Raciocínio 97/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como alerta do que se passa dentro de mim

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade
95/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
96/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: casos de dissonância (parte 2)

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 97/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como alerta do que se passa dentro de mim

Temos estado a analisar casos de dissonância(1) como chaves para APROXIMAÇÃO.(2)

Quero definir a dissonância nas relações como aquele ponto onde duas formas de ver, sentir ou desejar o mundo se encontram sem coincidirem.(2)

É precisamente o lugar de fricção(3). E é neste lugar que a nossa análise quer mostrar que em vez de AFASTAMENTO(4) podemos utilizar a dissonância em primeira instância como um alerta.(5)

Alerta-me para aquilo que eu preciso mudar interiormente(6). Porque não necessito de continuar a insistir em situações que provocam dissonância.(7)

Este Movimento é UNILATERAL(8). Repare que não estou interessado em mudar o OUTRO(9). Apenas eu sou o CENTRO desta análise.(10)

A dissonância é apenas um sinal(11), não de erro(12), mas de excesso de insistência(13) num ponto que já não vibra em harmonia.(14)

A dissonância torna-se então uma mensageira(15) que nos alerta para pararmos de insistir em coisas que nos AFASTAM.(16)

As relações amorosas são cheias de dissonância.(17). Os locais de trabalho são também cheios de dissonâncias(18). Repare o que estou a dizer é que existem imensos locais cheios de fricções.(19)

E afinal as fricções para nós são CHAVES(20). Este tema é um SEGREDO.(21)

E é aqui que temos oportunidade de mudarmos o nosso interior(22) e de procurarmos mais APROXIMAÇÃO do que AFASTAMENTO.(23)

Se usarmos a dissonância para insistirmos na fricção(24) então estamos a estragar a relação.(25)

Quando insistimos na fricção(26), transformamos a dissonância em ruído contínuo(27), em vez de a deixarmos cumprir o seu papel de aviso.(28)

O que era um sinal de reorientação torna-se um obstáculo.(29)

A dissonância quer apenas ser ouvida(30), não alimentada.(31)

Ela mostra-nos o que dentro de nós precisa de suavizar(32), desapegar(33), ajustar o tom.(34)

Mas se a tratamos como inimiga(35), ela amplia-se(36), cria distância(37), erosiona a intimidade.(38)

O que é a erosão da intimidade?(39)
A erosão da intimidade ocorre quando a conexão emocional, mental ou física entre duas pessoas se desgasta progressivamente.(40) 

E na verdade a dissonância aplica-se em todas as relações(41). Ela normalmente surge nas relações com mais proximidade(42), onde as pessoas convivem mais de perto(43), pais e filhos, esposa e marido, local de trabalho quando trabalhamos com equipas, colegas muito próximos, tudo se torna dissonância.(44)

Nas relações amorosas, cada dissonância é uma oportunidade para reeducar(45) a MINHA escuta(46) e deixar de reagir(47) e começar a sentir o que realmente está a pedir atenção.(48)

O SEGREDO está em reconhecer a dissonância:(49)
- usá-la em primeiro lugar como alerta.(50)
- converter a minha vontade para transformar a dissonância em APROXIMAÇÃO.(51)

Quando a dissonância surge, precisamos aproveitá-la(52) para ENCONTRO(53), para nos aproximarmos(54), e há um conjunto de estratégias que temos de ter:(55)
- Calar de imediato(56). O silêncio serve apenas para ajudar-nos a não reagir(57) e acalmar as nossas emoções.(58)
- Pensar(59), de que forma posso aproximar-me?(60)

O nosso texto entra num território muito belo por começar a revelar a dissonância não como falha(61), mas como instrumento de afinação do meu interior.(62)

Quando pensamos na dissonância como mensageira(63), e não como inimiga.(64)

Ela vem mostrar o ponto onde o som se partiu(65), não para nos culpar(66), mas para nos devolver à escuta.(67)

A minha proposta é usarmos a dissonância como aviso(68), não como conflito.(69)

Esta inversão muda tudo(70). Deixa de ser o "OUTRO" que me perturba(71), e passa a ser o meu próprio interior a pedir afinação.(72)

O "calar de imediato" que sugiro é muito poderoso(73), pois é o gesto que permite que o som volte a encontrar espaço.(74)

Como aproximar-me depois do silêncio?(75)
Que tipo de aproximação?(76)
É um gesto físico, um olhar, uma palavra, ou apenas uma mudança interna?(77)

Aproximar-me não é necessariamente falar(78) ou resolver(79), mas criar uma vibração de presença(80) que já reeduca a relação(81). E passa muita das vezes pelo gesto do silêncio já antes abordado.(82)

Deixamos de querer ter razão(83) e começamos a querer compreender.(84)
Raciocínio 20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio, deixando de ter razão

Todos pensam que a dissonância serve para afastar(85). E investem nesse afastamento.(86)

Para o nosso Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda a dissonância serve para me aproximar(87) e mostra precisamente onde eu preciso mudar.(88)

Não é um Movimento de conquista(89) nem de submissão(90), é um deslocamento do eixo(91). Deixo de me centrar em GESTOS de AFASTAMENTO(92) e passo a incluir o OUTRO no campo da minha escuta(93), tão somente para me MUDAR.(94)

A APROXIMAÇÃO começa num pensamento simples(95), não para corrigir o OUTRO(96), mas para eu reencontrar a harmonia.(97)

Neste GESTO mudamos a vibração da relação(98). No momento da fricção na relação(99), eu deixo de corrigir o OUTRO(100), e calo-me(101). Este primeiro gesto de me calar(102) serve apenas para eu mesmo me encontrar.(103)

O PROCESSO(104) no nosso Movimento de Motivação e Auto-Ajuda, é Complexo(105). Possível através do entendimento(106) e do encadeamento dos Raciocínios(107). É impossível explicar-lhe neste momento que o nosso caminho é a descer e não a subir(108). É apenas um exemplo que lhe dou(109). E repare que Isso iremos abordar apenas a partir do Raciocínio 112, no Livro 7.(110)

Este primeiro GESTO de me calar(111) serve num primeiro momento para que o meu corpo suavize(112). O meu olhar torna-me mais disponível(113), o meu tom interior muda(114). Se na fricção anteriormente desencadeava em mim a emoção da raiva(115), a vontade de responder à letra(116), de querer falar mais alto para me fazer ouvir(117) ou a vontade de querer retaliar(118), de repente aquilo que anteriormente me impelia para entrar em conflito com o OUTRO(119), serve precisamente para me MUDAR.(120)  

não se trata de querer resolver o conflito(121), mas de criar espaço(122) para a relação respirar.(123)

Exercício 1
Releia um bilião de vezes a frase anterior.

Quando estamos num conflito(124), num momento de fricção com o OUTRO(125), podemos investir esse momento em AFASTAMENTO ou em APROXIMAÇÃO(126). Gostaria que visse esta diferença.(127) 

O primeiro gesto de me calar é um micro-ritual de aproximação.(128) 

A APROXIMAÇÃO é uma arte de reabrir o campo de vibração da harmonia.(129)

Em vez de investir tempo na fricção da relação(130), eu prefiro usar a dissonância como forma de me ver a mim mesmo.(131)

A dissonância funciona como um espelho(132) que devolve a minha própria frequência(133), mas distorcida.(134)

Quando a observo, vejo onde é que o meu som está tenso(135), onde é que deixei de vibrar com naturalidade.(136)

No instante em que reconheço que posso utilizar a dissonância para me observar(137), então a relação deixa de ser o campo do conflito(138) e passa a ser o campo do conhecimento de mim mesmo.(139)

O que me afeta?(140)
Porque estou a agir assim?(141)
O que poderei fazer para me aproximar mais?(142)
O que está a causar afastamento?(143)

E tantas outras perguntas que preciso fazer a mim mesmo(144), para me APROXIMAR mais(145). Nós procuramos uma mudança em nós mesmos(146) que provoca nos OUTROS, em TODOS os OUTROS(147), harmonia, APROXIMAÇÃO(148), e daqui nutrimos SUPER RELAÇÕES.(149) 

O OUTRO, ou melhor, TODOS os OUTROS(150), continuam a proceder da forma que acham ser adequadas(151). E perceba que não me interessa absolutamente como eles agem(152). Buscamos uma transformação interior(153), onde nós mesmos somos o CENTRO desta história(154) que se escreve por Movimentos conscientes, pensados, calculados.(155)

Eu não escuto o OUTRO apenas(156), mas a escuta que eu faço verdadeiramente é de como o meu interior reage(157), resiste(158), ou se fecha.(159)

É aí que a dissonância cumpre o seu papel SECRETO(160) de revelar o ponto onde EU preciso de me reconectar.(161)

Quando uso a dissonância para me ver(162), já não estou preso na história da relação(163). Estou a transformar o ruído que existe na relação(164) em Movimento consciente(165). É neste Movimento que encontro um SEGREDO.(166)

Lembre-se que em vez de reagirmos nós agimos conscientemente sobre a realidade:(167)
Raciocínio 78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?

É a partir desta consciência(168), que a APROXIMAÇÃO acontece como estratégia.(169)

Desloco o foco da espontaneidade(170) para a intenção consciente(171). A APROXIMAÇÃO deixa de ser um efeito natural da consciência(172) e passa a ser uma prática deliberada(173), ou seja, uma escolha lúcida de agir(174) em favor da HARMONIA(175), mesmo quando o impulso seria afastar-me.(176)

E o impulso da dissonância é esse mesmo: afastar-me.(177)

Mas a dissonância é a nossa CHAVE(178). Porque nos vemos interiormente(179), aquilo que precisamos mudar.(180)

E investimos num PROJETO de APROXIMAÇÃO(181) para com os OUTROS.(182)

Quais outros?(183)
TODOS os OUTROS.(184)

A dissonância é um convite para a minha lucidez(185), para a minha harmonia com TODOS os OUTROS.(186)

A dissonância desperta o impulso de afastamento(187), e é precisamente aí que a escolha consciente se torna possível.(188)

O impulso é automático, instintivo(189); a estratégia é humana, construída.(190)

Quando transformamos a dissonância em CHAVE(191), passamos a usá-la como instrumento de leitura do nosso próprio interior.(192)

Vemos onde o som se partiu(193), e em vez de seguirmos o reflexo da fuga(194), escolhemos reorientar-nos para o ENCONTRO.(195)

Esta decisão é um voto íntimo(196), é um compromisso com o Movimento de APROXIMAÇÃO(197), mesmo quando o corpo quer o contrário.(198)

A aproximação, neste sentido, é um ato de inteligência rara(199). Lembra-se de termos falado sobre isto?(200)

Não é ceder, nem fingir harmonia(201); é reeducar a nossa forma de nos relacionarmos com os OUTROS.(202)

Oh que consciencialização!(203)

Em vez de investir energia em dissonância, em separação, em fricção(204), eu invisto energia para que volte a fluir em direção ao OUTRO(205). A TODOS os OUTROS.(206)

E este investimento num Projeto de APROXIMAÇÃO(207) é também uma forma de maturidade afetiva.(208)

Deixo de procurar estar certo(209) para começar a PROCURAR ESTAR em RELAÇÃO.(210)

Exercício 2
Releia a frase anterior cerca de 1000 vezes.

Estar em ENCONTRO, estar em TERNURA, em AMOR.(211)

Caso 1(212)
Estava ao telefone com a minha mãe. Fiquei um pouco chateado com certa conversa que fiquei quase mudo. A minha mãe pergunta-me: "não tens mais nada para falar?"
Já nem me apetecia dizer mais nada. Tinha ficado irritado com algo. E ela diz-me assim: "Eu tenho sim mais algo a acrescentar à nossa conversa: Te amo muito meu filho!" - Que aprendizagem!

Esta estratégia é inteligência emocional aplicada.(213)

É usar o que a dissonância revela como matéria-prima para orientar o Movimento seguinte.(214)

Se me observo(215), compreendo onde vibro em resistência(216) e, a partir daí, decido reabrir o campo.(217)

Faço-o não por impulso(218), mas por PROJETO(219), porque reconheço que a relação é um espaço de TREINO(220), um LABORATÓRIO para a minha afinação interior.(221)

Qual relação?(222)
TODAS as relações.(223)

A APROXIMAÇÃO, então, torna-se uma tática do cuidado(224), uma forma de manter a vibração viva(225), mesmo quando há fricção.(226)

A fricção é apenas o meio para me observar(227), calar(228), pensar(229). Que estratégias tomar para voltar ao reencontro?(230)

A fricção deixa de ser obstáculo(231) e passa a ser instrumento(232). Passa a ser o meu instrumento.(233)

Ela é o meio onde se testa a consistência do meu cuidado(234). O lugar onde se mede a capacidade de permanecer presente(235) sem endurecer.(236)

A APROXIMAÇÃO passa a ser a nossa tática do cuidado(237), e aqui passamos a dar-lhe uma dimensão de inteligência aplicada.(238)

O cuidado com o OUTRO e com TODOS os OUTROS(239), deixa de ser um sentimento(240) e passa a ser uma ação metódica(241), uma prática de manutenção da vibração viva.(242)

E aqui passaremos a ser contadores de histórias(243). A história da nossa vida ganha uma amplitude máxima(244). Ao agirmos nesta consciência em que o OUTRO passa a ser o meu laboratório de treino(245), e onde tenho de arranjar estratégias de APROXIMAÇÃO(246), então irei ter muitas histórias para contar de como construi a PONTE(247), como criei harmonia(248), como fiz história com a minha vida na vida dos outros.(249)

No meio de uma fricção eu posso dizer: "queres ir jantar fora?"(250)

A fricção, então, serve apenas para relembrar o caminho(251), observar o que se move dentro de mim(252), silenciar o ruído(253), reorganizar o pensamento(254) e escolher a estratégia do REENCONTRO.(255)

É um ciclo subtil:(256) 
dissonância → fricção → observação → estratégia → reencontro.

Nada é desperdiçado neste percurso(257); até o desconforto ganha função:(258)
Raciocínio 57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)

Aqui chegamos ao momento em que se revela o verdadeiro poder da dissonância(259). Ela não quer que fujamos(260), quer apenas que nos tornemos mais hábeis em reencontrar o tom.(261)

A dissonância, o afastamento, a fricção(262) apenas ajudam-nos a reconfigurar a relação(263). Isto é um SEGREDO.(264)

E passa a ser um gesto estratégico no sentido mais profundo(265). Escolher conscientemente a suavização(266), não para evitar o conflito(267), mas para transformar o que ele traz.(268)

Não se trata de falar para resolver o conflito(269) [nem somos a favor deste gesto condicionador(270). Havemos de falar sobre isso, não pode ser agora(271)] nem de explicar(272). Trata-se de restituir à relação a possibilidade de um som comum.(273)

Não são encaixes perfeitos(274), são escutas interiores(275) - eu me escuto(276). Quando deixo de tentar corrigir o outro(277) [outra temática que vamos abordar exaustivamente, mas não agora(278)] e volto-me para o que em mim reage(279), descubro o sentido da tensão.(280)

Não é o OUTRO que me desestabiliza(281), sou eu que estou a ser chamado a um novo ponto de equilíbrio.(282)

Assim, o "escutar para me escutar"(283) ganha corpo(284). O outro torna-se um espelho vivo(285) daquilo que em mim ainda resiste à transformação.(286)

A dissonância deixa de ser obstáculo(287) e passa a ser um pequeno ritual de aproximação a mim mesmo(288) e, paradoxalmente, também ao OUTRO(289). Não para o mudar(290), mas para me mudar(291).

Não é conflito no sentido destrutivo(292), mas um espaço de vibração entre duas frequências distintas(293). E nós só queremos sintonizar na frequência certa.(294)

Quando acolhemos o OUTRO com escuta e curiosidade(295), a dissonância torna-se uma passagem(296). Em vez de nos afastar, aproxima(297), porque exige presença(298), exige que eu perceba aquilo que no outro desperta.(299)

É o momento em que deixamos de tentar que o outro seja espelho daquilo que me interessa(300), e começamos a vê-lo como som que ressoa noutro tom(301), capaz de revelar aspetos de nós próprios(302) que, sem esse contraste(303), permaneceriam silenciosos.(304)

O tema é ainda muito complexo(305). E gostaria de torná-lo mais leve de compreensão.(306)

Estamos a caminho!(307)

Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)

Fale comigo, questione: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Site oficial: Auto-Ajuda Mundo
Grupo do Facebook | Página do Facebook | Whatsapp privado | Youtube | LinkedIn Oficial | X (Twitter)

Voltar ao Raciocínio 96, prosseguir para o Raciocínio 98

Crie o seu site grátis!