Raciocínio 86/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
 
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente

Este é um estudo SECRETO(1), guardado(2) como quem vela um lume escondido(3) no interior(4). Os micro rituais de aproximação, esses gestos mínimos(5) que não fazem barulho(6), mas mudam as nossas relações.(7)

Não ateimar(8), como quem diz: não se prenda na ânsia de ganhar o seu ponto de vista(9). Nas relações humanas há a aproximação e o afastamento(10). E há muitas coisas que nos fazem afastar.(11)
Raciocínio 53 - O silêncio estúpido
Raciocínio 68 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver

A APROXIMAÇÃO é pois um estudo SECRETO(12). Aprendemos a deixar cair as palavras como folhas(13), não como pedras(14). O cair leve, que não fere.(15)

No AFASTAMENTO as palavras ferem(16), deixam marcas, afastam(17). A discussão, quando se transforma em medir perspetivas, já não é encontro(18): é DISTÂNCIA(19), e é aqui que aparece o SEGREDO de relações duradouras.(20)

APROXIMAR, então, não se discute mas vive-se no intervalo entre uma palavra solta e outra(21), nesse silêncio cúmplice que não precisa convencer de nada(22), porque simplesmente focamos naquilo que me APROXIMA(23), no encontro, na TERNURA.(24)

É a arte de nos aproximarmos sem invadir(25). Estes micro rituais são delicadezas(26) que só existem quando não se força(27), quando o ritmo da palavra não pesa como sentença(28), mas dança como folha ao vento.(29)

Há uma sabedoria nisso de nunca ateimar(30). Não é desistência(31), mas uma espécie de coragem subtil(32) que prefere o calor da presença à vitória da razão.(33)
Raciocínio 20 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): a regra do silêncio, deixando de ter razão

Repare que em TODAS as relações precisamos cultivar rituais de aproximação(34). Primamos por isso pela TERNURA.(35)

O afastamento nasce sempre que o outro deixa de se sentir reconhecido como espaço vivo(36), e é aí que a pedra se lança(37). E nós não queremos lançar pedras na relação(38), primamos pela TERNURA.(39)

A aproximação é esse não-lançar(40), esse não-precisar ter razão(41), esse deixar o silêncio precisamente ajudar naquele momento belo de nos calarmos e apenas ouvirmos.(42)

É gracioso pensar que as relações mais profundas não crescem da defesa do ponto de vista(43), mas da cedência ao intervalo(44), como se o segredo da TERNURA estivesse menos em falar.(45)

Discutir perspetivas é desaproximação(46) e nós queremos o encontro.(47) 

Há esta diferença quase invisível entre a palavra que cai como folha(48) e a palavra que se atira como pedra.(49)

Os micro rituais que descrevemos são como minúsculos acordos silenciosos(50), e estes acordos são acordos que fazemos dentro de nós mesmos.(51) 

Estes micro rituais não começam fora(52), começam no nosso íntimo.(53) 

O acordo silencioso é antes de mais um pacto interno(54). Não lançar a pedra(55), não disputar o ponto(56), não ceder à ânsia de ter razão.(57)

É como se cada gesto de aproximação fosse precedido por uma decisão invisível dentro de nós(58), quase um murmúrio:(59)
- vou escolher a leveza,(60)
- vou escolher a ternura,(61)
- vou escolher o espaço onde o outro possa respirar.(62)

No fundo, estes acordos interiores são o lume secreto de que falamos(63), se não os velamos dentro(64), não conseguimos acender fora.(65)

Primeiro encontro(66)
É no dentro de nós(67) que se dá este primeiro encontro(68), no meu eu mais fundo(69), onde ainda não há defesa nem disputa(70), apenas a chama pequena que me lembra que posso escolher.(71)

Este primeiro encontro é íntimo(72), é quase como se me sentasse diante de mim mesmo(73) e perguntasse:(74)
- quero lançar pedra?(75)
- ou quero deixar cair folha?(76)

No meu eu, nesse silêncio inicial(77), nasce o espaço que depois se abre ao outro.(78)

Se dentro de mim não há TERNURA(79), fora de mim só encontro eco de dureza.(80)

Mas quando guardo o lume SECRETO(81), o eu torna-se um lugar de ACOLHIMENTO(82), e desse lugar nasce a APROXIMAÇÃO.(83)

Esse encontro interior não é estático(84), é um ritual também(85). Cada vez que me aproximo de mim(86) sem violência(87), aprendo como me aproximar dos outros.(88)

É pois, no dentro de mim, que o gesto inicial que ninguém vê(89), prepara tudo o que poderá acontecer fora.(90)

É no dentro de nós que se escolhe:(91)
- a suavidade em vez da dureza,(92)
- o silêncio em vez do ruído,(93)
- a folha em vez da pedra.(94)

Não há aproximação verdadeira sem esse lume guardado(95), sem esse pacto secreto(96) que se acende primeiro no nosso íntimo.(97)

E é aqui que começa a verdadeira arte(98): aprender a cultivar dentro de nós o clima(99) onde a TERNURA possa nascer(100), para depois deixar que ela se derrame no encontro com os outros.(101)

Há algo de profundamente REVOLUCIONÁRIO nesta ideia de nunca ateimar.(102)

O mundo ensina-nos a disputar(103), a marcar posição(104), e nós vamos em sentido contrário(105). A TERNURA como escolha consciente(106), como prática que abre espaço ao outro.(107)

Este estudo SECRETO no fundo, é como um exercício de respiração relacional(108). Cada micro ritual como um modo de expandir o ar entre dois(109), um modo de não ferir(110), um modo de manter vivo o lume escondido.(111)

Longe de mantras(112), de yoga(113), os nossos exercícios de respiração significam na prática um saber calar(114), um interromper da resposta rápida.(115)

É um exercício que não tem técnica nenhuma(116), só pede presença(117), TERNURA.(118)

- Saber calar não como contenção(119), mas como abertura.(120)
- Interromper não como corte(121), mas como dar espaço ao outro.(122)

Cada micro ritual é uma respiração da minha própria interioridade(123), mesmo que silenciosa(124), em que o ar circula leve entre dois corpos e duas vozes.(125)

Neste fluxo simples(126), o lume escondido respira também(127), não se apaga(128), porque encontra oxigénio no gesto de TERNURA que não precisa de se impor.(129)

Não há aqui espiritualidade codificada(130), nem prática ritualizada(131) como no yoga ou nos mantras(132). É outra coisa(133), nua e concreta.(134)

Não é yoga(135) porque não pede posturas(136), não pede alinhamentos do corpo com técnicas milenares.(137)

O corpo está onde está(138), numa conversa, num olhar, num silêncio partilhado.(139)

Não é mantra(140) porque não se repete uma palavra mágica(141), não há fórmula sonora que deva ser evocada.(142)

O que há, é o inesperado da vida(143), com as suas palavras que surgem e se soltam(144), e com os silêncios que também falam.(145)

É respiração adjetivada porque respira no entre-dois(146). Não é apenas o ar fisiológico que entra e sai dos pulmões(147), mas o ar relacional que se expande quando sei calar(148), quando sei não interromper com dureza(149), quando sei interromper a pressa do conflito com TERNURA.(150)

Exercício 1 
Releia um bilião de vezes o parágrafo anterior.(151)

É respiração porque dilata(152), porque dá espaço(153), porque cria oxigénio onde antes havia asfixia(154). E nós não queremos asfixiar a nossa relação(155) queremos dar espaço ao outro para que se expresse e seja livre.(156) 

É como se cada micro ritual fosse um pulmão secreto da relação:(157)
- inspira quando me aproximo,(158)
- expira quando sei ceder(159)

E nesse ritmo simples mantemos vivo o lume escondido.(160)

Não é anulação, é escolha ativa(161). Quando decido calar(162) ou não disputar(163), não é porque me apago ou deixo de existir(164), mas porque acendo outro tipo de força: a força da presença.(165)

Não abdico de mim(166), pelo contrário, coloco o meu eu inteiro no gesto de aproximação.(167)

É uma decisão lúcida de não desperdiçar energia a vencer o outro(168), mas de investir energia em abrir espaço ao encontro.(169)

Escolher a relação não é submissão, é afirmação(170). Afirmo que o que importa não é a vitória do ponto de vista(171), mas a chama que se mantém acesa entre dois.(172)

Escolher a relação é escolher manter vivo o lume SECRETO que nos une(173), mesmo quando seria mais fácil lançar a pedra.(174)

Então aproximar não é passividade(175), é um ato ativo(176), consciente(177), uma força suave que abre espaço para a TERNURA florescer.(178)

Sim, prefiro aproximar-me do que afastar-me.(179)
[Escrito na Ilha de Malta](180)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

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