Raciocínio 109/200
Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me à atenção - a ponte que não se quebra
Motivação para viver, a busca pela felicidade através de um método de esforço cognitivo. O método que usamos é efetuado por etapas graduais. Será o encadeamento destas etapas que nos levará a entender este processo complexo constituído por 200 raciocínios.
Começaremos vários exercícios de motivação. Poderá comentá-los, ou enviar mensagem em privado para o nosso email: Auto.ajuda.mundo@gmail.com
Iremos gradualmente e por raciocínios adquirir conhecimento motivacional. Sugerimos que comece pela 1° raciocínio para poder perceber o encadeamento dos raciocínios que iremos estabelecer, e faça a leitura ao seu ritmo. Basta em cima selecionar "Raciocínios" e 1/200, e depois por 2/200 e assim por diante.
Vamos fazer aqui um resumo de todos os raciocínios que já abordámos:
1/200 - O início de uma caminhada
2/200 - O problema de atribuir significado a pensamentos que não interessam
3/200 - Não permita que o passado exerça poder sobre si
4/200 - Transcenda as limitações do passado
5/200 - A mente e o poder incrível da imaginação
6/200 - Os rituais do imaginário
7/200 - Preferir a "felicidade" à "depressão"
8/200 - Vamos criar um raciocínio produtivo
9/200 - O problema da crença do poder da atração
10/200 - Escolher a felicidade e recusar a infelicidade (Parte 1)
11/200 - A explicação do nosso "segredo"!
12/200 - O problema da Ataraxia
13/200 - A emoção da tristeza
14/200 - Nós somos responsáveis pela maneira como nos sentimos
15/200 - A lei da fé
16/200 - O que fazer com a inveja
17/200 - Quando está tudo escuro e a luz que brilha está bem longe
18/200 - A Paz Interior o motor da vida (1/3): introdução
19/200 - A Paz Interior o motor da vida (2/3): o poder da recordação
20/200 - A Paz Interior o motor da vida (3/3): A regra do silêncio deixando de ter razão
21/200 - Retirar de nós a auto-piedade, auto-rejeição, auto-depreciação, auto-anulação (parte 1)
22/200 - Auto-acusação e Auto-piedade (parte 2)
23/200 - Esclarecimento sobre os "Autos"
24/200 - Tomar consciência dos pensamentos que temos
25/200 - Preferir a FELICIDADE em vez da infelicidade (Parte 2)
26/200 - Não tenha medo de errar
27/200 - Fortaleça a sua estabilidade interior
28/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 1): Introdução
29/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 2): Projetar potência criadora numa dedicação integral com todos, da mesma forma e continuamente
30/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 3): ofereça presença
31/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 4): "Acolhimento" - 1ª Dimensão
32/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 5): "Acolhimento" (continuação)
33/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 6): "Apoio" - 2ª dimensão
34/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 7): "Apoio" - 2ª dimensão (continuação)
35/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 8): "Projeção" - 3ª dimensão
36/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 9): "Valorizar" - 4ª dimensão
37/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 10): "Entrar em sintonia" - 5ª dimensão
38/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 11): "ilumine o outro" - 6ª dimensão
39/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 12): "Como definir o Campo de Ação e o Poder de saber o nome" - 7ª dimensão
40/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 13): "Altere o seu olhar" - 8ª dimensão
41/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégias (Parte 14): "dar espaço ao outro" - 9ª dimensão
42/200 - Como ter potência criadora - 1 estratégia: IVA (imposto de valor acrescentado)
43/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (parte 1/4)
44/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): Um segredo que revelamos - A criação das redes de pequenas maledicências no trabalho (parte 2/4)
45/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): A dificuldade de tornar um assunto em não assunto (3/4)
46/200 - Como ter potência criadora - 2 estratégia: O que é um não assunto (continuação): na prática o que deixar de fazer (parte 4/4)
47/200 - Como ter potência criadora - 3 estratégia: Não chame os outros à atenção
48/200 - Como ter potência criadora - 4 estratégia: Cale-se por favor!
49/200 - Como ter potência criadora - 5 estratégia: A história de Tolstói (uma reflexão)
50/200 - Como ter potência criadora: Finalmente - Os miminhos
51/200 - Relações horizontais e não verticais: a unilateralidade - parte 1
52/200 - Relações horizontais e não verticais: a autoresponsabilidade - parte 2
53/200 - O silêncio estúpido
54/200 - Eu adapto-me ou o outro tem de se adaptar a mim?
55/200 - Não compre guerras. O problema da conspiração
56/200 - A teoria dos Habitats: não floresça em microclimas
57/200 - O desconforto: o nosso campo de ação (parte 1)
58/200 - O desconforto: os contra-vontades (parte 2)
59/200 - Um jogo de energias - escolher ou acolher?
60/200 - Como atrair tudo até si
61/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 1
62/200 - Porque não vendemos nada e o nosso experimento social é gratuito - Parte 2 - O busílis
63/200 - Ação ou reação - A peça teatral, dão-nos um guião e escolhemos outro papel
64/200 - Um amor raro que faz relações durarem anos - Não precisamos que nos peçam desculpa
65/200 - Dance nas suas relações sem impor coreografia
66/200 - Não chame ninguém a atenção (parte 2): uma revolução nos relacionamentos - espalhe flores
67/200 - Quando os outros endurecem o semblante: a ponte caída
68/200 - O mimo como forma de resistência contra o endurecimento do mundo: use a cor que tiver
69/200 - Um experimento social de acolhimento: não escolhemos mas acolhemos
70/200 - A solidão e o mundo das conexões: a porta enferrujada
71/200 - Mais vale só do que mal acompanhado: e se este ditado estiver incorreto?
72/200 - Solidão, Solitude e Solícito
73/200 - Os déspotas do nosso interior
74/200 - Conspiração: As vidas diminuídas (Parte 2)
75/200 - As minhas ações estão a construir uma melhor pessoa em mim?
76/200 - Somos amorais com os outros: o poder da agulha
77/200 - A dissonância é o lugar do encontro comigo mesmo: um tema secreto
78/200 - Diz o ditado popular: Toda a ação gera uma reação: e se em vez de reagir, agirmos?
79/200 - Presenças invisíveis, sem valor, pessoas descartáveis
80/200 - Encontre falhas e destrua a sua relação
81/200 - Uma reflexão SECRETA - O Mestre das nossas vidas: É no encontro com o outro que se dá o deslumbre de quem somos
82/200 - O Mestre dos Mestres: O lugar secreto
83/200 - O Mestre dos Mestres: Um tempo SECRETO
84/200 - O Mestre dos Mestres: deixe o riso brotar do seu interior
85/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação
86/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - um yoga diferente
87/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - a pausa-silêncio transforma-se no par ternura-silêncio
88/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: a ternura-silêncio e a ausência-silêncio
89/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - dois pares distintos: micro-sorriso e o semblante-fechado
90/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O espelho-secreto
91/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual dentro de mim
92/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora de mim
93/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - O ritual fora e o ritual dentro de nós
94/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Conversão da vontade
95/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar (parte 1)
96/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: casos de dissonância (parte 2)
97/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como alerta do que se passa dentro de mim
98/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: o portal
99/200 - Um estudo SECRETO: Os micro rituais de aproximação - Escutar para me escutar: a dissonância como resistência do meu interior: um ouvir domesticado
100/200 - Antes de Reagir, Ajo: Não vou reagir - os mantras
101/200 - Antes de Reagir, Ajo: Só queixas
102/200 - Antes de Reagir, Ajo: Relações de proximidade - o antídoto
103/200 - Antes de Reagir, Ajo: Desabafar: não! Como aliviar o peso das emoções
104/200 - Antes de Reagir, Ajo: O arquivo da emoção e o arquivo da razão
105/200 - Antes de Reagir, Ajo: Sofismas emocionais: o encarceramento da emoção
106/200 - Os rituais do imaginário - parte 2: Não somos o que sabemos, somos o que estamos dispostos a aprender
107/200 - Os rituais do imaginário (parte 3): inteligência emocional e espiritualidades
108/200 - Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me a atenção
Hoje iremos analisar o nosso Raciocínio 109/200 - Antes de Reagir, Ajo: Chamam-me a atenção - a ponte que não se quebra
Iniciei no Raciocínio anterior a melhor maneira de atingir objetivos(1) através de algo que muitos encaram como uma agressão ao seu ego(2), sendo uma das melhores maneiras de não quebrar pontes.(3)
"Antes de Reagir, Ajo" é a ideia central(4), a importância da ação consciente(5) antes da reação emocional.(6)
O subtítulo, "a ponte que não se quebra", reforça esta noção de manter relações(7) mesmo em situações de tensão ou conflito(8), evitando romper laços ("pontes") por impulsividade.(9)
Quero introduzir a ideia de que atingir objetivos pode exigir humildade, contenção ou diplomacia(10), atitudes que o ego tende a rejeitar.(11)
Em outras palavras, agir estrategicamente(12), em vez de reagir emocionalmente(13), é uma forma de preservar relacionamentos(14) e oportunidades(15), a tal "ponte que não se quebra".(16)
Preciso que perceba a importância tremenda que quando somos chamados à atenção(17) não podemos revidar(18). Pelo contrário esse confronto deve apelar-nos à mudança(19) para fazermos melhor(20), já que estamos a ser chamados à atenção(21) e para isso precisamos de humildade para acatarmos o facto de estarmos a ser chamados à atenção.(22)
Quando alguém nos chama à atenção, o impulso imediato do ego é defender-se(23). Sentimo-nos ameaçados, injustiçados ou diminuídos e é aqui que nasce a reação.(24)
Contudo, reagir é diferente de agir(25). A reação é instintiva, automática, movida por emoção(26); a ação é pensada, ponderada(27) e, sobretudo, orientada para um resultado.(28)
Se cedemos à reação(29), quebramos a ponte(30), destruímos a possibilidade de aprender, de melhorar(31) e até de manter relações que poderiam abrir caminhos no futuro.(32)
Em vez de ficarmos chateados com a pessoa que nos chama à atenção(33) devemos manter o foco apenas na situação a aprimorar.(34)
Esta é uma ideia-chave e vale a pena desenvolvê-la, para compreendermos(35), porque marca a diferença entre personalizar a crítica(36) e utilizá-la como ferramenta de crescimento.(37)
Quando confundimos a correção com um ataque pessoal, desviamos a atenção do essencial: melhorar.
A emoção toma o lugar da razão, e o orgulho substitui a aprendizagem.
Mas quando escolhemos separar a pessoa da mensagem, libertamo-nos.
Deixamos de ver o outro como um "acusador" e passamos a vê-lo como um espelho que reflete algo que talvez não estejamos a ver.
Esta mudança de perspetiva transforma completamente a forma como recebemos o feedback.
Já não se trata de quem tem razão, mas de como posso fazer melhor.
Esta atitude exige maturidade e humildade, porque o ego tende a reagir de imediato.
É precisamente nesse instante, quando algo dentro de nós quer revidar, que temos a oportunidade de praticar o autocontrolo e a inteligência emocional.
Não é sobre quem está certo, mas sobre o que posso aprender com isto. Se sou chamado à atenção então poderei fazer melhor.
No fundo, a verdadeira ponte que não se quebra é construída com respeito, discernimento e capacidade de escuta.
Quando focamos a nossa atenção na melhoria e não na ofensa, tornamo-nos mais fortes, mais conscientes e mais próximos dos nossos objetivos.
Mas, se ajo antes de reagir, consigo observar a situação de fora, sem o filtro do orgulho.
É nesse instante que nasce a força da humildade, não como submissão, mas como inteligência emocional aplicada.
Aceitar uma chamada de atenção não é um ato de fraqueza, é um sinal de maturidade. Significa que estou disposto a crescer em vez de vencer uma disputa.
É a consciência de que, por vezes, calar, escutar e refletir é mais poderoso do que argumentar.
No fundo, quem se defende constantemente, não evolui; quem se observa, transforma-se. E é nessa transformação que se constrói a verdadeira ponte, aquela que não se quebra, mesmo quando o vento sopra com força.
Em termos práticos, se uma chefia me chama à atenção, tenho aqui uma oportunidade tremenda de aperfeiçoamento e de manter a ponte que existe entre mim e a chefia.
Não posso ir partilhar com os colegas o que ela fez e porque me chamou à atenção. A conversa do que "ela me fez", do que "ele me fez", não fazem parte do Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda. Porque o centro da nossa atenção não está no que ela me fez ou no que ele me fez, mas no que eu faço.
Este é um ponto muito prático e transformador, porque trago o conceito da "ponte que não se quebra" para o dia a dia, mostrando como ele se manifesta nas pequenas atitudes.
Em termos práticos, se uma chefia me chama à atenção, é nesse momento que se mede a nossa maturidade emocional.
Consigo ouvir, refletir e melhorar, ou deixo-me dominar pela necessidade de ter razão?
O erro comum é sair dessa conversa e procurar aliados, partilhar com colegas o que a chefia "me fez" ou "me disse". Esse tipo de reação, disfarçada de desabafo, é na verdade uma forma de transferir a responsabilidade.
Ao contar o episódio sob a ótica da injustiça, colocamo-nos no papel de vítima e afastamo-nos da ação consciente.
No Movimento de Motivação e de Auto-Ajuda, o foco está no em mim, no que eu faço, no que posso melhorar, no que posso aprender. Porque é isso que me dá poder.
Quando deixamos de alimentar conversas sobre culpas e passamos a concentrar-nos na mudança, o ambiente à minha volta transforma-se. A relação com a chefia melhora, o respeito cresce e, acima de tudo, o meu próprio valor aumenta.
A ponte, que poderia quebrar-se pela reação, fortalece-se pela consciência e pela ação positiva.
E é essa a essência do verdadeiro crescimento. Perceber que cada correção é uma chamada à excelência, não uma humilhação.
Como vimos no raciocínio anterior a chamada de atenção é uma das melhores maneiras de crescer em todos os aspetos.
- torno-me humilde não revidando;
- não partilho com colegas mantendo aquilo que me une à chefia, tornando a sua chamada de atenção uma forma para crescer
- a chamada de atenção serve para eu mesmo me aperfeiçoar e atingir a excelência
- mantenho a ponte entre mim e a chefia, tomando em consideração aquilo que me foi dito.
Ao adotar esta postura, entro num ciclo de crescimento constante. Cada chamada de atenção deixa de ser um obstáculo e passa a ser um degrau de evolução.
A humildade abre-me espaço para aprender, o silêncio preserva as relações e a reflexão conduz-me à melhoria.
A ponte mantém-se firme porque não a vou corroer com comentários, justificações ou ressentimentos. Pelo contrário, reforço-a com respeito, escuta e ação.
É neste equilíbrio entre ouvir e agir que se constrói a verdadeira força interior, aquela que não precisa de se defender, porque está comprometida com o seu próprio aperfeiçoamento.
E aqui tem de haver o nosso objetivo de querermos alterar as nossas relações principalmente com chefias.
Compreender que a crítica não é um ataque, é um convite. Um convite à transformação, à maturidade e à excelência.
E podemos usar as chamadas de atenção para crescermos.
Aqui há um propósito claro de mudança nas relações, especialmente com as chefias.
Alterar a forma como nos relacionamos, sobretudo com as chefias.
Em vez de vermos a hierarquia como uma fonte de pressão ou de crítica, podemos passar a vê-la como uma ferramenta de crescimento.
Cada chamada de atenção torna-se uma oportunidade de aperfeiçoamento, de alinhamento e de fortalecimento da relação profissional.
Quando compreendo que a crítica não é um ataque, mas um convite, mudo completamente o meu posicionamento.
Já não estou na defensiva, estou disponível. Já não reajo, mas ajo. E é nesta mudança subtil, mas profunda, que se começa a transformar a qualidade das relações no trabalho.
Usar as chamadas de atenção para crescer é escolher o caminho da evolução em vez do ressentimento.
É decidir que, em vez de quebrar pontes, quero fortalecê-las. Porque é através dessas pontes, de respeito, diálogo e humildade, que alcançamos não apenas os nossos objetivos, mas também a verdadeira maturidade pessoal e profissional.
Oh e como queremos crescer em maturidade emocional.
Vem, chama-me à atenção para eu poder ver em mim o que ainda resiste.
Abraço fraterno
Nuno Miguel R. S. Gomes
(Sociólogo e Filósofo)
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