Raciocínio 88/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio

Hoje gostaríamos de abordar o silêncio na sua perspetiva negativa. O silêncio que pode ser usado para nos calarmos no momento certo, pode tornar-se em desaproximação nas relações.


E aqui encontramos um dos maiores males das relações, a duração desse silêncio que se transforma em silêncio-ausência.


É como se o silêncio, que no início podia ser apenas pausa, espaço respirado entre duas presenças, fosse ficando denso e se cristalizasse em distância.


O par ternura-silêncio que abordámos no raciocínio anterior, é aquele momento em que nos calamos para dar espaço ao outro e isto para que a relação respire livremente.


E isto é uma arte quando primamos pela aproximação, pelo encontro e nunca pela atrito, pela discussão de palavras.


Retiramos de nós a luta de perspetivas e na relação passamos mais tempo a concordar do que discordar.


Não perdemos a nossa identidade, apenas escolhemos a aproximação, o encontro, o amor, a ternura como modo de viver com o outro nas relações que temos.


Enquanto os outros se afastam com discussões inúteis que cansam, e onde se perde a energia do encontro e a energia da aproximação, nós fazemos de cada momento um investimento de amor, de presença, de ternura.


O silêncio-presença é como um campo invisível onde os corpos respiram juntos, e isto apenas porque a nossa parte segura a ponta.


Já antes explicámos sobre a defesa da unilateralidade e não da necessidade de reciprocidade.

#RefAutoAjudaMPM158 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1 - Raciocínio 48/200


Quando a mudança interior se dá dentro de nós, buscamos um aperfeiçoamento que se dá no nosso interior de forma gradual.


Na domesticação da nossa vontade, em convertê-la não a reações, mas em ações conscientes, onde eu mesmo tomo o dianteira da minha relação, como um lugar de ternura.


Calo-me muitas vezes para dar lugar à ternura, ao encontro, à aproximação.


O silêncio que escolho não é ausência, mas uma forma de presença que abre espaço.


Ao calar, não me anulo, antes deixo que o gesto da ternura fale por mim mais alto, onde a minha vontade se torna uma escuta ativa, uma suavidade que conduz.


Neste calar há força, porque não é fuga nem desistência: é apenas a minha escolha de não reagir, mas de criar espaço para dar lugar à ternura e aproximação.


É neste espaço que a aproximação ganha densidade, porque nasce de uma vontade livre, a minha vontade, não de uma reação automática.


Não é auto-anulação, é mesmo um gesto meu, escolhido e consciente, de calar para que a ternura tenha espaço e se faça presença.


Desenvolvemos imenso esta ideia no raciocínio anterior, para que entenda que nós mesmos temos de ter esta percepção de nos calarmos milhares de vezes para primarmos pela paz, pela ternura, pela aproximação, para uma maior sintonia em amor. Se vamos discordar calamo-nos. A mais que o outro queira entender a nossa perspetiva e onde possamos falar.


Não se trata de desistir da palavra, mas de escolher o tempo dela. O calar-se não é abdicar de mim, é maturidade em ação, um reconhecimento de que, muitas vezes, a paz e a ternura nascem desse intervalo em que não devolvemos a discordância de imediato.


Esse silêncio repetido, tantas vezes quantas for preciso, vai treinando a vontade para não se prender à reação, mas para dar lugar a uma sintonia maior. E aqui encontramos a conversão da minha vontade.


E quando chega a hora de falar, é como se o silêncio fosse o chão fértil onde a palavra certa pode nascer, sem pressa, sem dureza, só com a intenção de construir proximidade.


No entanto, há um outro tipo silêncio que se transforma em ausência.


O silêncio-ausência é como uma sala vazia onde ecoa apenas o próprio vazio.


Nesse silêncio, cada pausa se alonga, torna-se desconforto, quase uma parede invisível erguida.


E o mais cruel é que, de fora, pode parecer a mesma coisa, apenas duas pessoas caladas, mas dentro é radicalmente diferente, é um silêncio que é corte.


O frio entra por esta brecha e ambos estamos nesta tensão desnecessária.


Eu posso silenciar como uma forma de ternura. Calo-me para não criar atrito, e porque não quero uma desputa de palavras. Calo-me porque quero cultivar momentos de aproximação.


Quando se dá o silêncio como espaço, ele respira, sustenta, acolhe. Mas quando se impõe como ausência, deixa de ser um gesto e torna-se uma espécie de muro invisível.


E é incorreto estarmos numa relação a contruir muros e tudo por causa de perspetivas diferentes.


Eu posso ouvir a perspetiva do outro, dar a minha perspetiva e percebendo que não encontro reconhecimento opto pela ternura como espaço que dou ao outro para expressar a sua perspetiva e fazendo isso não me anulo porque é um ato consciente da minha parte porque valorizo a ternura.


O silêncio-imposto não é apenas a falta de som, é um retirar-se do vínculo, um deixar o outro sozinho com a sua própria inquietação.


Há uma diferença entre deixar o silêncio pousar para que algo floresça, e usá-lo como retirada, como recusa de presença.


E neste gesto eu afasto-me da construção que pretendemos no nosso movimento de Motivação e de Auto-Ajuda.


Quando damos lugar ao silêncio-ausência, ele não é mais silêncio-ternura, mas um esvaziamento que cria distância, um buraco onde antes havia proximidade.


Deixamos entrar o frio para a nossa relação.


O silêncio-ausência, retira o corpo, mesmo que ele ainda esteja ali. É uma distância que se infiltra, um não querer sustentar o laço do AMOR.


Compreenda que as relações envolvem muitos silêncios. Há desnecessariamente muitas imposições de perspetivas.


Muitas vezes poderemos não encontrar terreno fértil no outro para nos ouvir e nós não queremos mudar a outra pessoa, mas queremos mudar-nos.


O silêncio-ternura é fértil, porque eu calo-me no momento que vejo que não estou a ser ouvido, e faço-o porque primo pela aproximação, pela ternura na relação.


O silêncio-ausência é estéril. Um abre possibilidades, o outro fecha caminhos. Um é gesto consciente o outro é frieza. É a pausa que se prolonga um pouco mais do que devia.


O silêncio-ausência é cruel, parece paz, mas é vazio. Parece calma, mas é distanciamento.


E quando damos por ele, já a ponte se foi corroendo, já a distância se tornou hábito.


E mais uma vez voltamos a fazer uma ressalva. Não estamos interessados se esta é a prática do outro. Não é a ação, o modo de agir do outro que nos move.


O foco será sempre a minha ação sobre o outro, o meu ato consciente, para colocar a ternura na relação.


É como se estivesse perto de alguém que está calado ou que é calado e eu vou começar uma conversa para colocar ar na relação, para dar forma, substância.


O centro é a minha decisão íntima que nasce em mim. O que importa é a minha prática consciente, o gesto de ternura que não espera reciprocidade para existir.


Eu ajo na unilateralidade e não na reciprocidade.


É aqui que a força da nossa visão se torna ainda mais clara. A minha ação não é um cálculo de retorno, não é medida pelo reflexo no outro, mas pela fidelidade ao gesto que escolho dentro de mim.


A unilateralidade é uma afirmação da minha liberdade: eu ajo porque quero ternura, não porque espero retorno de ternura.


Esse agir desarma as lógicas do "dar para receber" [somos completamente contra esta falácia] e abre um espaço diferente, mais puro, onde a relação não depende de equivalência.


É como lançar uma luz suave num quarto escuro, não porque alguém peça, não porque alguém acenda de volta, mas porque eu decidi iluminar.


Se o outro se cala, eu por minha escolha, posso ser o sopro que dá ar à relação, não para preencher um vazio de obrigação, mas para criar espaço vivo, onde o encontro acontece.


É a minha liberdade em ação, calar quando é preciso dar lugar, falar quando é preciso dar forma.


Este movimento não depende do outro, mas da minha vontade de manter a relação acesa com ternura, como quem acende uma pequena chama em plena noite.


Estes pares marcam universos distintos.

1. Silêncio-ternura

2. Silêncio-ausência


1. Silêncio-ternura

É o silêncio cheio, carregado de presença. Abre espaço para o encontro, que contém intenção, cuidado, escuta. Ele não corta a relação, antes a prepara, dá-lhe fôlego, como se fosse um chão fértil onde a ternura pode crescer. Eu calo-me no momento em que percebo que não estou a ser escutado, e em vez de gerar discordância contínua, primo pelo gesto da ternura.


2. Silêncio-ausência, pelo contrário, é o vazio sem gesto, sem direção. É a retração que fecha, que retira substância, que deixa o ar rarefeito. Não há sopro nem proximidade, apenas distância.


A diferença é que o primeiro é um ato consciente, uma escolha que cria proximidade, e o segundo é uma omissão, uma espécie de não-ação que dissolve a ligação.


Por favor, aproxime-se mais, tenha diálogos de construção, aprenda mais o silêncio-ternura.

[Escrito em Praga, República Checa]

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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