Raciocínio 66/200
Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores

Iniciámos este tema no 
Raciocínio 47 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção 

Dizer "não chame ninguém a atenção" é recusar uma posição de superioridade(1). É um aviso silencioso dentro de nós mesmos: "não te coloques acima do outro".(2)

Aqui carregamos em nós um gesto político, ético e até espiritual.(3)

Chamar alguém "à atenção" pressupõe que eu vi melhor, que sei mais, que estou numa espécie de torre moral de onde posso corrigir os outros.(4)

Mas nas relações horizontais, ninguém está acima(5). Ninguém educa ninguém.(6)

Não chamar ninguém à atenção, nem fora, nem dentro [de casa]. Nunca.(7)

Se no mundo de fora praticamos gestos de acolhimento, de não hierarquia, de respeito pelo tempo do outro, como poderíamos deixar de o fazer precisamente onde o amor é mais denso [dentro da nossa casa]?(8)

Chamar alguém à atenção é instaurar um tribunal(9). É romper o fluxo horizontal com uma linha vertical(10). Eu aqui, a ver-te de cima(11). Eu aqui, a corrigir-te(12). E isso, mesmo quando feito por amor, rompe o pacto de igualdade que é o coração da intimidade.(13)

"Se fora de casa horizontalizamos e inauguramos gestos de aceitação e compreensão com todos, que gestos vamos ter em casa senão a contínua prática do nosso dia a dia?"(14)

É isso. A casa não é exceção. É a intensificação da regra(15). Se lá fora damos espaço ao outro, cá dentro damos espaço sagrado(16). Se lá fora aceitamos o erro, cá dentro damos colo ao erro(17). Se lá fora não chamamos à atenção, cá dentro de casa acolhemos os erros.(18).

Então mas não posso dizer nada?(19) O outro, se quiser, escutará(20). E até pode não querer e respeitamos(21). Amar aqui é praticar o gesto inaugural(22), sem reciprocidade(23). Amar não é um contrato(24). É um gesto inaugural. Sempre(25). Não é um dou e esperar receber.(26)

Mesmo quando o outro não nos acompanha.(27) 
Mesmo quando nos responde com silêncio ou com dureza.(28)
É ser ternurento no mundo.(29)

É manter essa ternura onde os espelhos são mais duros: sorrimos e o retorno é dureza.(30)
Sorrimos e o semblante do outro é duro.(31)

Mas é precisamente aí que se joga a autenticidade do nosso caminho(32). É aqui que brilha o nosso Experimento Social(33). E por muito que neste momento não o entenda em plenitude, como os Raciocínios estão encadeados uns nos outros, mais à frente irá fazer-se luz.(34)

Quando escolhemos não chamar à atenção(35), não estamos a desistir da relação(36), estamos a confiar nela.(37)

Isto é complexo mas vamos devagar para me fazer entender.(38)

O outro não tem de ver nada(39). Tem de ser livre apenas.(40)

Não temos de querer que o outro mude(41), veja, aprenda, transforme-se…(42)
Não procuramos esse tipo de relação.(43)

Ter essa espera que o outro mude, é condicionar a liberdade do outro(44). Essa expetativa destrói a relação.(45)

A relação horizontal absoluta é a não-expectativa(46). Não é: "Faço-te este gesto inaugural e espero que te toque."(47)

É: "Faço-te este gesto inaugural porque é a minha forma de existir. Mesmo que não vejas. Mesmo que não sejas tocado".(48)

Na verdadeira horizontalidade, o gesto de ternura não é semente plantada à espera de flor(49). É flor já inteira, mesmo que caída.(50)

Nós apenas espalhamos flores aqui e ali(51) e alguns pegam(52) e cheiram e ficam felizes com o aroma que sai de nós, das nossas atitudes, das nossas palavras, das nossas muitas ações de carinho(53). É impossível não parar diante disto.(54)

Somos um perfume que não se força(55). Uma presença que não se impõe(56). Nós não esperamos a colheita(57). Nós somos o campo em flor(58). E ao sê-lo, já fizemos tudo.(59)

Mesmo que ninguém veja.(60)
Mesmo que as flores se pisem.(61)
Mesmo que os perfumes se percam no vento.(62)

A nossa PRÁTICA é a própria abundância(63). Flores que brotam porque sim, porque é essa a nossa natureza(64). Passamos pelo cimento e naquela brecha deixamos uma flor para ganhar raiz e para quebrar a pedra.(65)

Passamos pelo cimento e simplesmente não o combatemos(66). Não gritamos contra ele(67), não o amaldiçoamos, não o partimos à força(68). Apenas deixamos uma flor(69). Na brecha. Na fenda mínima. No quase nada.(70)

E essa flor, que não quer provar nada, que não exige nada, ganha raiz(71). E com o tempo, não o tempo da pressa, mas o tempo da seiva, quebra a pedra(72). Não por querer. Mas por ser.(73)

É assim que a TERNURA trabalha: subterrânea, silenciosa, imbatível(74). Não se trata de destruir o cimento.(75)

Trata-se de mostrar, com delicadeza, que mesmo ali pode haver vida(76). Que mesmo na dureza do hábito, da raiva, da defesa, da rigidez, há uma possibilidade de flor(77). Mas nunca forçada(78). Nunca plantada com a mão do ego.(79)

A flor que deixamos é sempre oferenda(80), sempre estratégia(81). Não a estratégia da manipulação, do controlo(82). Mas a estratégia do AMOR(83). A estratégia das relações horizontais, SIM!(84)

Onde tudo o que fazemos é intencional, é lúcido, é gesto de humanidade.(85) 
É gesto do meu toque, da minha TERNURA.(86)

Essa flor, deixada na brecha do cimento, não é distraída, nem ingénua(87). Ela sabe. Sabe que está a escolher o caminho mais difícil(88), o da TERNURA LÚCIDA(89), porque é sempre mais fácil forçar, impor e manipular.(90)

A flor sabe que podia forçar, impor, torcer o outro com argumentos, com silêncios, com chantagens subtis, mas recusa essa linguagem de falso amor.(91)

Ganhar através desse amor falso, dessa chantagem é perder o que importa(92). A TERNURA LÚCIDA é para nós e para o nosso Experimento Social o caminho mais difícil(93), porque exige mais força, exige respirar quando tudo em nós queria reagir(94). E iremos falar muito nisto, no par Reação/Ação no Livro 6, do Raciocínio 100 ao  Raciocínio 111.(95)

Exige falar sem ferir(96). Por isso as nossas palavras podem fazer mesmo muito mal.(97)

Tudo grita:(98)
- "corrige!",
- "responde!",
- "protege-te!",
- "exige!"

E nós escolhemos o gesto, a flor(99). O toque leve(100), o silêncio que escuta sem querer moldar(101). E também vamos aprofundar esta temática no Livro 5 quando abordarmos os Micro Rituais de Aproximação, para nós um ESTUDO SECRETO.(102)

Não é submissão, não é omissão, é uma coragem muito antiga, muito fina, muito rara(103): a coragem de amar, de espalhar flores e isso, é uma arte.(104)

É a arte de resistência(105). É um gesto político, se quisermos, mas acima de tudo, um gesto profundamente humano.(106)

Nós não exigimos reciprocidade, nem desejamos mudança.(107)

Exercício 1
Releia milhares de vezes a frase anterior.

Não exigimos transformação, mas atiramos flores.(108) 
Não comandamos, mas inauguramos espaço.(109)
Então é isso. Não é flor caída por acaso.(110)
É flor pousada com a mão consciente.(111)
É flor como linguagem(112). Flor como discurso. Flor como proposta.(113)
A nossa ética não é passiva(114), é uma ação contínua, delicada e intencional.(115)
É estratégia de fundo.(116)

Uma política do AMOR sem HIERARQUIA(117) que se faz com todos(118), e em casa continuamos esse ato mas mais aperfeiçoados(119). Por isso é horizontal, estende-se a TODAS as pessoas(120). O nosso brilho, o nosso aroma, as muitas flores que espalhamos aqui e ali.(121)

Uma prática ativa(122), diária(123), feroz até na sua recusa em usar o poder para impor(124), e na sua insistência em usar o gesto como luz(125), e esta luz é da nossa entrega de AMOR.(126)

E aqui a arte será colocarmos o gesto certo(127), no lugar certo, com a força certa e que será sempre SUAVE.(128)

Temos vindo a desenhar uma ética do GESTO LIVRE(129), e agora oferecemos uma imagem que a condensa como símbolo: o espalhar flores.(130)
A flor na brecha do cimento, na dureza dos outros.(131)
O semblante dos outros é duro.(132)
Olham-nos de cima.(133)
Seus olhares são de uma dureza brutal.(134)
Mas isso é o caminho deles!(135)

E vamos abordar isso mais à frente:(136) 
Raciocínio 67 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
Raciocínio 89 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado

A raiz que se insinua sem violência(137). O coração que se mantém fiel ao seu perfume, mesmo em solo duro(138). É assim que se muda o mundo sem o tentar mudar.(139) 
É assim que se ama sem desejar o retorno.(140)
É assim que se vive com coerência, sem doutrina, sem chamada à atenção.(141)

E assim, diariamente chegam até nós pedidos de ajuda, questões e simplesmente deixamos que mais flores nasçam assim, como agora no espaço aberto da nossa palavra.(142)

Esta generosidade não quer resultados.(143)
Quer apenas manter-se fiel ao gesto que nasce de dentro de cada um.(144)

E as estratégias terá de ser você mesmo a desenvolver, a procurar, a Auto ajudar-se nesta experiência diária, neste Experimento Social, onde você mesmo fará a sua própria história.(145)

Na horizontalidade, não há quem rega nem quem é regado.(146)

Há seres a florescer(147). Nós florescemos e espalhamos flores, no silêncio, no nosso olhar fraternal, no nosso cuidado com os outros, na nossa entrega, na nossa disponibilidade(148), e somos sempre livres.(149)

Proponho uma ética da DÁDIVA sem DESTINATÁRIO(150). Um amor sem endereço fixo(151). Um cuidado que não espera eco(152), porque o seu valor não está na devolução(153), mas no próprio gesto.(154)

Este gesto muda-nos interiormente e intensifica a humanidade em nós.(155)

O que desenho com estas palavras é mais do que uma filosofia relacional(156). É uma poética da liberdade partilhada(157). Um caminho onde os gestos são oferendas silenciosas(158), não para "mudar o outro", mas para perfumar o mundo e mudar-me a mim mesmo.(159)

Venha aprender a florir assim!(160)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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