Raciocínio 102/200
Antes de Reagir, Ajo: Relações de proximidade - o antídoto

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade
95/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
96/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: casos de dissonância (parte 2)
97/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como alerta do que se passa dentro de mim
98/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: o portal
99/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: um ouvir domesticado
100/200 - Antes de Reagir, Ajo: Não vou reagir - os mantras
101/200 - Antes de Reagir, Ajo: Só queixas 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 102/200 - Antes de Reagir, Ajo: Relações de proximidade - o antídoto

Há certos pormenores que escapam ao vulgo comum(1). Penso que pelo facto de não haver uma dedicação ao pensamento(2) e de simplesmente o agir estar como que domesticado(3). Já antes falei sobre este conceito de domesticação no Raciocínio 99/200.(44)

O Filósofo tem este papel fundamental(45) e isto se tiver uma perspetiva mais pragmática.(46)

Fiz o meu Mestrado em Sociologia pela preocupação com aspetos sociais(47) nomeadamente o sofrimento no trabalho(48) por ser uma área que sempre considerei um abuso de um ser humano por outro ser humano.(49)

A Tese de Mestrado em Sociologia está disponível no site da Faculdade(50): 
https://run.unl.pt/handle/10362/80212

A Licenciatura em Filosofia pelo amor ao pensamento(51). As questões, a vida, o ser no mundo, tudo sempre constituiu uma área de interesse que sempre me acompanhou desde tenra idade.(52)

Há muito de mim que eu não conto, ainda(53).

Temos estado numa temática muito complexa da passagem de reações para algo pensado(54), estruturado, calculado(55), aquilo que eu diferencio das REAÇÕES para a CONVERSÃO em AÇÕES.(56)

Em vez de reagir(57), ajo de forma não emocional(58) mas em plena razão(59). É por isso que o homem é o autor da sua história seja ela racional ou emocional.(60)

Tantos conflitos se geram por este agir emocional reativo(61). E o que pretendemos é uma razão em plena ação(62). Esta razão é ponderada(63), é pensativa(64) e usa o SILÊNCIO como estratégia(65) para uma pausa que nos é pedida(66), por causa dos princípios com os quais conduzimos a nossa vida.(67)

Estes princípios constituem a nossa visão(68), por isso foram escritos 200 raciocínios para nos ajudarem de forma gradual e gradativa.(69)

Hoje quero abordar esta dualidade reação/ação mas na vertente das relações de proximidade.(70)

Quem não se dedica a pensar estes assuntos nem se quer se vai preocupar com esta conclusão:(71)
"Porque a minha vida é cheia de conflitos?"(72)

Esta tomada de consciência seria o nosso: ACORDA!(73)

É interessante pensarmos no Movimento de Bagwan, OSHO(74). Colocou em andamento um Experimento Social para despertar na humanidade a construção de um novo homem(75): DESPERTA! ACORDA!(76)

A filosofia de Osho segue uma visão de despertamento(77). Retira deus/deuses da história e coloca o homem no seu centro e pede-lhe apenas: vive, ri, dança.(78)

Tenho de curvar-me a tal beleza de propósito: Viver, rir, dançar(79)

A visão de OSHO ia mais além(80). A tentativa seria a construção de uma cidade virada para o yoga(81), a partilha, a dança, num hino à vida longe daquilo que as sociedades prometiam.(82)

Já por várias vezes manifestei a minha posição relativa a OSHO, aos mantras e ao yoga(83) e preciso ainda posicionar-me.(84)

Adoro yoga(85). Adoro mantras(86). A única diferença é que o nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda não tem nada disso.(87)

Já antes referi e temos vários Raciocínios sobre isso, que acreditamos naquilo que chamamos de rituais do imaginário:(88)
Raciocínio 6/200 - Os rituais do imaginário

Raciocínio 106 - Os rituais do imaginário - (parte 2): Não somos o que sabemos, somos o que estamos dispostos a aprender

Raciocínio 107 - Os rituais do imaginário (parte 3): inteligência emocional e espiritualidades

E isto significa resumidamente que o ser humano pode continuar com as suas práticas sejam elas quais forem(89). O nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda apenas se foca na AÇÃO(90) e no que fazemos com as nossas vidas.(91)

Dito isto penso que esclareci abertamente a todos os membros que cada um é responsável por si(92). E nós somos apenas uma voz de ajuda.(93)

Na dualidade de reação/ação coloca-se o problema das relações de proximidade.(94)

A sociedade está convencida na desaproximação(95). As relações são cheias de conflitos(96). Colegas contra colegas, pais contra filhos, famílias desunidas.(97)

Há um conjunto de desvalores nutridos pela própria sociedade.(98)

As pessoas sentam-se nos cafés, almoçam juntas, para falarem mal de colegas(99) - pessoas vazias de sentido.(100)

O nosso texto tem uma densidade filosófica e ética muito rica como tentativa de articular o pensamento, ação e responsabilidade relacional.(101)

O que proponho é a distinção essencial entre reagir e agir(102), e aplicar essa diferença no campo das relações humanas de proximidade(103), nos locais onde mais facilmente se expressam impulsos emocionais(104) e menos o pensamento ponderado.(105)

A ideia central do nosso Raciocínio é que a maturidade emocional e filosófica se manifesta quando a razão orienta a ação(106), e não quando as emoções tomam o comando das nossas respostas.(107)

Compreenda que a reação é automática, emocional, muitas vezes destrutiva.(108)

A ação é pensada, estruturada, deliberada.(109)

E agir com consciência(110) é o que diferencia o humano do mero instinto.(111)

Aqui é necessário percebermos o papel do pensamento e da filosofia(112), onde o filósofo é aquele que não se contenta com o automatismo.(113)

Levantar estes Raciocínios é levar o pensamento a resistir à domesticação do agir.(114)

O que pretendo é um treino de consciência(115), um exercício de LUCIDEZ.(116)

Aqui entra a nossa preocupação fundamental do sofrimento social(117) e a ética do trabalho(118). Por isso os nossos Raciocínios contemplam estas relações de afastamento(119) e tenta explicar como criar um clima de proximidade, felicidade.(120)

A nossa reflexão nasce da observação do sofrimento humano, no trabalho, nas relações em casa.(121)

O abuso de um ser humano por outro(122) é uma falha ética(123) e uma desconexão da razão.(124)

Como é possível?!(125)

Eu não fico estupefacto(126), nem se quer comento as atrocidades que vivo, assisto(127). Elas morrem no momento que acontecem(128). Não partilho com colegas aquilo que não merece o meu louvor(129). Retiro de mim todo o ruído que não constrói.(130)

A cada instante em que o abuso se manifesta(131), seja pela palavra, pelo olhar ou pela indiferença(132), há uma escolha silenciosa(133): reagir ou compreender?(134)

E é precisamente aqui que se revela o abismo entre o ser que pensa e o ser que apenas responde aos seus impulsos.(135)

O abuso de um ser humano por outro é uma falha ética(136), sim, mas mais do que isso, é uma desconexão da razão.(137)

É aquilo que chamo do hitleralismo da razão.(138)

E aqui encontramos o paradoxo de uma razão desviada(139), que, em vez de humanizar(140), é usada para justificar o inumano.(141)

Repito a frase que disse: "O abuso de um ser humano por outro é uma falha ética(142), sim, mas mais do que isso, é uma desconexão da razão".(142)

Aquilo que chamo de hitleralismo da razão é o ponto em que o Raciocínio deixa de servir o humano e passa a servir o poder, o ego, a dominação.(143)

É quando a inteligência se torna instrumento da barbárie(144). Quando o pensamento, em vez de libertar, organiza a opressão(145). E aí o hitleralismo da razão é o colapso da consciência sob a ilusão da lógica.(146)

E isto entristece-me muito!(147)

O projeto de uma nova sociedade de OSHO, era mais feliz(148). Partilha, dança, ri!(149)

Quando digo que a razão está hitleriada(150) isso significa que razão ficou amputada da ética(151), a racionalidade fria que calcula o mal como se fosse eficiência.(152)

Bestas humanas que causam sofrimento nos lugares que ocupam(153), oprimindo o seu próximo.(154)

Caso 1(155)
Lembro-me um dia uma colega informou-me que iria candidatar-se a uma certa proposta de emprego. Eu não quis essa proposta mas disse-lhe o seguinte:
- "quando estiveres na entrevista, olhos nos olhos, nada de sorrisos e lembra-te que eles querem bestas a dominar otários!"

A história mostrou-nos o rosto de Hitler, com a sua crueldade humana(156). E ele sobrevive em pequenos gestos do quotidiano:(157)
- na humilhação disfarçada de correção,(158)
- no autoritarismo escondido em ordens,(159)
- no silêncio cúmplice perante o sofrimento do outro.(160)

Esta é a sociedade que temos em 2025.(161)

Toda vez que a razão perde o contato com o coração(162), ela deixa de ser razão e passa a ser tirania.(163)

Por isso, o verdadeiro exercício filosófico não é apenas pensar(164): é pensar com consciência ética.(165)

A razão, sem compaixão, degenera(166); a compaixão, sem razão, desorienta.(167)

Só quando ambas se encontram é que nasce o humano inteiro.(168)

A dualidade reação/ação é a tomada da consciência que eu não posso simplesmente reagir aos estímulos de forma instintiva(169). Eu possuo uma parte racional que me deve fazer parar diante do conflito.(170)

Devo calar-me independentemente se estão a gritar comigo.(171)

Se o seu ambiente de trabalho é continuamente assim mesmo depois de já ter tratado com a pessoa em causa(172) e com superiores hierárquicos(173), se a situação de desrespeito se mantém(174), saia desse local(175). Procure outro emprego.(176)

Os nossos Raciocínios quando mencionam que deve agir com TERNURA, com MIMO, diante de todos os colegas e atrocidades que acontecem(177) não é uma proposta de submissão(178), mas de construção interior.(179)

Agir com TERNURA não significa aceitar o abuso(180), nem calar-se perante a injustiça(181). Significa não permitir que o comportamento do outro destrua a minha serenidade interior.(182)

A TERNURA é uma força(183), não uma fraqueza(184). É o ato consciente de manter a dignidade mesmo quando o mundo à volta se descompõe.(185)

O outro grita, eu não tenho de gritar(186). Fico apenas calado assistindo ao ridículo.(187)

E não reajo(188). Calo-me(189). Mas vou agir depois de pensar calculadamente como resolver.(190)

Quando digo "aja com mimo"(191), refiro-me à ação LÚCIDA e compassiva(192), que não reage com o veneno que recebe.(193)

O MIMO aqui é como um antídoto(194). Gritam e eu calmamente abro o frasquinho(195) e vou olhando a situação(196) e vou bebendo o antídoto.(197)

Esta é uma belíssima metáfora(198). Esta imagem do MIMO como ANTÍDOTO(199) traduz com perfeição o espírito da nossa filosofia dentro do Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda.(200)

A TERNURA é uma força ativa(201), um gesto consciente(202) que cura o envenenamento emocional do ambiente do OUTRO.(203)

Gritam e eu calmamente abro o frasquinho(204), observo a situação e bebo o antídoto.(205)

Enquanto o OUTRO se contorce no fogo da sua própria emoção(206), eu permaneço em paz(207), tratando de mim(208). Dou uns golinhos e bochecho o liquido.(209)

Esta imagem é perfeita. É fortíssima e muito visual(210). O ato de "dar uns golinhos e bochechar o líquido" traduz uma prática simbólica da serenidade(211), um ritual do meu autocuidado diante da agressão.(212)

O OUTRO grita e eu estou no meu ritual.(213)

Enquanto o OUTRO se contorce no fogo da sua própria emoção, eu permaneço em paz, tratando de mim.(214)

Sinto o sabor do meu próprio remédio(215), a consciência em repouso(216). Uma metáfora da minha purificação interior(217). Cada gole é um lembrar: "Não me torno no que me fazem".(218)

Bochecho, como quem limpa a boca das palavras que poderia dizer e que só aumentariam o incêndio.(219)

Engulo o que é necessário, a calma, a lucidez, e deixo o resto sair com a respiração.(220)

O MIMO, esse antídoto, não vem de fora.(221)

Ele nasce da minha escolha de não entrar no jogo da emoção alheia.(222)

Enquanto o OUTRO se perde no grito, eu encontro-me no silêncio.(223)

É aqui no dentro de mim onde tudo acontece(224). No dentro de mim(225). Onde me analiso(226). Onde faço uma análise da situação(227). Onde pondero todas as situações(228). E perceba que não ficamos a remoer os assuntos(229). E a nossa tentativa será sempre de retirar do nosso pensamento tanto a situação quanto as pessoas envolvidas.(230)

É por isso que no Livro 10 iremos analisar um estudo muito profundo sobre o "Desencarceramento de pessoas dentro de mim".(231)

Neste silêncio há um poder imenso(232). O poder de não reagir(233), o poder de agir com sentido.(234)

O líquido que bebo é simbólico(235), mas o seu efeito é real(236). Ele dissolve o ódio do OUTRO(237), desinfeta a minha "alma"(238) e deixa-me livre(239) para continuar o meu caminho sem resíduos emocionais.(240)

Só não conto as situações a outras pessoas porque o assunto morre naquele momento(241). Será reativado quando for agir para resolvê-lo com a pessoa em causa (242) ou com superiores hierárquicos(243) e em último caso tomando medidas para sair daquele local.(244)

Nós temos uma clareza ética(245) e prática exemplar(246). Revelamos maturidade emocional(247). Não se trata de calar por medo(248), mas de guardar o silêncio como espaço de elaboração interior(249), até que a ação se torne justa e necessária.(250)

Os assuntos morrem naqueles momentos(251), porque não merecem o alimento da minha palavra.(252)

O que não merece o meu louvor, não merece a minha repetição.(253)

O silêncio, neste caso, não é passividade, é maturidade da minha ação.(254)

Guardarei o episódio no arquivo da razão(255), não no cárcere da emoção(256). Será reativado apenas quando houver lugar para o agir:(257)
- agir com a pessoa em causa,(258)
- agir com os superiores hierárquicos,(259)
- ou, se nada se transformar(260), agir na decisão de partir e ir embora, ficando com a minha paz.(261)

Raciocínio 104/200 - Antes de Reagir, Ajo: O arquivo da emoção e o arquivo da razão

Agir, e não reagir essa é a diferença entre o sofrimento cego e aquilo que a consciência desperta.(262)

Quando ajo, sou senhor da minha história;(263)

Quando reajo, sou prisioneiro da história dos outros.(264)

Por isso, mantenho comigo o meu frasquinho de antídoto(265). Uns golinhos de serenidade(266), um bochecho de consciência(267), uma respiração de paz.(268)

E sigo, limpo de resíduos emocionais(269), livre para continuar o meu caminho(270), porque a maior vitória é não me perder de mim mesmo.(271)

A minha paz não se conquista no fora de mim(272) partilhando com os outros os acontecimentos que não merecem louvor.(273)

A paz fabrica-se dentro(274). É no dentro de mim.(275)

Ao beber o antídoto, o MIMO, neutraliza em mim o impulso de reagir(276), e nessa neutralização, liberto-me.(277)

Não se trata de vencer o OUTRO(278), mas de não ser vencido pelo mesmo mal que o outro alimenta.(279)

O MIMO é o gesto interior que escolhemos para permanecermos sãos num mundo adoecido.(280)

Oh sim o mundo permanece doente!(281)

É o cuidado que dou a mim mesmo para não perder a RAZÃO, a LUCIDEZ e a TERNURA.(282)

Porque é fácil devolver o grito(283), difícil é transformar o grito em serenidade.(284)

E é nesse instante de pausa(285), de olhar calmo(286) e respiração funda(287), que nasce a verdadeira AÇÃO(288). A AÇÃO CONSCIENTE(289), aquela que me cura em vez de ferir(290), que constrói em vez de degradar.(291)

E que melhor bofetada se não aquela de dar MIMO e TERNURA a quem gritou comigo.(292)

É a "bofetada" que não fere, mas desarma.(293)

Nada desconcerta mais a violência do que a gentileza.(294)

O grito espera resistência; o meu MIMO oferece silêncio.(295)

O ódio prepara-se para a guerra; a TERNURA chega desarmada e vence.(296)

A bofetada da TERNURA não humilha, revela.(297)

Revela ao OUTRO o tamanho do seu próprio descontrolo(298) e mostra-lhe, sem palavras, que é possível outro caminho.(299)

E aqui o Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda revela-se pelos nossos ATOS TERNURENTOS.(300)

É uma resposta que educa sem corrigir o OUTRO(301), que ensina sem impor.(302)

Sim porque não vamos chamar ninguém a atenção!(303)

Raciocínio 47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
Raciocínio 66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores

É o gesto de quem já transcendeu a necessidade de provar algo.(304)

E é nesse instante que a ação se torna a nossa filosofia(304). Um agir com TERNURA é restituir humanidade ao conflito.(305)

Não se trata de permitir o abuso(306), mas de não perpetuar a mesma energia que o originou.(307)

Porque, no fim, a verdadeira vitória é permanecer inteiro com todos e para todos.(308)

Por isso o que mais queremos no nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda é a APROXIMAÇÃO(309). E aqui reside a nossa cura interior.(310)

Sim, quero aproximar-me mais!(311)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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