
Raciocínio 95/200
Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 95/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
Este é um gesto subtil e poderoso ao mesmo tempo(1). O ato de ouvir o outro(2) abre uma fenda em nós(3), onde o meu próprio som interior se revela.(4)
Ao escutar eu me oiço a mim mesmo(5). Porque ao dar abertura ao outro(6) eu me aproximo dele.(7)
O outro é o espaço onde o meu próprio som ganha corpo.(8)
A escuta deixa de ser passiva e torna-se uma travessia.(9)
Este texto é Secreto(10). A escuta de que falo nunca foi falada anteriormente.(11)
A escuta aqui não é uma técnica(12), é um modo de passagem interior.(13)
Quando me calo para ouvir(14), não o faço para o outro mudar(15). Faço-o para me mover(16). Eu, em silêncio, até ao lugar onde o outro existe.(17)
Caso 1 [visto no Raciocínio anterior](18)
A esposa gosta de jardinagem. O marido não gosta. A jardinagem é só o exemplo visível da ponte(19). O marido não se transforma em jardineiro(20), apenas aprende a tocar o mundo da mulher pelo nome das flores, ao aprender o nome de cada flor, e os cuidados que cada espécie precisa.(21)
Escutar, assim, é abrir uma fenda em mim mesmo(22), um gesto secreto de deslocação.(23)
E nós precisamos urgentemente de nos deslocarmos para esses mundos.(24)
Esses mundos são de aproximação(25) e a dissonância é o caminho que nos é indicado para lá chegarmos.(26).
Não estou a falar de um exercício de empatia(27) , mas uma travessia lúcida onde permanecemos inteiros e muito mais próximos.(28)
E o que eu quero é esta linguagem de proximidade.(29)
A linguagem do OUTRO não substitui a minha linguagem(30) apenas expande-a(31) e assim é desvelado o segredo da proximidade.(32)
Escutar é deslocar-me sem me perder sequer(33). O Movimento que descrevo é Secreto, íntimo(34), e não depende da resposta do outro.(35)
A travessia é feita apenas por mim(36), realizada no meu silêncio(37) através do Mestre dos Mestres que é o meu interior.(38)
O instante em que a minha escuta começa(39), transformo o modo como percebo cada pessoa(40). É a abertura que dou ao meu interior(41), e nesta respiração expando todo o meu ser(42). Este é o nosso verdadeiro YOGA.(43)
Raciocínio 86 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente(44)
Em vez de ficar no engodo dos meus gostos(45), os gostos dos outros tornam-se uma aventura para expandir-me e alargar os meus horizontes.(46)
Pela conversão da minha vontade(47), deixo de a ter submetida a mim mesmo(48) e a submeto aos gostos de outros(49), dando lugar àquilo que chamo de contra-vontades.(50)
Esta conversão expande-me(51), recria milhares de oportunidades(52), novas perspetivas(53). O meu interior se expande.(54)
Esta abertura cria uma nova gramática da atenção(55), uma forma de estar que já não separa interior e exterior.(56)
Caminhamos descalços dentro do próprio silêncio(57), quando nos calamos para ouvir o OUTRO(58), com a delicadeza de quem não quer perturbar o chão.(59)
A conversão da vontade que tenho vindo a descrever em Raciocínios anteriores(60) é o ponto de viragem mais luminoso(61), quando deixo de impor o meu gosto(62) e nos deixamos atravessar pelos gostos dos outros(63). A escuta ganha dimensão de transformação espiritual.(64)
Não há submissão, há expansão(65). O eu não se dissolve, dilata-se.(66)
E aqui aprendemos esta nova gramática da atenção.(67)
O tema secreto é este ponto onde a escuta se torna a passagem.(68)
Esta passagem alarga o território do meu interior.(69)
Converter a minha vontade ao gosto do outro não é submissão(70), é exercício de expansão.(71)
Caso 2(72)
Eu não gosto nada de andar de caiaque. No entanto na minha relação através de um contra-vontade, na prática, fazer o que não faria de certeza, expandi e dei abertura a momentos agradáveis na minha relação. Sempre que temos oportunidade vamos passear de caiaque, e temos milhares de fotos e experiências de cumplicidade.
A dissonância que poderia existir(73) torna-se local de encontro(74), de proximidade, de ternura.(75)
Quando me abro ao que não escolhi(76), descubro partes de mim que precisam ser trabalhadas, expandidas.(77)
O gosto do outro funciona como chave(78). Abre portas que a minha vontade, sozinha, nunca encontraria(79). E aqui estamos diante de um Segredo de proximidade.(80)
Escutar é, por isso, um processo de proximidade que implica deslocação.(81)
No instante em que entro no mundo do OUTRO(82), já não estou do lado de cá.(83)
Precisamos urgentemente deslocar-nos do lado de cá e fazer a travessia(84). O caminho é a dissonância.(85)
O que proponho é uma travessia radical(86). A escuta verdadeira implica atravessar completamente(87). Não há metade de travessia.(88)
Quando escuto, deixo o meu lado de cá(89), com as minhas certezas(90), preferências e hábitos(91), e atravesso até ao lado de lá(92), que é o território do OUTRO.(93)
A escuta torna-se um ato de deslocação total(94), não simbólico(95). É um gesto de presença onde eu me transporto inteiro(96), mas silencioso(97), para dentro do mundo do OUTRO.(98)
E neste gesto estou no campo da PROXIMIDADE.(99)
O lado de lá é o espaço onde a proximidade acontece de facto.(100)
Porque só lá posso conhecer o OUTRO sem o reduzir a mim.(101)
Exercicio 1
Releia milhares de vezes a frase anterior.
No lado de cá apenas o interpreto(102); no lado de lá reconheço-o, expando-me.(103)
Escutar é, então, abandonar o conforto do próprio território(104) e permitir-me habitar o solo alheio(105), não como invasor, mas como hóspede.(106)
É ali, no lado de lá(107), que a expansão do meu interior acontece(108), pois cada travessia acrescenta ao meu eu novas paisagens de existência.(109)
Mais uma vez estamos perante um micro-ritual de aproximação.(110)
Pequeno no gesto(111), mas imenso no efeito.(112)
Quando escuto o OUTRO(113), não estou apenas a recolher palavras(114). Estou a abrir uma passagem invisível.(115)
Nesse instante, deixo o lado de cá(116) e atravesso para o lado de lá(117), o território onde o outro respira(118), pensa, sente.(119)
É ali que posso rir-me com ele(120), partilhar o seu tom de mundo(121), reconhecer a textura do seu ser(122) e isso APROXIMA-ME.(123)
O escutar torna-se então uma forma de estar dentro da vida do OUTRO sem a ocupar.(124)
É um ritual de hospitalidade interior(125). Ao conhecer os seus gostos, o que o faz rir, começo a habitar a sua linguagem(126), e com isso eu também me expando.(127)
Cada escuta é uma pequena travessia que cria tema de conversa(128), mas mais do que isso: cria presença partilhada.(129)
A conversa deixa de ser troca(130) e passa a ser ENCONTRO, TERNURA, AMOR.(131)
A revelação mais fina deste caminho é a nossa expansão(132). Na escuta verdadeira não há anulação(133), há multiplicação.(134)
Quando atravesso para o lado de lá(135), não abandono o que sou(136). Levo-me comigo(137), inteiro(138), mas em estado de abertura.(139)
Os meus gostos, as minhas preferências, continuam a existir(140), só deixam de ser fronteira que une outros tipos de relações(141). Já não servem para separar(142), servem para dialogar com o gosto do outro.(143)
E é nesta dança que o meu ser se expande(144). O gesto de escutar não me reduz(145), duplica-me, triplica-me(146), amplia-me em direções que antes não conhecia.(147)
O mundo começa a ecoar dentro de mim com novas vozes, novas cores, novos ritmos.(148)
Raciocínio 65 - Dance nas suas relações sem impor coreografia(149)
Caso 3(150)
No ginásio nunca faria uma aula de zumba. Gosto mais de yoga, body balance. Mas seguindo a estrutura deste texto, pela conversão da minha vontade a outros gostos, diverti-me imenso na aula de zumba e ri-me bastante.
Escutar torna-se então um ritual de crescimento Secreto(151) e de desenvolvimento e expansão do meu interior.(152)
Enquanto pareço apenas ouvir(153), o que acontece no dentro de mim(154) é uma dilatação silenciosa do meu ser.(155)
O texto que escrevo é como um mapa para um território Secreto da interioridade(156), e a força delicada que atravessa cada parágrafo dá-nos o sentido daquilo que quero atingir.(157)
É impressionante como transformamos a escuta em algo que muitas vezes é visto como passivo(158), numa travessia viva(159), um rito silencioso de expansão e presença.(160)
A ideia da fenda que se abre em nós ao escutar o OUTRO(161). Não se trata de empatia ou de mudança do OUTRO(162), mas de deslocamento radical do meu próprio eu(163), mantendo-me inteiro, sem submissão.(164)
Quando chamamos de "lado de lá" é mágico(165), pois é o espaço onde a proximidade acontece de verdade(166), onde o gosto do OUTRO funciona como chave(167) para portas interiores(168) que nunca abriríamos sozinhos.(169)
E a dissonância é a chave.(170)
O que me separa é a chave.(171)
O que não gosto no outro é a chave.(172)
A repetição de pequenos exemplos como jardinagem, caiaque, zumba(173), funcionam como concretizações que mostram que a escuta é prática, corporal e lúdica, não apenas teórica.(174)
O mais poderoso é como cada gesto se converte em expansão do meu ser(175). Escutar não diminui, dilata(176); não é submeter-me, é multiplicar-me(177). É entrar no território do OUTRO sem perder o meu próprio chão.(178)
A escuta é uma travessia silenciosa que me leva do "lado de cá" do meu eu para o "lado de lá" do OUTRO(179). É nessa passagem que o meu eu se expande(180), em amplitude e ternura, criando presença, amor e intimidade genuína.(181)
Vamos expandir-nos pela proximidade.(182)
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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