
Raciocínio 93/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
Tenho vindo a abordar esta temática em sucessivos Raciocínios(1).
O ritual fora é um teatro sem alma(2), mastigação de algo que já perdeu sabor(3), e as pessoas insistem em comer algo que já foi mastigado(4), não acrescenta nada de novo(5), nem me transforma em nada.(6)
Pessoas habituadas a falar mal de "a" e de "b"(7), habituadas a falar nos corredores da vida alheia(8), pessoas com perca de sentido de vida, de existência.(9)
O ritual dentro, esse é o verdadeiro acontecimento(10), o instante em que não há plateia(11), mas uma escuta funda(12), um cair dentro de mim mesmo(13) e onde me encontro a mim mesmo para ser trabalhado.(14)
Aqui não há repetição dos gestos exteriores(15), há encontro(16). É o que renova(17), o que não precisa sequer de ornamento(18). Aqui sou eu mesmo sem véu.(19)
O ritual fora arrasta-se como um corredor cheio de ecos(20), vozes que se repetem sem nunca dizer nada de novo(21). É uma sucessão de máscaras coladas à pele(22), que já nem se percebem como máscaras(23), um ruído que se alimenta do vazio.(24)
Faz-se chacota daquela pessoa que simplesmente foi banida do grupo(25), onde se dão as risadas maldosas da destruição.(26)
Os risos hitlerianos(27) fazem-se nos corredores do trabalho.(28)
A ideia é destruir, banir, aniquilar, suprimir a existência de quem não se gosta(29). A cima de tudo arranjar estratégias para a reduzir ao NADA quem não agrada.(30)
O NADA não tem qualquer significado(31) e querem reduzir essas pessoas ao NADA.(32)
O ritual dentro, pelo contrário, não precisa de cenário nem de testemunhas(33). É um mergulho que nos desarma(34), que nos rasga das repetições(35) e nos coloca diante daquilo que somos(36) quando tudo o resto se cala.(37)
- A plateia deixa de existir.(38)
- Já não há testemunhas que comungam os desvalores.(39)
- Já não é local para destruir aquele que se aproximou de mim(40). Por vezes a vida coloca pessoas perto de nós e há este Movimento do NADA(41) em insistir na sua destruição.(42)
No dentro posso escutar o trabalho silencioso que me vai transformando.(43)
É aqui que a vida deixa de ser mastigação de restos(44) e se torna pão vivo(45), alimento novo(46), sempre nascente.(47)
No ritual dentro há um cuidado de quem rega uma planta com a incerteza se a consegue manter viva.(48)
No dentro não somos condescendentes apenas porque não reproduzimos o ataque.(49)
Aprendemos a não bater quando somos provocados(50), aprendemos a recolher a voz para ouvir o que a raiva ou o medo procuram dizer(51). E aí começa um modo de cuidado que muda tudo.(52)
O dentro trabalha em segredo(53). E sempre será um trabalho de TERNURA(54), um trabalho de humanidade.(55)
Um caráter que não faz chacota(56).
Alimento que já não precisa de mastigar restos porque produz alimento interior.(57)
Vamos ver se nos entendemos. O fora de nós não nos diz respeito.(58)
- "deixem-se afogar no vosso corredor de ecos, que eu vou estar onde a vida respira".(59)
E onde a vida respira não há rumor nem trama(60), apenas o sopro que não pede plateia.(61)
Aqui o gesto não precisa de defesa(62), nasce dentro de mim(63) e basta-se.(64)
É neste silêncio fecundo dentro do templo(65) onde o Mestre dos Mestres se encontra(66) para se dar o encontro com a minha interioridade.(67)
Onde a minha existência se reinventa.(68)
Não é apenas interior(69), é criação e regenerador: onde a existência se reinventa.(70)
Há um sopro de renascimento(71), de presença pura(72), que não depende de reconhecimento(73) nem de audiência.(74)
O dentro é arquitetura invisível(75), paredes feitas de atenção(76), chão feito de silêncio(77), teto feito de escuta.(78)
E eu caminho nesse templo sem precisar de passos ruidosos(79), sem precisar de aplausos ou olhares.(80)
Cada gesto meu exterior por mínimo que seja(81), tem peso(82), tem significado(83), porque não se perde no eco(84), porque não se confunde com máscaras alheias.(85)
Aqui, a minha presença transforma o espaço(86). E que bela é a minha história(87). E que belos gestos poderão ser os seus ao fazer história com a sua vida.(88)
Não sou apenas eu(89), sou o trabalho secreto da vida em mim(90), respirando, crescendo, expandindo o mundo a partir de um lugar onde nada é descartável(91), onde nada é mastigado em vão(92). Um mundo interior.(93)
E há uma espécie de humildade que nasce disso(94). Aceitar que cada gesto dentro pode ser pequeno(95), silencioso, quase impercetível(96), mas que é suficiente para alterar a corrente invisível da existência(97), no fora de mim.(98)
No dentro não há plateia(99), não há testemunhas(100), nem comparação(101), apenas a prática de ser(102). Não ser no vazio da chacota(103), mas o meu ser no mundo.(104)
Nesta minha presença dou densidade à vida(105), porque procuro proximidade(106), procuro encontro(107), quero oferecer-me no fora de mim.(108)
Nesta dádiva eu me encontro no meu interior.(109)
O dentro cria raízes que se espalham sem se ver(110), alimentando cada fibra do ser com paciência(111), com cuidado, com um amor que não é exibicionista(112), que não precisa de validação(113), mas que transforma a matéria da vida em algo vivo, vibrante, sempre renovável.(114)
E é aqui, neste interior sagrado(115), que o Mestre dos Mestres respira(116), se move e ensina sem palavras.(117)
É aqui que o trabalho da vida se manifesta em silêncio(118), mas com força total, abrindo passagem para que a existência não apenas seja, mas floresça em cada gesto meu, em cada pensamento, em cada instante.(119)
E quem é o Mestre dos Mestres?(120)
Aqui abro uma porta secreta no coração do texto.(121)
O ritual dentro já nos preparou para esta pergunta(122): não é alguém fora de nós(123), nem uma autoridade externa.(124)
O Mestre dos Mestres é precisamente o Lugar Secreto onde tudo acontece(125) - ele é o dentro de nós:(126)
- Ele é o silêncio que respira antes de qualquer palavra;(127)
- Ele é a atenção que observa sem julgar;(128)
- Ele é o gesto pequeno(129), quase impercetível, que carrega a densidade da vida;(130)
- Ele é a paciência de regar a planta sem saber se vai sobreviver;(131)
- Ele é o cuidado que não procura aplauso, nem vitória sobre o outro;(132)
- Ele é o dentro que transforma mastigação de restos em pão vivo(133), alimento novo, sempre nascente.(134)
- O Mestre dos Mestres não ensina com lições, mas com presença.(135)
- Não dá ordens, mas revela caminhos ao coração que escuta.(136)
- Não é propriedade, não se prende, não se nomeia.(137)
- Ele é o eco silencioso do que somos quando o fora desaparece(138), quando a plateia se cala(139) e o trabalho secreto da vida se revela.(140)
O Mestre dos Mestres respira dentro de cada gesto nosso(141), sem jamais se confundir com o ruído do fora.(142)
Assim começa o trabalho no meu interior.(143)
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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