Raciocínio 94/200
Um estudoSECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade

Quando as perspetivas são diferentes(1) se a nossa vontade se converter ao Mestre(2), então o Mestre dos Mestres pode provocar uma transformação que nos ensinará o verdadeiro significado do AMOR(3) e das relações SUPER SAUDÁVEIS(4)

É aqui que nasce a TERNURA, no simples facto de darmos atenção à conversão da nossa vontade.(5)

Quando na nossa relação há uma outra perspetiva(6) então aí temos uma dissonância(7), e essa dissonância pela conversão da nossa vontade à ternura(8) pode mesmo aí ser o cordão de ligação.(9)

A dissonância torna-se assim proximidade.(10)

A dissonância aqui não é mais ruído, é passagem, é ponte(11). E essa ideia de que o amor se manifesta justamente na conversão da vontade, e não na coincidência das perspetivas(12), dá-lhe uma densidade espiritual muito própria.(13)

A dissonância resolve-se não por eliminar a diferença(14), mas por escutá-la(15) até que o som se torne outro(16), o som da TERNURA.(17)

Quando a dissonância se oferece como matéria viva(18), o que parece afastar(19) é precisamente o que nos aproxima.(20)

É precisamente no atrito entre duas vontades(21) que a escuta se apura(22). Como se o coração tivesse de aprender uma nova gramática(23) para poder compreender o OUTRO.(24)

A conversão da vontade não é submissão(25), é respiração conjunta(26). O instante em que deixamos de querer vencer(27) para começarmos a sentir o que o outro vê.(28)

É aqui que o Mestre dos Mestres se revela(29), não no acordo(30), mas na delicadeza com que deixamos o mundo atravessar-nos(31), corrigir-nos(32), dilatar-nos.(33)

A TERNURA nasce deste gesto invisível(34), quando já não queremos impor forma(35), mas permitir que o encontro nos molde.(36)

A dissonância torna-se então música(37), e a proximidade, uma vibração que se reconhece sem precisar de se fundir.(38)

E esta é a compreensão de que aquilo que eu não gosto(39), ao permitir que a minha vontade se converta(40), abro-me para uma outra perspetiva.(41)

Caso 1(42)
Uma senhora gosta de jardinagem. O seu marido no momento em que começou por se interessar em conhecer o nome das flores, a perceber os cuidados que temos de ter com cada planta e que cada espécie tem as suas características de cuidado, a dissonância converteu-se em TERNURA.

Costumo dizer que as mulheres são como flores(43). Quando se deixam secar, murcham(44). Se as regarmos em demasia podem adoecer.(45)

A dissonância revela-se como Mestre:(46)
- O que não gostamos,(47)
- o ponto de fricção,(48)
- onde a vontade ainda quer ter razão,(49)
- onde o ego ainda se defende(50), se justifica.(51)

Mas quando, em vez de resistirmos(52), deixamos que a nossa vontade se converta ao nosso auto-conhecimento(53), não por resignação(54), mas por abertura ao OUTRO(55), algo se desloca dentro de nós.(56)

Nesse instante, o que antes era obstáculo torna-se passagem.(67)

A perspetiva do OUTRO(68), ou da própria circunstância(69), começa a respirar em nós(70), e percebemos que o desconforto era apenas o sinal de uma fronteira prestes a ceder.(71)

Numa primeira fase converter a vontade é o gesto que transforma o "não gosto" em "ainda não compreendo".(72)

No gesto simples do marido do nosso Caso 1 há já a conversão da vontade de que falava.(73)

Ele podia ter ficado de fora(74), a observar de longe o gosto da esposa(75), sem se aproximar(76) do seu gosto de jardinagem(77). Mas no momento em que decide conhecer o nome das flores, o tipo de solo, a delicadeza de cada planta(78), ele entra no mundo dela.(79)

O amor manifesta-se aí, na curiosidade que se abre ao que não era meu.(80)

A jardinagem deixa de ser apenas dela e torna-se um campo de encontro.(81)

Exercício 1
Releia a frase anterior um bilião de vezes.

E é nessa atenção(82), nesse aprender o que o outro ama(83), que a dissonância se dissolve em TERNURA.(84)

Porque compreender o cuidado de uma flor é, no fundo, compreender também o cuidado que o outro precisa.(85)

O jardim, então, passa a ser a forma do encontro(86) onde cada espécie com o seu ritmo, cada flor com o seu modo de pedir luz.(87)

As flores precisam de atenção(88), e o equilíbrio está em regar com presença.(89)

As relações precisam de presença(90) e são as dissonâncias as nossas oportunidades de proximidade.(91)

Caso 2(92)
Uma colega no trabalho gostava de ouvir trash metal. Aqui estava um motivo de dissonância. Aproveitei esta oportunidade para crescer com os meus atos.

Em vez de impor o meu tipo de música, através da conversão da minha vontade, não resignação, mas um ato consciente de ternura pela aproximação, pelo encontro, deixei que ela sempre ouvisse a sua música tranquilamente sem eu mesmo ser uma oposição legitima.

Aqui, neste gesto, mostro exatamente o que é a conversão da vontade num gesto vivo.(93)

Não se trata de ceder por conveniência(94), nem de fingir gosto pelo que não ressoa.(95)

É algo mais profundo(96). A escolha de abrir espaço para o outro ser quem é(97), sem que isso ameace a nossa identidade.(98)

A dissonância aqui torna-se caminho de aproximação.(99)

Ao permitir que a minha colega ouvisse o que amava(100), criei um território partilhado(101) onde antes havia apenas diferença.(102)

E o curioso é que, nesse tipo de gesto, a harmonia surge sem precisar de acordo(103), é o respeito que afina o espaço comum.(104). E repare que não buscamos o acordo, não é disso que trato aqui(105).

É o mesmo princípio que move o jardineiro atento(106). Compreender o ritmo do outro sem querer moldá-lo.(107)

O som pesado do metal, talvez para a minha colega fosse o que o silêncio seria para mim.(108)

E eu, ao não me opor(109), tornei-me também parte dessa música(110), mas numa nota diferente, feita de escuta e TERNURA.(111).

Já antes abordei esta temática que aqui aprofundo:(112)
Raciocínio 54 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?

E irei falar sobre isto quando estivermos a tratar do seu passado:(113)
Raciocínio 146/200 - Na cura do passado: Relações duradouras a balança precisa estar desequilibrada (Parte 1)

A mulher como a flor(114), floresce quando é vista(115), quando há cuidado suficiente para que o seu brilho natural se manifeste(116), mas também espaço para respirar, crescer, escolher o seu próprio rumo à luz.(117)

E há um detalhe bonito nesse paralelo: o jardineiro verdadeiro não força o desabrochar.(118)

Ele observa, aprende os sinais, ajusta o toque(119). Sabe que o excesso de zelo pode ser tão destrutivo quanto a indiferença.(120)

Cuidar de uma mulher, então, é sobretudo um ato de escuta(121), perceber quando ela precisa de água(122), quando precisa de silêncio(123), quando apenas quer sentir o sol.(124)

O amor, no seu estado mais maduro, é esta sabedoria de regar com cuidado, sem afogar.(125)

A dissonância deixa de ser um conceito(126) e passa a ser matéria viva(127), respirada nas relações(128), nas pequenas escolhas diárias.(129)

Este texto flui como uma aprendizagem contínua:(130)
- começa com conversão da minha vontade ao Mestre(131)
- a entrega da minha vontade ao Mestre dos Mestres,(132)
- passa pela TERNURA como linguagem do amor,(133)
- e desemboca na prática.(134)

E qual foi a prática?(135)
- o marido da esposa que gostava de jardinagem e ele naquele ponto dissonante, foi para ele um ponto de contato, de proximidade(136)
- a colega que gosta de trash metal, seria a dissonância para o que o meu dia-a-dia no trabalho se tornasse um pesadelo, mas optei por converter a dissonância em proximidade.(137)
- a mulher comparada a uma flor mostra-nos que todos somos diferentes, e é precisamente no cuidado com cada diferença, que podemos fazer da dissonância um ponto de aproximação.(138)

Os gestos que não impõem(139), mas acolhem(140), fazem a diferença em TODAS AS NOSSAS RELAÇÕES.(141)

Em remate, posso ver que a dissonância é a ponte que nos liga ao outro.(142)

O Mestre, com todas as suas diferenças(143), oferece o ponto de fricção(144) onde a minha vontade se encontra e se transforma.(145)

O Mestre aparece na nossa vida com as suas dissonâncias.(146)

Torna-se Mestre porque me leva a avaliar-me(147), a questionar aquilo que está dentro de mim(148), como reajo às situações(149), como devo agir.(150)

O Mestre dos Mestres, usa a observação para me ensinar a escutar, a abrir espaço e a permitir que a TERNURA se manifeste.(151)

E aqui lanço o desafio que já antes respondi noutros Raciocínios:(152)
1. Quem é o Mestre?(153)
2. Quem é o Mestre dos Mestres?(154)
[Nenhum deles é uma entidade metafísica, nem espiritual].(155)

Assim, cada gesto de presença(156) [não de ausência, nem de afastamento](157), cada cuidado(158), cada conversão da minha vontade(159) deixa de ser apenas uma ação isolada(160) e torna-se música(161). A música do amor em prática(162), onde a diferença não separa, mas aproxima(163). Onde a proximidade nasce do respeito, da atenção que dou ao OUTRO(164) e onde a proximidade transforma então o meu interior.(165)

A dissonância do OUTRO, converte-se em mim, em proximidade, em encontro comigo mesmo.(166)

O remate dá sentido à viagem que construí:(167)
- a ponte da dissonância,(168)
- o Mestre(169)
- o Mestre dos Mestres(170)
- e a música do amor que nasce da atenção e da conversão da minha vontade.(171)

Sim, quero aproximar-me mais!(172)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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