Raciocínio 84/200
O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior

Quero entrar noutra dinâmica, necessária, para o viver bem, e aproveitarmos a vida na sua maior profundidade.

Aprender a rir é quase como aprender a respirar de uma forma diferente. E para vivermos precisamos respirar. Sem respiração não há vida.

Gostaria de introduzir o riso como uma forma de respiração e afirmar que sem riso a vida é incompleta.

Ao longo de todos os Raciocínios de certeza que já descobriu que tudo se faz na relação. Crescemos interiormente na relação acima de tudo na fricção.

Agora quero introduzir o riso na relação e isto para maximizar relações e maximizar o nosso interior. No Livro 8 vou querer aprofundar esta temática.

O riso surge como essa respiração que nos atravessa, que nos conecta primeiro a nós mesmos e depois aos outros.

Não é apenas uma reação automática, mas um Movimento do corpo e da alma que expande o interior, que cria espaço dentro de nós para acolher o inesperado, o leve, o lúdico.

Na relação, o riso torna-se ainda mais potente, porque é na relação que crescemos, que nos moldamos, que nos descobrimos.

A fricção é inevitável, mas o riso tem a capacidade de suavizar essa fricção, de transformar choque em Movimento, tensão em partilha, conflito em possibilidade.

Por isso convertemos no Lugar Secreto através do Mestre dos Mestres (Raciocínios anteriores), convertemos reações em ações conscientes. Se sentimos raiva, podemos converter em TERNURA, e isto no dentro de nós.

Nas fricções precisamos aprender a relaxar mais, a relativizar o que nos é dito, e deixar cair as palavras, tirar-lhes o poder, e aqui acrescento o riso como forma de LEVEZA.

O riso surge então como uma chave que nos permite soltar o peso das palavras, dissolver a tensão que cada fricção carrega, e olhar para a situação com uma leveza que não diminui a seriedade do que vivemos, mas transforma o seu impacto em algo que podemos atravessar sem nos ferir e acima de tudo sem ferirmos os outros.

Ao rir, tiramos das palavras a rigidez que nos prende, damos espaço à nossa própria ternura, e abrimos caminho para uma relação mais fluida, onde o atrito não paralisa, mas nos transforma.

O riso aqui não é fuga, é presença ativa. É a nossa resposta consciente à tensão, é a abertura que nos permite perceber que até na fricção há um espaço para alegria, para descoberta, para o crescimento interior.

Ele transforma o choque em dança, a discordância em possibilidade, e faz com que cada interação, mesmo difícil, nos aproxime mais de nós mesmos e do outro.

Quando introduzo o riso na relação, começamos a respirar juntos de uma maneira nova.

Agora entenda que cada riso partilhado é como uma onda que atravessa os corpos, que nos lembra que estamos vivos, que estamos presentes, que podemos atravessar qualquer momento sem nos perdermos.

Se na nossa relação o outro ri, podemos aproveitar para rir, e então domesticar as nossas emoções, abrindo-as para outra realidade.

O riso partilhado não é apenas som ou gesto. É uma corrente que pulsa, que nos sintoniza uns com os outros e com o instante presente.

Ele nos recorda da nossa vitalidade, da fluidez possível entre o que sentimos e o que somos.

E há esta delicadeza no que tocamos: quando o outro ri, temos a oportunidade de nos alinhar, de entrar juntos nessa onda, e nesse encontro a nossa própria intensidade emocional se transforma.

Não precisamos lutar contra ela; ela se abre, se expande, se domestica suavemente, revelando uma realidade que vai além do que imaginávamos, mais leve, mais possível.


Enquanto os choques nas outras relações provocam o silêncio, a distância, o isolamento, a fricção para nós é precisamente o momento em que entramos no lugar secreto, e onde o Mestre dos Mestres nos molda.


Aqui no lugar secreto saímos transformados, e quando voltamos para responder Ele nos ensina leveza mesmo no peso, presença mesmo na confusão, abertura mesmo no fechamento.


Lembre-se que o Mestre dos Mestres não é nenhuma entidade. Voltamos a reforçar que o nosso processo é cognitivo. Não há nada no fora de nós, não há aqui nada de esotérico nem de metafísico.


O Mestre dos Mestres é o lugar secreto, é o dentro de nós, onde em consciência nos questionamos: "devo agir assim? Porque estou a tratar esta pessoa desta forma? Poderei agir diferente? Como a minha ternura pode expandir-se mais?"


Rir juntos não é apenas rir de algo externo, é rir com o outro, é rir com nós mesmos, é rir da vida que insiste em ser complexa e bela.


Assim, o riso torna-se prática, quase ritual. Não precisamos de esperar, mas podemos criar condições para que o riso surja de forma natural porque a vida é bela e podemos aproveitar cada momento para nos expandirmos.


É um estar atento às pequenas surpresas do cotidiano, aos gestos, às palavras, aos olhares, tudo pode servir como motivo de expansão.


Cada riso vivido dessa forma nos aproxima do que significa viver profundamente, porque nos lembra que a vida não se completa apenas com esforço ou razão, mas com presença, com leveza, com a capacidade de expandir o interior e de tocar o outro com essa mesma expansão.


Não impomos ao outro esse riso, porque a mudança que tem de acontecer é no dentro de nós. O foco nunca é o outro, sou eu mesmo que preciso mudar.


Ao mudar-me a mim mesmo; tudo à minha volta muda.


Repare, eu adoro entrar em locais de trabalho soturnos, cheios de quezílias, onde eu mesmo vou ter de me desdobrar num movimento de dança interior.


E é nesse desdobrar que o riso se torna quase uma respiração interna que atravessa cada gesto, cada olhar, cada palavra não dita.


Não é uma performance para o outro, é um movimento genuíno do meu próprio interior que, ao se expandir, transforma a atmosfera à minha volta.


Cada sorriso meu, cada ternura, cada entrega da minha pessoa para servir, é a abertura que o outro precisa para se expandir também.


É pois na minha abertura que o outro também se entrega e nesta dança tudo brilhará à nossa volta.


Repare que cada riso contido, é uma fissura na rigidez do ambiente. Uma abertura permite que a tensão se dissolva sem grande esforço, apenas pela presença viva que oferecermos.


A tensão dissipa-se naturalmente. É como se o ambiente respirasse de leve, sem pressão, apenas pelo fato de estarmos ali, plenamente vivos e presentes com consciência da plenitude do nosso interior.


Ao entrarmos nesses espaços carregados, dançamos por dentro, mantendo-nos leves mesmo quando tudo ao redor pesa.


Essa leveza não depende de ninguém. É um estado que cultivamos em nós, que irradia e toca os outros sem necessidade de imposição.


O riso, aqui, é uma prática silenciosa de mudança porque me muda e muda o mundo próximo, como ondas que se propagam a partir de um centro calmo.


Não é um "forçar" uma risada, é criar pequenas condições para que o riso surja naturalmente.


O riso quando sai do lugar secreto não sai para quebrar a seriedade do que sentimos mas para dar outra densidade, outra textura, ele estica o tempo de dentro, curva o instante em algo inesperado, como se o intervalo entre a reação e a ação ganhasse uma claridade própria, uma suspensão em que até o mais duro atrito se torna maleável.


O Mestre dos Mestres continua a trabalhar em silêncio dentro de nós, o nosso laboratório interior usa esta ferramenta, o riso, que nos molda sem violência, que nos abre sem dor.


É neste respirar risonho que a fricção já não fere, apenas abre, e o tempo já não oprime, apenas se expande, cada riso partilhado funciona como respiração dupla, inspira em mim, expira no outro, e nesse movimento tornamo-nos um só sopro, uma só presença.


O riso aqui não nos afasta do peso da vida, pelo contrário, é a confirmação de que conseguimos atravessar a densidade sem nos esmagarmos, conseguimos suspender a resposta imediata e habitar o instante até que ele se converta em dança.


Quando o riso floresce dentro do lugar secreto, já não é apenas emoção, é treino, é prática consciente, é a alquimia que transforma o que antes era atrito em clareza e o que antes era ferida em leveza, é o tempo secreto a mostrar que até na maior turbulência cabe um sopro de eternidade.


Rir não é reagir, é criar, é deixar que a nossa respiração se alargue para acolher o outro sem resistência, e assim o próprio ambiente se dilata connosco, dissolvendo as rigidezes que pareciam inquebráveis.


O mais belo é que esta respiração risonha não exige nada do outro, ela nasce de dentro, é cultivada como se cultiva um jardim, silenciosamente, com gestos mínimos, e ao florescer por dentro acaba sempre por se refletir lá fora, transformando a atmosfera como ondas que atravessam corpos e espaços.


O lugar secreto, o tempo secreto e o riso tornam-se assim uma mesma oficina, onde se molda a presença que queremos oferecer ao mundo, uma presença que não reage no ritmo imposto, mas age no compasso próprio da ternura.


O riso é apenas uma ferramenta do nosso lugar secreto. É no dentro de nós que se forjam formas, estratégias de ternura para o outro. É pelo Mestre dos Mestres - o nosso interior - onde nos moldamos, forjamos, onde a ira é convertida em ternura, onde o medo e a intimidação é convertido em coragem.


E é nesse processo silencioso que percebemos que o riso não vem para substituir a seriedade da vida, mas para a atravessar, para a iluminar com outra textura, mais leve, mais aberta.


Ele não apaga a raiva, nem nega o medo, apenas os acolhe no laboratório secreto onde cada emoção é matéria-prima, argila que se deixa transformar.


O riso surge como uma abertura por onde entra ar, como respiração que dá fôlego ao trabalho interior, como sopro que permite que a forja não se consuma no seu próprio calor.


O tempo secreto oferece a suspensão necessária, o intervalo que alonga o instante e nos deixa ver a emoção antes que ela nos domine, e nesse intervalo o riso tem espaço para nascer, não como resposta superficial, mas como fruto de uma presença inteira que escolhe a leveza em vez do peso.


As vidas carregam peso, e nós queremos leveza.


O lugar secreto dá o chão, o tempo secreto dá o compasso, e o riso entra como ferramenta subtil que nos ensina a transformar em ternura até aquilo que parecia ser só atrito.


Assim, cada encontro, cada fricção, cada gesto de tensão com o outro pode abrir não só a oficina da consciência, mas também o campo da alegria silenciosa, onde rir é também aprender, é também crescer, é também resistir sem dureza e entregar-se sem medo.


O Mestre dos Mestres age aí, nesse cruzamento invisível entre o peso e a leveza, entre o silêncio e a gargalhada, entre o medo que se fecha e a coragem que se abre.


Vamos rir sim, vamos deixar o interior expandir-se em leveza.

[Texto produzido na Grécia em Mykonos]

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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