Raciocínio 85/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação

Começarei um estudo novo que estará disponível no nosso Livro 5 gratuito, com 15 Raciocínios, uma temática SECTRETA.(1) 

Sou eu que me tenho de aproximar(2): um timing de ternura.(3)

Vivemos uma vida de afastamento(4) quando nos descentramos do interesse pelos outros(5). É um egoísmo sórdido(6). Já antes expliquei que a cura para a solidão passa por focarmos a atenção nas outras pessoas(7), e em TODAS as pessoas, sem excluirmos ninguém(8). A solidão é quando estamos desfocados a aguardar que os outros nos vejam(9). A cura para a solidão é o inverso(10). Não esperamos que o outro faça algo(11). Nós mesmos nos aproximamos do OUTRO(12). A destruição da solidão já foi desenvolvida(13) - Raciocínio 72/200 - Solidão, Solitude e Solícito

Os Micro Rituais de Aproximação, é um reconhecimento da responsabilidade delicada que todos podemos ter(14) e que resultará numa relação mais harmoniosa com os OUTROS.(15) 

É um abrir espaço para um timing juntos.(16)

Eu posso não gostar de assistir séries [filmes] mas ao fazê-lo com a pessoa que amo(17), abro espaço para a TERNURA.(18)

O gesto de abrir espaço não é de despersonalização(19). Não se trata da série em si [filmes], mas da possibilidade de um tempo partilhado(20), de sintonizar o compasso.(21)

O que poderia ser banal ou até desinteressante(22), ganha densidade porque se transforma em um lugar de TERNURA.(23)

É como se estivesse a dizer: "não é a série que importa, és tu"(24). E neste gesto, o simples assistir torna-se um ritual íntimo(24), um timing criado(25), um território onde a presença vale mais que o conteúdo.(26)

Podemos transformar rotinas em TERNURA(27). E aqui na verdade fazemos uma transformação em nós mesmos(28) e na relação.(29)

A rotina, pode ser reencantada(30) quando a olhamos como ocasião de TERNURA.(31)

Não é tanto a tarefa que muda(32), mas o modo como a vivemos(33). Ao lavar a loiça juntos(34), ao partilhar um silêncio na cozinha(35), ao dobrar roupa(36), ao caminhar lado a lado até ao mercado(37), aquilo que era simples repetição passa a ser gesto de presença, de cuidado.(38)

E isto porque o fazemos num ato de consciência(39), porque substituímos a nossa vontade de não querer fazer algo porque não gostamos de o fazer(40) e o convertemos num timing de TERNURA.(41)

Exercício 1
Releia a frase anterior um bilião de vezes.

A ideia aqui será converter o que não gostamos de fazer em micro atos de TERNURA.(42)

É uma reprogramação da nossa vontade(43) para gerar TERNURA no outro, na relação.(44)

Percebemos que ganhamos mais em colocar o OUTRO no centro da nossa atenção(45). E isto quando os nossos gestos são de aproximação ao invés de afastamento.(46)

Ser do CONTRA(47)
A expressão "ser do contra" tornou-se quase um traço identitário leve, algo que as pessoas dizem com um certo orgulho ou ironia, como se fosse sinal de independência de pensamento(48). Durante décadas, isso foi sendo associado a uma espécie de inteligência crítica, não aceitar tudo, questionar, resistir ao consenso(49). Em muitos contextos, especialmente em ambientes onde havia pressão para conformidade, esse "ser do contra" até poderia ter uma função saudável, proteger a individualidade, evitar o pensamento automático, abrir espaço para novas perspetivas.(50)

Esta postura deixa de ser uma ferramenta e passa a ser uma identidade fixa(51). A pessoa ocupa sempre o lugar da oposição.(52)

Eu sempre fui assim(53). Sempre foi a minha forma de estar(54). Até por brincadeira sempre fui do contra(55). De facto tenho até encontrado pessoas que sempre seguiram esta via como forma de estar.(56)

Ao escrever este texto deparei-me com mais atos de afastamento na minha pessoa do que atos de aproximação(57). E ao perceber encontrei-me(58). Verifiquei então que nos momentos a seguir encontrei uma série de gestos de aproximação, que resultaram em TERNURA na relação.(59) 

Em vez de dizer que não quero ver aquele filme que me está a ser proposto, passei a dizer: "vamos ver sim", como ato de aproximação.(60)

Em vez de dizer que não quero ir àquele restaurante, passei a dizer: "excelente ideia, vamos"(61). Não há aqui nenhuma despersonalização(62), há apenas um único foco: APROXIMAR-ME MAIS.(63)

O ato de consciência cria um intervalo, um "timing de ternura"(64), entre o impulso de recusar e a ação de fazer algo juntos.(65)

Esse intervalo é um espaço onde a minha vontade se dissolve e se CONVERTE(66) em cuidado, em presença, em algo que toca o outro ou a nós próprios de forma delicada.(67)

A transformação acontece em dois planos:(68)
- Dentro de nós(69), porque treinamos a delicadeza e a abertura;(70)
- Na relação(71), porque a atmosfera muda, fica mais suave, mais íntima, mais cúmplice.(72)

É como se descobríssemos que a TERNURA não se reserva só aos grandes momentos(73), mas que pode habitar o comum, o quotidiano, os momentos, os pequenos atos(74) em que CONVERTEMOS a nossa vontade em APROXIMAÇÃO.(75)

Nós vamos juntos empreender um estudo SECRETO(76). O estudo dos Micro Rituais de Aproximação.(77)

O afastamento nasce quando nos centramos apenas no nosso mundo interior(78), esquecendo o ritmo e os desejos de quem está ao lado(79). E não estou a falar apenas da relação amorosa de quem está ao nosso lado(80), mas quero abranger todas as nossas relações(81), TODOS os que se apresentam ao nosso lado(82), e isso muda tudo.(83)

Quando nos afastamos, criamos uma sombra pesada(84), um egoísmo que não é só vaidade(85), mas uma espécie de recusa em partilhar o sopro da vida.(86)

Comecei este texto da seguinte forma: "Vivemos uma vida de afastamento quando nos descentramos dos interesses dos outros. É um egoísmo sórdido".(87)

Ao nomear de "sórdido", estou a falar não de culpas, mas da sensação amarga de desperdício(88). Como se deixássemos morrer a chance de encontro por algo tão pequeno como a obsessão com o próprio eu.(89)

- "Eu não gosto deste tipo de filmes";(90)
- "Eu não quero desta forma";(91)
- "Eu não prefiro assim".(92)

São tudo rituais de afastamento(93). E o que queremos são micro rituais de aproximação(94), onde a TERNURA ganha relevo(95), onde nós somos os atores conscientes(96), produtores de uma excelente relação.(97)

O afastamento são pequenas barreiras que levantamos sem nos darmos conta.(98)

Quando falamos de micro rituais de aproximação, há algo de mágico(99). Cada gesto, cada palavra, cada escolha consciente transforma-se numa PONTE(100), numa forma de TERNURA que nos liga a nós próprios(101) aos outros.(102)

Na minha relação, eu não gosto de assistir certo tipos de séries(103). Mas quando sou convidado a assistir eu preciso CONVERTER a minha vontade.(104)

Este é um SEGREDO: a nossa vontade precisa ser CONVERTIDA(105), não como uma submissão, mas como um gesto de encontro(106), quase como virar o rosto para receber a luz de outro ângulo.(107)

Na relação é um exercício de alquimia(108), não é só ver uma série, é deixar que o convite do outro nos toque(109), e nessa conversão nasce uma terceira vontade(110), não a minha, nem a dele, mas algo que se abre entre nós.(111)

E nós precisamos aprender a converter a nossa vontade ao outro(112). É nesta conversão que se dá a iluminação do nosso interior.(113)

Este tema é SECRETO.(114)

Aqui tocamos num ponto muito luminoso, a verdadeira luz não vem de insistirmos no que já queremos(115), mas de atravessar esse gesto de conversão.(116)

Quando a nossa vontade se dobra e se entrega(117), não se perde, antes encontra um espaço novo dentro de si(117), uma clareza que não teria se ficasse rígida.(118)

Esta aprendizagem de CONVERTER a vontade ao outro(119) é como aprender uma língua secreta.(120)

Cada vez que traduzo o meu querer, nasce uma possibilidade de encontro(121), e nessa passagem a minha interioridade acende-se.(122)

É precisamente aqui onde entra o "timing de TERNURA"(123). Não se trata de negar o que sentimos(124) ou fingir gostar(125). Trata-se de transformar a nossa resistência(126) em algo que se entrega com cuidado e presença.(127)

Ao converter a minha vontade, não estou a perder a minha autenticidade(128), estou a criar um micro ritual de aproximação.(129)

Cada gesto, cada olhar, cada atenção que colocamos nesse momento(130) deixa de ser tolerância(131) e torna-se TERNURA ativa.(132)

Preciso que entenda que a palavra tolerância não existe no nosso Movimento de Auto-Ajuda(133). Esta palavra contem em si um esforço passivo, de algo que suportamos sem prazer.(134)

E aqui é exatamente o oposto do que procuramos criar(135). Nós queremos um gesto vivo, consciente(136), onde a atenção e a presença se transformam em TERNURA ativa(137). Eu faço porque te dou a TERNURA(138) e isso muda tudo, isso muda a qualidade dos meus gestos.(139)

Aqui, não há espaço para "aguentar" ou "suportar"(140), só para a entrega intencional(141), para a ação que gera calor, ligação e cuidado.(142)

O meu agir é consciente(143). Cada olhar, gesto, deixa de ser um ato de sacrifício(144) e torna-se um ato de criação relacional(145), um micro ritual onde a TERNURA ganha relevo.(146)

É aí que a relação se enriquece(147). O que parecia um simples ato de assistir a uma série [filme] transforma-se num espaço de presença, de cuidado, de construção.(148)

Portanto, todos os momentos na minha relação em que sou convidado para algo(149), eu os aproveito intensamente para o cultivo de micro rituais de ternura ou de aproximação.(150)

Estamos a educar a nossa vontade para que não reaja apenas ao que prefere ou evita(151), mas para que seja capaz de gerar aproximação, cuidado e atenção em cada instante.(152)

- "Que tal irmos a este restaurante?"(153)
Ao invés de dizermos: "mas eu não gosto desta comida, ou deste restaurante (rituais de afastamento) eu digo: "excelente ideia amor!"' - E serei autêntico porque pretendo criar micro rituais de aproximação onde a ternura é a figurante.(154)

Cada convite, cada momento que poderia ser apenas cumprido por obrigação, torna-se terreno fértil para cultivar micro rituais de ternura.(155)

A vontade, treinada assim, aprende a encontrar prazer e significado(156) mesmo no que inicialmente não escolhia(157), porque o foco deixa de estar no "eu não quero" e passa a estar no "como posso fazer deste instante algo de valor para nós?".(158)

Convites simples como:(159)
- "Olha ouve esta música aqui no telemóvel (estou a ser convidado a ouvir algo que eu sei que não gosto);(160)
- O outro está a assistir um drama no telemóvel (e eu naquele preciso momento estava a escrever um texto como este. Paro o que estou a fazer e converto a minha vontade em ternura)."(161)

É como passar de "não quero/preferi não" para "faço isto com cuidado, com presença, para que a relação floresça".(162)

Aqui, a consciência é a chave(163). Não é apenas fazer, é fazer com atenção, com intenção(164), com aquele brilho que torna o ordinário em extraordinário(165). Porque é um ato de aproximação.(166) 

Fazer os momentos com intenção faz com que tornem-se conscientemente intencionais(167). Cada gesto, cada olhar, cada palavra carrega propósito.(168)

A intenção transforma a experiência(169). Aquilo que poderia ser banal ou apenas tolerável(170) passa a ser uma CRIAÇÃO ATIVA(171) de TERNURA e de CONEXÃO.(172)

E aqui não se trata de planeamento frio(173), mas de uma presença viva, que pulsa com atenção e cuidado.(174)

Na prática, isso significa que a minha vontade deixa de reagir automaticamente(175) e começa a responder com consciência(176), abrindo espaço para que cada momento se torne um micro ritual de aproximação.(177)

Sendo assim cada ato consciente(178) torna-se uma pequena obra de criação de arte relacional(179), onde nós somos simultaneamente atores, diretores e espectadores atentos.(180)

Não são as circunstâncias externas que definem a qualidade de um momento ou de uma relação(181), mas sim a intenção com que nos aproximamos.(182)

A intenção é o motor invisível(183) que colore(184), aquece e transforma tudo à nossa volta(185). A minha intenção.(186)

Quando abordamos uma situação com consciência e propósito(187), ela deixa de ser neutra ou aleatória(188) e passa a ser um espaço vivo onde algo acontece.(189)

Cada gesto, cada palavra, cada silêncio carregado de atenção(190) contribui para criar uma atmosfera particular(191), uma vibração de ternura, de cuidado, de presença.(192)

A intenção é o que dá forma à minha realidade relacional(193). Não é só o que fazemos, mas como o fazemos, com que energia, com que atenção.(194)

Muitas pessoas no meu local de trabalho se aproximam de mim(195). Desencadeio nelas dezenas de micro rituais de aproximação.(196)

É por isso que micro rituais de aproximação funcionam(197). Não precisam de grandiosidade(198), apenas de uma intenção clara.(199)

Um olhar, um toque, um comentário, pequenos atos, mas carregados de propósito(200), que transformam a relação(201), reforçam a conexão(202) e criam um ambiente onde a ternura e a atenção são sentidas.(203)

Se o outro na relação dá uma gargalhada(204), esse é um bom momento para convertermos a nossa vontade(205). Aqui está um exemplo vivo de como a intenção atua como transformadora(206). A gargalhada do outro é um convite(207), uma abertura, um gesto que pulsa ternura e leveza.(208)

Nesse instante, a nossa vontade, mesmo que inicialmente resistida ou indiferente(209), pode ser convertida(210). Deixamos de reagir apenas ao que escolhemos ou evitamos(211) e passamos a responder com atenção e presença.(212)

É um momento em que a consciência entra em ação(213), transformando uma situação simples numa oportunidade de conexão.(214) 

A nossa vontade não é suprimida(215). É treinada(216) para alinhar-se com o fluxo relacional(217), para multiplicar a alegria e a ternura.(218) 

Se o outro está a rir, então eu posso aproveitar esse momento(219) para duplicar a risada(220). A conversão da minha forma de estar muitas das vezes carrancuda, na aproximação.(221)

Se o outro está a rir, esse é um momento de abertura natural(222), de energia leve e contagiante(223). Ao duplicar a risada(224), não estamos apenas a imitar(225), mas a amplificar a alegria(226), a transformar o gesto espontâneo do outro num micro ritual de aproximação.(227)

É um ato consciente de presença(228). A nossa vontade, em vez de se fechar ou reagir indiferente(229), escolhe entrar no fluxo do outro(230), multiplicar a "energia positiva"(231) e criar uma atmosfera de conexão.(232)

Nesse instante, a relação não é apenas vivida, é ativamente cultivada.(233)

A risada deixa de ser só uma reação(234). Torna-se um gesto de ternura compartilhada(235), um ponto de encontro onde a intenção molda a experiência(236), tornando cada momento mais rico, mais vivo, mais caloroso.(237)

Cada gesto espontâneo do outro, cada sinal de abertura, torna-se um ponto de encontro(238) onde eu posso intencionalmente gerar aproximação, cuidado e calor.(239)

Quero fazer aqui uma ressalva. Todos estes gestos são apenas meus(240). Eu sou o diretor desta produção(241)Esta ressalva é fundamental. Todos estes gestos, micro rituais, intenções, são meus(242), nascem da minha intenção consciente(243), do meu cuidado, da minha vontade treinada.(244)

Eu sou o diretor desta produção(245), o criador da atmosfera(246), o maestro silencioso(247) que escolhe como cada instante se desenrola(248). É por isso que eu crio SUPER RELAÇÕES(249):
Raciocínio 47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção. Outra estratégia para relações SUPER saudáveis

O outro pode participar, reagir, rir, abrir-se, mas a energia que transforma o momento em ternura ativa vem de mim(250). Eu crio tudo há minha volta(251). Por isso abordei um Raciocínio que esclarece este PODER que temos de transformar tudo há nossa volta(252): Raciocínio 56 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas

Brinquei com o título deste Raciocínio, porque o facto é que ambientes soturnos são locais onde também florescemos(253). Tudo se transforma há nossa volta pela QUALIDADE da PRESENÇA que OFERECEMOS.(254)

É a nossa intenção que dá a forma, que dá a cor à relação, que decide onde colocar atenção e calor.(255)

Cada gesto nosso é, assim, um ato consciente(256) de criação relacional(257), um micro ritual cuidadosamente encenado(258) pela nossa vontade iluminada pela TERNURA(259). Isso transforma-me(260) e transforma a qualidade do encontro com o OUTRO.(261)

É neste micro instante que o ordinário se torna ritual(262), e a relação se enriquece silenciosa mas profundamente(263). O ordinário transforma-se em momento extraordinário, por causa da minha intenção.(264)

Pequenas escolhas conscientes(265), alteram profundamente a atmosfera e a qualidade de TODAS as minhas interações.(266)

Adoro ir a cafés onde não sou muito bem tratado(267)
É lá que preciso treinar a minha TERNURA(268). E indo lá sucessivas vezes(269), e usando diversas estratégias(270), passo a ser reconhecido, amado, bem tratado, valorizado, e estabeleço fortes relações.(271). Transformo os meus GESTOS(272), isso transforma-me.(273) 

Somos assim Diretores conscientes.(274)

Cada dia torna-se um PALCO(275) e cada interação(276) um pequeno ensaio de TERNURA.(277)

Todos os momentos do quotidiano, um café juntos, uma gargalhada, um convite para ver uma série, até um simples gesto de tocar a mão do outro são cenas à nossa espera.(278)

Como diretores, nós escolhemos:(279)
- Colocar atenção em cada pormenor,(280)
- como AMPLIFICAR a nossa presença,(281)
- como transformar uma reação simples numa oportunidade de conexão.(282)

Cada micro ritual torna-se, assim, um ato deliberado:(283)
• Um sorriso ou uma risada que duplicamos, amplificando a alegria.(284)
• Um olhar atento que transforma um instante banal em presença viva.(285)
• Uma pequena ação de cuidado, que mesmo discreta, cria atmosfera de ternura.(286)

E o mais bonito é que, ao sermos conscientes da nossa direção(287), o espaço relacional inteiro muda de vibração.(288)

Não há necessidade de exigir ou controlar o outro [o tipo de relação na sociedade](289) porque a nossa intenção molda o momento, cria calor, aproxima e gera prazer.(289)

O outro é o centro da nossa ação(290) [e aqui encontramos a centralidade do nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda].(291)

E assim descobrimos que somos os Diretores da nossa vida(292) e a intenção que colocamos nas situações tornam-se o nosso PALCO de TERNURA.(293)

A intenção que colocamos não é apenas um detalhe:(294)
- é a luz que ilumina a cena,(295)
- a música que define o tom,(296)
- o ritmo que dá vida ao gesto.(297)

Cada momento, por mais simples ou rotineiro que seja, pode tornar-se uma coreografia consciente de cuidado e presença.(298)

A risada, o olhar, o toque, a atenção, tudo se torna parte dessa produção íntima, onde a TERNURA não é acidental(299), mas cultivada, encenada com a nossa precisão e delicadeza.(300)

E aqui está a beleza, ao percebermos que somos DIRETORES(301), descobrimos também que temos liberdade.(302)

Liberdade de transformar:(303)
- qualquer instante em espaço de conexão,(304)
- de amplificar a alegria,(305)
- de criar atmosfera,(306)
- de fazer da vida um palco onde a TERNURA é a protagonista.(307)

Nós somos os diretores da nossa vida.(308)
[Texto escrito na ilha de Malta](309)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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