Raciocínio 67/200
Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email:
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Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída

Como sabem encontramo-nos num processo de horizontalizarmos relações(1) e isto porque temos uma perspetiva de construção de relações.(2)

Queremos criar conexões com TODAS as pessoas(3) incluindo más chefias, pessoas autoritárias, pessoas "tóxicas" [termo que não acreditamos], pessoas conflituosas.(4)

Não somos masoquistas. Se é tempo de sair, então adeus.(5)

Mas o que queremos objetivar com este Raciocínio é que temos hábitos enraizados(6) em nós para nos desconectarmos com os outros(7) e isso precisa ser alterado dentro de nós(8) para desenvolvermos skills e competências emocionais.(9)

A resiliência por exemplo é um mecanismo que tem de estar aprimorado dentro do nosso sentido de humanidade.(10)

Por vezes desconectamos e agora?(11)
E agora escutamos o eco de um gesto que falhou.(12)

Basta um pequeno gesto da nossa parte e lançamos por terra aquilo que construímos com tanta dedicação(13). Não é fácil. Nem sempre é possível construir novamente aquela ponte que estava erguida.(14)

E é aqui que desenvolvemos em nós uma dignidade silenciosa(15) que começamos, novamente a construir(16), uma ponte para o outro.(17)

A ponte é uma ideia(18), é uma forma de estar que temos com TODAS as pessoas(19). É aquilo que nos une ao sentido de humanidade.(20)

São as pontes que estabelecemos com os outros que nos tornam mais humanos e mais humildes(21). As pontes são a nossa arquitetura mais íntima(22). Não feitas de pedra, mas de presença, escuta, cuidado com os outros.(23)

Agora é importante que perceba que a ponte não é só aquilo que liga dois lados(24), é o modo como escolhemos existir entre os outros, com abertura(25), mesmo sem conexão do outro lado.(26)

Estar em ponte é não se fechar(27). É ter em nós um desejo de passagem(28), de travessia mútua(29). Um modo de dizer estou aqui para ti(30), mesmo quando a outra pessoa se fechou para nós.(31)

A ponte não obriga a atravessar(32). Só oferece o caminho.(33) 

E este gesto, esta inclinação interior para construir relações, é o que mais nos aproxima daquilo que chamamos "humano".(34) 

Podemos estar rodeados de pessoas e ainda assim sentir o peso fundo de estarmos sós(35). O que nos salva da solidão não é a companhia no sentido físico(36), é o interesse real(37). O olhar que nos vê(38), o gesto que nos considera(39), a atenção que se demora connosco.(40)

A solidão mais dura é a do coração ignorado(41). E por isso não esperamos do outro(42), não colocamos o foco no outro(43). Mas inauguramos(44) SEMPRE(45) com os nossos gestos(46), o acolhimento ao outro, a TODOS os outros.(47)

O verdadeiro antídoto da solidão é o cuidado(48). É o "estou aqui" silencioso, mas presente(49). Mesmo quando a ponte que havia, por um deslize nosso, deixou de existir(50). Quando isso acontece, quando já não há travessia, o nosso cuidado mantém-se.(51) 

Já antes dei a analogia da mãe com o seu filho amuado(52). A mãe continua a exercer várias pontes de contato, de aproximação, para estabelecer a conexão(53). É o mesmo connosco. Independentemente se a ponte caiu, precisamos continuar com gestos de TERNURA, CARINHO para com o outro.(54)

Por vezes esse outro olha de cima para nós(55). Pode ser um colega de trabalho com o seu semblante altivo(56), que nos ignora(57), nem sequer reconhece a nossa existência(58). Demonstra um desinteresse total pela nossa pessoa.(59) 

É por isso que ser ponte como temos dito com tanta lucidez é um ato de resistência contra esse desinteresse.(60)

A ponte é uma forma de eu dizer: "eu vejo-te, mesmo que não me vejas agora"(61). E às vezes isso basta para que alguém, um dia, queira atravessar.(62)

O não querer saber. É fechar o coração. É o erguer de muros.(63)

Quando escolhemos, mesmo depois de quedas(64), continuar a ser ponte(65), não por ingenuidade, mas por convicção de um modo de existir(66), tornamo-nos mais inteiros connosco mesmos.(67)

Não porque os outros nos validam(68), mas porque não abdicámos de ser canal(69), mesmo que só um SOPRO de TERNURA passe de nós para os outros(70), porque eles se fecham(71) e têm um semblante duro para nós.(72)

Ser ponte, é uma ousadia que espera eternamente(73). Uma resistência que continua(74). Uma forma de estar que acredita que vale a pena estender-se.(75)

O que acontece quando o outro não quer atravessar, e seu semblante é duro?(76)
Ainda assim escolhemos não destruir a ponte.(77)

Quando o olhar se torna duro, a expressão fecha portas, e sentimos que do outro lado já não há vontade de encontro.(78)

É aqui que não destruímos a ponte(79). Continuamos a construi-la(80). Não por submissão, nem por esperança vazia.(81)

Mas por fidelidade à nossa própria forma de estar no mundo(82). Esta é a geografia da unilateralidade lúcida.(83)

O nosso terreno é raro(84), é habitado apenas por quem sabe que amar, cuidar ou oferecer não exige retorno para ser verdadeiro.(85)

A nossa experiência de humanidade nos torna resilientes na construção.(86)

Há uma espécie de sabedoria que nasce na própria experiência de viver entre pessoas, de amar, de construir de novo.(87)

É esta dança contínua, a ideia de uma TERNURA persistente(88). Uma capacidade de continuar a construir porque o gesto de construir já faz parte de quem somos.(89)

A nossa experiência de humanidade molda-nos assim(90). Transforma as perdas em paisagem interna(91), os silêncios em escuta(92), os gestos falhados em novas linguagens(93). E eu preciso reinventar-me com mais estratégias ainda.(94)

Quando uma ponte caiu, o processo continua em nós e a partir de nós(95). E aqui temos que nos reinventar. Novas estratégias, novas intenções de construção.(96)

E com o tempo, vamos compreender que não se trata de construir pontes perfeitas, mas de não deixar de construir.(97)

E aqui atingimos o objetivo do nosso Experimento Social(98). É este não deixar de construir conexões(99), ligarmo-nos a TODAS as pessoas(100), elas serão o nosso legado.(101)

Temos um pequeno desenvolvimento sobre esta temática:(102)
Seu legado são todas as vidas que você tocou

Mesmo depois de desconexões(103), mesmo quando o outro não quer atravessar(104), mesmo quando os nossos gestos caiem no vazio.(105)

Porque construir é também uma forma de oração muda(106), um modo de estar com o mundo em que dizemos: "acredito no encontro, ainda que ele não se dê nunca".(107)

É nesse ponto que a experiência se transforma em alicerce interior(108) e nós mesmos conseguimos desenvolver em nós esta capacidade de construção.(109)

Neste sentido ou neste estado, já não estamos a construir só para o outro(110), estamos a construir também para nós,(111) para a nossa dignidade, para a nossa paz interior.(112)

A nossa generosidade, quando é livre(113), não se transforma em ressentimento se não for correspondida.(114)

Há uma escolha íntima dentro de nós: manter a ponte(115). Não como um convite eterno, nem como um altar da espera(116). Mas como testemunho de quem somos(117). E nós somos estas pessoas que constroem(118), que pretendem ligações, conexões com TODOS.(119)

Haverá mais ligados do que desligados(120). Iremos estar sempre a conectar.(121)

Manter a ponte é uma forma de dizer:(122)
"Mesmo que não venhas, eu escolho não me tornar muralha".

E isso transforma tudo.(123)

A unilateralidade deixa de ser carência(124). Torna-se força tranquila(125). Um amor que não implora(126), só afirma: "eu existo como ponte"(127). Mesmo que ninguém atravesse(128), continuo a ser caminho(129), continuo a ser ponte de AMOR, de entrega, de escuta.(130)

E nós somos caminhos para muitas vidas que se encontram connosco(131), porque escutamos, porque somos presentes, porque temos um genuíno interesse em amor e não escondemos a nossa face, porque acolhemos sempre.(132)

Eles endurecem e prejudicam as suas relações.(133)
Nós continuamos sensíveis, a continuar a construir as nossas pontes SEMPRE.(134)
Eles estão habituados a desconectar, nós conectamos sempre.(135)
Eles escolhem pessoas, nós abrimos os nossos braços a TODOS, inclusive a eles.(136)

Aqui, a resiliência é fundamental(137). A nossa resiliência tem raízes no afeto(138) que nasce do que vivemos(139), do que perdemos(140), do que escolhemos continuar a oferecer mesmo depois de tudo(141). Esta resiliência é um músculo interno(142), feito de tentativas, de deceções, de pequenas alegrias que nos ensinaram que vale a pena continuar a construir.(143)

Há momentos em que o gesto de manter a ponte mesmo sem a passagem do outro, mesmo diante de um semblante duro, exige sempre de nós.(144)

E o que nos sustenta neste gesto é essa tal resiliência:(145)
– de continuar a ver o outro com olhos de humanidade, mesmo quando ele já não nos vê(146)
– de não devolver dureza à dureza(147)
– de manter vivo em nós o desejo de ligação, sem que isso nos destrua(148)

É uma resiliência que protege sem fechar(149), que aguenta sem endurecer. Ela vive no coração de quem sabe o valor daquilo que se constrói, mesmo quando só um está a construir. Esta é a beleza da unilateralidade. E tanto tenho falado sobre isto.

E isso é o que há de mais difícil e mais bonito. Ser ponte mesmo quando ninguém a atravessa e continuar a sê-la não por esperança cega, mas por inteireza própria.

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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