Raciocínio 114/200 - Aprendendo a descer: encontros inesperados (parte 3)

Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.

Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com

Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2):
Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão

41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade
95/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
96/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: casos de dissonância (parte 2)
97/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como alerta do que se passa dentro de mim
98/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: o portal
99/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: um ouvir domesticado
100/200 - Antes de Reagir, Ajo: Não vou reagir - os mantras
101/200 - Antes de Reagir, Ajo: Só queixas
102/200 - Antes de Reagir, Ajo: Relações de proximidade - o antídoto
103/200 - Antes de Reagir, Ajo: Desabafar: não! Como aliviar o peso das emoções
104/200 - Antes de Reagir, Ajo: O arquivo da emoção e o arquivo da razão
105/200 - Antes de Reagir, Ajo: Sofismas emocionais: o encarceramento da emoção
106/200 - Os rituais do imaginário - parte 2: Não somos o que sabemos, somos o que estamos dispostos a aprender
107/200 - Os rituais do imaginário (parte 3): inteligência emocional e espiritualidades
108/200 - Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me a atenção
109/200 - Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me a atenção - a ponte que não se quebra
110/200 - Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me à atenção - ver em mim o que ainda resiste
111/200 - Antes de Reagir, Ajo: O disco riscado das relações
112/200 - Aprendendo a descer: Não há pessoas difíceis, há um eu difícil (parte 1)
113/200 - Aprendendo a descer: Todos os dias, são para descer (Parte 2) 

Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 114/200 - Aprendendo a descer: encontros inesperados (parte 3)

Quero esclarecer conceitos que os criei(1) para nos ajudarem a compreender o PROCESSO que iniciámos(2). Há um que precisa mudar(3): eu mesmo.(4)

Não busco a mudança do OUTRO(5), só a minha mudança(6). Deste modo não olhamos para o OUTRO na expetativa que mude o seu comportamento para connosco(7). Ele não constitui em nenhum momento alvo do nosso interesse.(8)

Dizendo isto retiro do OUTRO qualquer moralização(9) e só aqui neste ato resolvo a grande parte dos nossos problemas(10). Retirando o OUTRO do meu centro de atenção(11) e voltando o foco para mim mesmo(12) nasce em mim uma beleza interior que é do encontro comigo mesmo.(13)

Dito isto preciso que entenda que o OUTRO constitui-se MESTRE do meu interior(14). Não o sabendo claro(15), desperta em mim ruídos no profundo do meu ser(16) quando constato que não consigo lidar com este OUTRO(17) porque encontro em mim mesmo(18) a dureza, a inflexibilidade, a maledicência(19), e constituem-se para mim mesmo encontros inesperados.(20)

O OUTRO é Mestre porque sem o querer(21) ilumina o meu caminho(22) e há um, porém, que precisa ser virado do avesso(23): eu!(24)

Não caminhamos por isso em busca da mudança do OUTRO(25), caminhamos apenas para a nossa própria mudança.(26)

Assim, deixamos de olhar para o OUTRO(27) esperando que ajuste o seu comportamento segundo as minhas feridas ou expectativas.(28)

O OUTRO deixa, então, de ser o alvo da minha mira silenciosa(29), a sombra que tentamos moldar.(30)

Ao afirmar isto, retiro do OUTRO(31) qualquer carga moralizante que havia em mim quando olhava para esse OUTRO(32) e só nesse pequeno gesto, quase impercetível(33), resolvemos grande parte das inquietações que nos pesam.(34)

Quando o OUTRO deixa de ocupar o CENTRO do meu palco interno(35), quando deixo de projetar nele a luz e a sombra que são minhas(36), o foco regressa a mim(37). E, nesse regresso, nasce esta beleza discreta que vos descrevo(38), como uma flor que desabrocha atrás de uma pedra(39), uma beleza que revela o encontro raro e frágil comigo mesmo.(40)

Mas preciso que compreenda na sua plenitude o facto do OUTRO tornar-se Mestre do meu interior.(41)

Mestre involuntário, claro, pois não sabe que o é(42). Ele toca acordes profundos no meu ser(43), como um músico que experimenta acordes que ainda não conhece e fica deslumbrado(44). Quem percebe de música e na viola, quando faz pela primeira vez um "C" (acorde de Dó) ou o acorde de "Em" (Mi menor) fica deslumbrado com o som que emite.(45)

O que acontece é que os OUTROS, sem o saberem, tocam esses acordes que desconhecíamos(46). Ao tocá-los, não produzem apenas um som(47): revela-me uma parte da música que estava em mim, silenciosa, à espera de alguém que a fizesse vibrar.(48)

Esta é a verdadeira condição de Mestre: não aquele que ensina deliberadamente(49), mas aquele que, apenas por existir diante de nós de determinada maneira(50), nos obriga a escutar aquilo que nunca tínhamos escutado(51). O OUTRO não traz necessariamente uma melodia nova(52); apenas toca o acorde certo no lugar exato do nosso silêncio.(53)

E há qualquer coisa de vertiginoso nisso. Porque, quando o acorde é tocado, já não posso fingir que não ouvi aquele som, porque ele provoca em mim um deslumbramento(54). Depois de ouvirmos aquele som, ficamos condenados à sua existência(55). O acorde permanece dentro de mim(56), mesmo depois de as mãos do músico se afastarem do instrumento.(57)

É por isso que o OUTRO se torna Mestre sem ter escolhido sê-lo(58). Ele não sabe que está a ensinar(59). Não sabe que determinados gestos, palavras, ausências, olhares ou até silêncios seus encontram em mim uma ressonância que ultrapassa largamente aquilo que ele próprio pretendeu emitir(60). Ele toca um acorde ou vários acordes e eu escuto uma melodia que me deixa perplexo.(61)

O mais misterioso é que aquele som me abala(62). O que eu descubro não nasceu naquele instante(63). Já estava lá(64). Os acordes musicais existem e existem muitas variações de acordes. Existe o Dó, Ré, Mi o Fá, o Sol o Lá, o Sí. Em viola cada um destes acordes é representado por letras maiúsculas:
C = Dó
D = Ré
E = Mi
F = Fá
G = Sol
A = Lá
B = Si

Mas depois existem variações a todos estes acordes musicais. Existe F#m = "Fá" sustenido menor que tocado com "C" Dó, dá uma melodia lindíssima(65). Estas notas musicais sempre existiram(66). Sempre estiveram lá, mas não estão ao alcance de quem não aprende(67). Os OUTROS emitem sons que são ruído ou melodia para nós(68), e tempos de ser atentos para perceber o que esse ruido provoca em mim(69): maledicência, contínuo a falar mal dos outros?(70) Quando alguém diz o que eu não gosto, como trabalho isso em mim?(71)

 A mão do músico [o OUTRO] foi apenas o acontecimento necessário para que o som se torne audível.(72)

Assim, o OUTRO revela o que se passa dentro de mim(73). A sua presença funciona como uma espécie de mão invisível sobre as teclas do meu interior(74). Algumas permanecem imóveis durante anos(75), talvez durante uma vida inteira(76), até que alguém, sem sequer perceber o que está a fazer, pousa os dedos exatamente sobre elas.(77)

E então há música.(78)

Uma música que não é dele, mas foi a sua presença que a tornou audível(79). Os OUTROS tocam melodias que  ressoam em mim(80). E entre o gesto entre o que o OUTRO faz e a vibração que nasce em mim(81), qualquer coisa surge que nenhum dos dois, isoladamente, poderia produzir.(82)

Na sociedade obscurecida destes sons(83), os OUTROS passam por eles e nada acontece(84). Quando não gostam destes OUTROS, difíceis, tóxicos, afastam-se deles.(85) 

Para nós, é precisamente a nota dissonante, a que dói, a que nos incomoda, a que nos obriga a parar e a fazer a pergunta: "por que razão aquele som nos atravessou daquela maneira".(86)

Quando me apercebo de que não consigo lidar com este OUTRO(87), descubro que é porque encontro em mim durezas antigas(88), inflexibilidades que pensei já ter dissolvido(89), maledicências que crescem como ervas daninhas em mim(90). E cada pessoa que surge no meu caminho torna-se um espelho que revela ângulos de mim mesmo que nunca observei, verdadeiros encontros inesperados.(91)

Assim, cada relação transforma-se numa descida(92). Uma descida ao fundo do poço onde guardo o que evitei ver(93); uma descida lenta, uma descida necessária(94). Só tocando o chão é que percebo onde realmente estou.(95)

O chão é o nosso mundo(96) e a nossa visão será sempre de baixo para cima(97). Iremos encontrar muitos e muitos OUTROS que nos olham de cima para baixo, mas não faz mal, o chão é o meu mundo.

O chão é o nosso mundo e, estando ali, a nossa visão ergue-se sempre de baixo para cima. E sim, encontraremos muitos que nos olham de cima, como quem observa sem realmente ver.

Mas não importa. O chão pertence-nos, acolhe-nos, sustenta-nos, respira connosco.

E é curioso perceber como, estando tão perto da terra, aprendemos a escutar coisas que só se ouvem rente ao solo:
- o murmúrio das nossas próprias raízes,
- o eco do que já fomos,
- o estremecer leve do que ainda estamos a aprender.

No chão, os passos dos outros não nos esmagam: apenas passam, deixando rastos que podemos observar como sinais de vento numa areia antiga.

À medida que seguimos este caminho, começamos a perceber que não há desonra em estar em baixo.

Ali, ao nível das pedras e das sementes, descobrimos que é precisamente no território das quedas que nascem as transformações mais silenciosas.

Enquanto outros se equilibram nas alturas, muitas vezes temendo o descer, nós vamos ganhando intimidade com a profundidade esse Mestre dos Mestres é sereno e não precisa de se exibir.

O Mestre dos mestres é o nosso interior onde nos interrogamos, onde aprendemos.

E assim, pouco a pouco, o que para alguns parece ser fraqueza torna-se para nós fortaleza. A força de quem conhece a textura da terra, de quem sabe que cada grão esconde uma história, de quem compreendeu que a verdadeira visão não é a que alcança mais longe, mas a que alcança mais fundo.

E nós queremos ir mais fundo para entendermos o nosso eu e aquilo que preciso mudar em nós.

É no chão que aprendemos a levantar-nos sem pressa, a ver sem arrogância, a caminhar sem necessidade de altura.

E, sobretudo, é no chão que descobrimos uma verdade simples: quem aprende a viver ali pode viver em qualquer lugar.

É no ato de descer que descubro que o OUTRO, afinal, não era obstáculo, nem ameaça, nem problema. Era apenas a PORTA que eu não sabia que precisava abrir para encontrar-me.

Oh e que beleza esta a do meu encontro.

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