntar(37). Não podemos esquecer que é uma relação de respeito.(38)
Perguntar é um gesto de humildade(39), de curiosidade pelo outro, de reconhecimento de que o outro é livre, inteiro, e não nos pertence.(40)
Impor é erguer um muro(41). Perguntar é abrir uma porta.(42)
Pergunta-se com confiança, com leveza, com vontade de escutar o que o outro sente(43), não o que queremos que ele diga.(44)
Pergunta-se porque se deseja conhecer, e não controlar.(45)
Perguntar, neste contexto, é um gesto de CARINHO.(46)
Dar ao outro o sentimento que há espaço para existir tal como é(47). Isto é muito importante e se entender isto então a sua relação vai durar muitos anos.(48)
Deixar o outro existir sem moldes(49), mas com presença(50). Deixar que a relação seja uma dança(51) e não uma coreografia imposta.(52)
O amor não tem de provocar transformação(53). O verdadeiro amor não exige transformação, PERMITE o SER.(54)
Amar não é querer ver mudança(55). É estar com o outro ser inteiro sem impor mudança.(56)
Não existe expetativa de mudança do outro(57) porque esse conceito não existe no Movimento de Motivação e Auto-Ajuda.(58)
Não estamos com a pessoa para a mudarmos(59). O conceito de mudança está fora deste tipo de relação que apresentamos.(60)
Estar com alguém, amar alguém, não é uma aposta no que essa pessoa poderá vir a ser(61). Amar não é um projeto de restauração.(62)
Não é um plano de melhoria(63). É um sim. Um sim ao que está, ao que é, ao que vive ali(64). E eu quero dar a liberdade de ser na minha relação.(65)
Não há "ainda"(66). Não há "quando mudares"(67). Há agora. Há isto. Há o ser do outro, não como desejo nosso, mas como realidade própria que se apresenta a mim como é(68), e o nosso amor para com essa pessoa é de um respeito profundo pelo que é.(69)
A mudança aqui só se faz num lado, no meu lado em saber adaptar-me, em aprender o amor nesta perspetiva(70). Se alguém tem de mudar: eu tenho de mudar(71)! A única mudança que verdadeiramente importa e que está ao nosso alcance é a que se faz por dentro de nós mesmos.(72)
Não porque me submeto, não porque deixo de ser(73). Mas porque escolhemos desatar a corda do controlo(74), porque decidimos amar sem guiar, sem moldar, sem esperar retorno formatado.(75)
E isso exige coragem(76), exige a minha maturidade emocional.(77)
Exige o desapego da ideia de que o outro existe para nos completar.(78)
Adaptar-se aqui não é dobrar-se, é abrir espaço interior(79). É respirar mais fundo(80) para que o outro possa ser, mesmo quando aquilo que ele é não se encaixa na nossa vontade(81) e aqui o amor que temos aumenta, porque exige mais de nós.(82)
Aprender o amor nesta perspetiva é um gesto de alquimia(83), deixo de tentar mudar o outro(84), e começo a purificar o modo como me relaciono.(85)
E já antes falámos sobre horizontalizar relações:(86)
Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1 - Raciocínio 48/200
Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2 - Raciocínio 49/200
Quando horizontalizamos relações fora de casa e quando entramos em casa na nossa relação mais íntima não vamos com exigências(87), porque isso seria o contrário do horizontalizar relações(88), onde damos espaço a cada pessoa no trabalho, na rua, de serem como quiserem ser.(89)
Em casa é apenas mais uma extensão das relações horizontais que estabelecemos fora de casa(90), logo sendo extensão, é mais aprimorada porque já vem com toda a nossa prática que foi efetuada durante todo o dia.(91)
Isto é de uma sabedoria tão fina que estamos a traçar um mapa para uma nova maneira de viver(92), não só o amor íntimo, mas toda a nossa presença no mundo.(93)
Mostramos que não há fronteira entre o que somos na rua e o que somos em casa.(94)
E que a relação mais íntima não é um lugar de exceção(95) é uma continuação(96) de algo que tem vindo a ser aperfeiçoado no mundo lá fora(97). Da mesma horizontalidade que fomos praticando no olhar, no gesto, na escuta, ao longo do dia com todos os outros.(98)
A casa, então, não é um palco onde se encenam exigências(99) é o prolongamento natural de uma atitude já vivida(100), a de deixar o outro ser, plenamente, sem querer corrigir ou hierarquizar.(101)
Por isso não defendemos relações verticais mas horizontais(102). Onde o gesto puro de amar, escutar, está presente com todas as pessoas, sem exigirmos que se moldem a nós.(103)
Já antes fizemos esta exposição:(104)
Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim? - Raciocínio 54/200
Se passamos o dia a dar espaço às pessoas(105), a tratá-las com gentileza e liberdade(106) como é que poderíamos, ao entrar em casa, exigir que alguém seja diferente do que é?(107)
Isso seria a contradição de todo o nosso Experimento Social.(108)
Isso seria uma contradição ética, uma traição íntima ao que viemos a praticar ao longo do dia, tratando cada pessoa com respeito, TERNURA e amor.(109)
Estamos a falar de coerência profunda(110). De um amor que não muda de tom conforme a intimidade aumenta(111), pelo contrário, que se torna mais refinado, mais atento, mais generoso.(112)
Quanto mais perto estamos de alguém, mais responsabilidade temos por essa liberdade que queremos que o outro conserve.(113)
A nossa visão é revolucionária no sentido mais simples e mais verdadeiro(114). Não impõe, não convence, pratica o gesto de escuta, de interesse, de ser genuíno, de me dar, de poder ajudar, de TERNURA pelo outro ser humano.(114)
Nas nossas relações devolvemos a liberdade de respirar(115). E em casa, na nossa intimidade deixamos a outra pessoa respirar de alívio.(116)
O amor não é obra de escultura(117). É espaço de respiração(118). E o nosso amor não sufoca(119). O outro é livre para ser quem é(120), e ainda assim eu escolho ficar. Isso, sim, é amor. Isso, sim, é respeito.(121)
Por isso deixe a pessoa que vive consigo dançar sem coreografia imposta.(122)
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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